Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Espetáculo: "O Farol"
    Espetáculo: "O Farol"
    Espetáculo: "O Farol"

    Alguém poderia entrar por aquela porta para nos lembrar das vítimas da ditadura, do rompimento da barragem ou da tempestade. Mas, longe de casa, você já sentiu a angústia da dúvida de ter deixado ou não o fogão ligado, as luzes acesas ou as portas de casa destrancadas? 

    O Farol parte da fragilidade da lembrança individual para perseguir a potência da construção de uma memória social, histórica e coletiva. Uma luz em meio ao breu é a alegoria de um mergulho na lembrança, buscando iluminar um passado esquecido ou intencionalmente ofuscado.

  • Cartaz do Evento
    Cartaz do Evento
    Espetáculo: O Figurante

    Mateus Solano estreia no teatro com seu primeiro monólogo, O Figurante. A peça conta a história de Augusto, um figurante de audiovisual que começa a questionar seu próprio papel e existência, sentindo-se invisível no mundo. Dirigido por Miguel Thiré, que já havia trabalhado com Solano no sucesso Selfie, o espetáculo traz uma parceria inédita com a dramaturga Isabel Teixeira.

    A trama explora a rotina de um homem que luta para encontrar um propósito em meio a uma vida sem grande sentido. O Figurante fala sobre as dificuldades de se conectar com quem realmente somos e a luta para assumir o controle da nossa própria história. Mateus Solano reflete que, ao tentar se encaixar no mundo, muitas vezes nos afastamos de nossa essência, a ponto de não saber se somos protagonistas ou apenas figurantes da nossa vida.

    A dramaturgia foi construída a partir de improvisos de Solano, que foram gravados e trabalhados por Isabel Teixeira para criar o texto final, mantendo a autenticidade das ideias do personagem. Isabel explica que a peça nasce do trabalho no palco, onde os improvisos e o movimento ajudam a construir a história.

    Miguel Thiré, o diretor, destaca que o espetáculo é focado no corpo e na voz, com um trabalho mímico intenso, e que a ideia é fazer com que o personagem de Mateus quase "desapareça" no palco, se tornando parte do cenário. A proposta é chamar atenção para o que normalmente é ignorado e provocar uma reflexão mais profunda no público.

  • Imagem de publicação da Peça
    Imagem de publicação da Peça
    Espetáculo: "O Filho"

    Depois do enorme sucesso da peça O Pai, Léo Stefanini dirige a montagem inédita no Brasil de O Filho, do também francês Florian Zeller. Montada em mais de 20 países e adaptada ao cinema, O Filho, peça do premiado cineasta e dramaturgo francês Florian Zeller, ganha finalmente sua versão brasileira, ainda inédita no país, com direção de Leo Stefanini. 

    O elenco traz Andreas Trotta, Gabriel Braga Nunes, Maria Ribeiro, Thais Lago, Marcio Marinello e Luciano Schwab. Este é o segundo trabalho de Zeller dirigido por Léo Stefanini, que esteve à frente da montagem de “O Pai”, vista por mais de 120 mil espectadores no Brasil e que rendeu o Prêmio Shell de melhor ator para Fúlvio Stefanini.

    A trama acompanha Nicolas, um adolescente de 16 anos que se sente perdido em um difícil processo de depressão. Filho de pais separados, ele deixa a casa da mãe para morar com o pai enquanto tenta reencontrar o sentido em sua vida.

    O texto provoca uma reflexão sobre as relações familiares e os mistérios insondáveis da mente. “A depressão em adolescentes é tema fundamental na reflexão sobre nossa sociedade atual. Não faltam dados que comprovam o aumento exponencial de casos, em todas as classes sociais, em grande parte dos países do mundo. Não à toa a peça se tornou uma febre, sendo montada em todos os continentes. E poder jogar luz sobre o tema é importante para impactar o público de maneira única, provocando a reflexão sobre os caminhos possíveis para a redução de um quadro alarmante”, explica Stefanini.