Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Fotografia do epetáculo "risco"
    Fotografia do epetáculo "risco"
    Espetáculo "RISCO"

    O Grupo Contemporâneo de Dança Livre celebra 15 anos de trajetória com a estreia do espetáculo “RISCO”, apresentado nos dias 15, 16 e 17 de maio, às 20h, na Funarte MG. Com direção compartilhada com Oscar Capucho, a obra investiga os limites do corpo ao explorar o risco como perigo, instabilidade, mas também como marca e identidade.

    Em cena, os dançarinos Duna Dias, Heloisa Rodrigues, Leonardo Augusto e Socorro Dias, ao lado do músico Érico Ferry com trilha ao vivo, constroem uma experiência intensa e provocadora sobre os atravessamentos que os corpos enfrentam em diferentes contextos. A montagem reflete sobre medo, resistência e a insistência em existir em meio às tensões do mundo contemporâneo.

    Realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Minas Gerais, o espetáculo também reforça a importância do incentivo à cultura. A sessão do dia 17 contará com audiodescrição e a entrada é gratuita, sujeita à lotação. “RISCO” convida o público a vivenciar uma experiência sensível e instigante, onde o corpo se afirma como espaço de criação e resistência.

  • Espetáculo: Rita Lee, Um belo dia resolvi mudar
    Espetáculo: Rita Lee, Um belo dia resolvi mudar
    Espetáculo: "Rita Lee - Um Belo Dia Resolvi Mudar"

    O show pensado e idealizado por Cadu de Andrade passa pelo feminino e as relações com as questões da mulher: o lugar, a fala, o preconceito, o machismo e a violência contra estas que resolveram apenas fazerem o que queriam fazer.

    Com um elenco de 13 cantores Cadu monta uma trajetória de nascimento e vida e conduz a plateia a um passeio divertido jogando luz ao visitar a obra bela e de inesgotável interpretação.

    O piano foi escolhido para tratar as canções sem muito barulho, acreditando que excessos nestes tempos mais distraem do que colaboram na apreciação. E coloca em primeiro lugar a gênese harmônica e melódica e as letras geniais. Eleva a obra aos ouvidos. Ou seja, Música.

  • Cartaz com fundo grafite escuro onde se lê ao centro "ESPETÁCULO CÊNICO ritualê". A palavra "ritualê" tem letras brancas arredondadas, com o "t" destacado em vermelho formando um portal e o "ê" com acento em forma de seta. Ao fundo, há o desenho discreto de um tridente cinza. Na lateral direita, destaca-se uma coluna com formas geométricas coloridas empilhadas: círculo azul, lua branca, triângulo invertido vermelho, bloco branco e semicírculo vermelho.
    Cartaz com fundo grafite escuro onde se lê ao centro "ESPETÁCULO CÊNICO ritualê". A palavra "ritualê" tem letras brancas arredondadas, com o "t" destacado em vermelho formando um portal e o "ê" com acento em forma de seta. Ao fundo, há o desenho discreto de um tridente cinza. Na lateral direita, destaca-se uma coluna com formas geométricas coloridas empilhadas: círculo azul, lua branca, triângulo invertido vermelho, bloco branco e semicírculo vermelho.
    Espetaculo: riTualê

    A obra "riTualê", criação cênica sobre saúde mental, ancestralidade e resistência de mulheres pretas periféricas – eu me explodir é um rito cênico afrocentrado que atravessa memória, adoecimento e cura coletiva a partir das experiências de mulheres negras periféricas e corpos dissidentes. Entre a rua e o sagrado, a obra transforma o palco em encruzilhada: um território de travessia onde o corpo lembra, treme, dança, adoece, resiste e se reinventa como ritual. 

    Nasce como um gesto poético-político de escuta do corpo e das memórias ancestrais inscritas nas vivências de mulheres pretas, periféricas e faveladas. A criação propõe uma travessia sensível pelas linguagens das danças urbanas periféricas, como Hip Hop Dance, Funk e Samba, articuladas à musicalidade percussiva, à oralidade e à poesia falada. 

    O espetáculo parte da compreensão do corpo enquanto território de memória, resistência e sobrevivência. Em cena, movimento, ritmo e palavra se encontram para refletir sobre os impactos do racismo estrutural, do patriarcado e da desigualdade social na saúde mental de mulheres negras e periféricas, especialmente moradoras de favelas. 

    Com criação colaborativa entre Scheylla Bacellar, a percussionista Gal Duvalle e a poeta Nívea Sabino, com direção de Michelle Sá, “riTualê” utiliza a arte como ferramenta de cuidado integral e aquilombamento coletivo. A obra dialoga com práticas ancestrais de cura e resistência presentes nas culturas afro-brasileiras, evocando a dança, a poesia, a performance, a música, a oralidade e os saberes tradicionais como tecnologias de cuidado construídas historicamente pelas comunidades negras. 

    Com uma estética bruta, ritualística e contemporânea, riTualê funde ancestralidade afro-brasileira, oralidade periférica e performance urbana em uma experiência cênica de forte impacto visual e emocional. A obra convoca o público para um mergulho em corpos de encruzilhada — corpos que carregam cicatrizes, mas também caminhos, encantamento e continuidade.