Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição: Colheres - Memorial Vale
    Exposição: Colheres - Memorial Vale
    Exposição: Colheres - Memorial Vale

     

    A série Colheres mergulha em memórias, sabores e saberes, numa investigação das simbologias da colher de pau associada à comida, à cozinha, às mães, às avós, às mulheres. Corpos objetos. Limpeza, obediência. Cuidado, afeto, família, alimento, comunidade em confronto à colonialidade sobrecorpos e fazeres.

    A exposição integra o projeto Mostra de Fotografia do MMGV e fica disponível no site do Memorial Vale até o dia 9/12. 

  • Exposição: “Colônia”, do professor Clébio Maduro - Centro Cultural UFMG
    Exposição: “Colônia”, do professor Clébio Maduro - Centro Cultural UFMG
    Exposição: “Colônia”, do professor Clébio Maduro - Centro Cultural UFMG

    O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição “Colônia”, do desenhista, gravador e professor Clébio Maduro, na sexta-feira, dia 3 de junho de 2022, às 18 horas.

    A mostra reúne gravuras sobre o hospital psiquiátrico que estigmatizou o município mineiro como ‘Cidade dos Loucos’ e poderá ser vista até o dia 26 de junho de 2022.

    A entrada é gratuita. Classificação indicativa: não recomendada para menores de 14 anos.

    A partir de um documentário que assistiu sobre a referida cidade e a colônia, o artista se viu instigado a conhecer pessoalmente o primeiro manicômio de Minas Gerais e ficou sensibilizado com o que presenciou no local.

    Para se libertar do que testemunhou, Clébio desenvolveu uma série impactante de gravuras que imprimem as dores vivenciadas nesse lugar, principalmente pelas mulheres, traduzidas em “Holocausto Feminino”, que lhe rendeu um poema de Amílcar de Castro, em 1989.

    As gravuras “Banho de Sol”, “Centro S.P.” e “Jogo da Velha” também lhe concederam o primeiro prêmio na Bienal Internacional de Gravura de Santos, em 2011.

    Segundo Fernanda Medina, médica psiquiatra, doutora em história da arte e curadora da mostra, “o artista, que se viu assombrado pelas imagens produzidas no Hospital Colônia de Barbacena, precisou, durante três décadas, lidar com esse assombro, utilizando os meios que possui: a arte”.

    E completa, “Clébio não poupa o espectador da angústia, da solidão, do desespero vivenciado naqueles pavilhões. Ele não usa eufemismos.

    Ao contrário, suas imagens são uma espécie de denúncia. Por traz da sutileza de suas linhas e do rigor da sua composição, marcas da sua obra, o que enxergamos são os olhos e a alma da loucura”.

    Clébio Maduro é desenhista, gravador e ex-professor de gravura da Escola de Belas Artes da UFMG (1978-2014).

    De 1972 a 2020 participou de 120 exposições coletivas e 16 individuais, incluindo 59 participações em vários salões nacionais, alcançando 12 premiações.

    Tem ministrado vários cursos de gravura e desenho nas principais cidades históricas de Minas Gerais, tendo como destaque em sua trajetória o 1º prêmio na Bienal de Gravura da cidade de Santos/SP e uma individual de 106 trabalhos intitulados “Obra Gráfica”, na Reitoria da UFMG.

  • Exposição: “Colóquio sobre as coisas anônimas”, de Carol Peso
    Exposição: “Colóquio sobre as coisas anônimas”, de Carol Peso
    Exposição: “Colóquio sobre as coisas anônimas”, de Carol Peso

    “Colóquio sobre as coisas anônimas” é o título da exposição de Carol Peso que ocupa a Galeria do Minas II entre 13/9 e 13/10.

    A mostra apresenta 16 pinturas em tinta acrílica sobre tela, em diferentes dimensões que vão desde 100cm x 155cm, até pequenos formatos de 20 x 20cm.

    Contemplada no edital da Galeria do Minas II, a artista diz que interessa “particularmente entender a cidade como um suporte de memórias e um lugar de formação de hábitos visuais”.

    Sendo assim, o que será visto no espaço expositivo são “elementos mais banais e corriqueiros, que impregnam o nosso cotidiano e por vezes nos passam despercebidos”, observa a artista. 

    A Galeria de Arte do Minas II fica na avenida dos Bandeirantes, 2.323, na Serra, e fica aberta de segunda a sexta-feira, das 6h às 22h; aos sábados, das 6h às 20h; e aos domingos e feriados, das 6h às 19h.

    As pinturas que compõem a mostra “Colóquio sobre as coisas anônimas” são fruto da pesquisa de Carol Peso sobre visualidade urbana.

    Tal estudo existe desde 2018 e nesses trabalhos a artista, como uma cronista, observa o cotidiano e, de forma intuitiva, ela bate fotos das imagens que chama sua atenção. “Sinceramente não consigo explicar muito bem o que me faz interromper a caminhada pelas ruas e tirar uma foto.

    Pode ser uma composição de linhas da fiação elétrica, um jogo de texturas na calçada, o arranjo espacial do entulho da construção civil, a brutalidade de um equipamento, a singeleza do desenho de uma cerca, a intervenção pitoresca em uma fachada ou num muro”, conta a artista. “Há mesmo algo da atuação do cronista.

    Assim como ele, eu testemunho um acontecimento (uma cena urbana), mas busco “narrá-lo” à minha maneira, utilizando minhas próprias “palavras”, exagerando um pouco, omitindo outro tanto, e “ficcionando” bastante”, atesta Carol. Sempre partindo de fotografias, as pinturas de Carol Peso não seguem uma forma hermética na sua proteção. “A minha pintura se inspira, então, nessas fotografias, mas o seu desenvolvimento é bem livre. Eu sei como ela começa, mas não sei como vai terminar. Não há um projeto fechado a seguir.

    A cor surge com essa mesma liberdade, pois a minha relação com ela é muito intuitiva: um pigmento puxa o outro, e por aí vai”, explica Carol.

    Na Galeria do Minas II a artista também vai apresentar as fotos que inspiraram as telas expostas pelo meio digital acessível por QRCode. “É importante ressaltar que as minhas fotos são uma ferramenta de trabalho e não foram capturadas como fim em si mesmas. Muitas trazem a precariedade dessa condição.

    Mas são reveladoras da relação entre espacialidade, memória e identidade, que guia a minha pesquisa estética”.

    Carol deseja que sua exposição seja um ampliar dos olhos do visitante. “Gostaria que a exposição fosse um singelo convite a aguçar a nossa sensibilidade para perceber o cenário no qual nos movemos”, conclui.