Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Imagem de uma mulher em um quarto desenhado, com um desenho de uma criança, simulando uma "luta"
    Imagem de uma mulher em um quarto desenhado, com um desenho de uma criança, simulando uma "luta"
    Exposição: "DESculpa" Lu Simão

    Pintora, ilustradora e escritora, Lu Simão parte de vivências compartilhadas por muitas mulheres para transformar a chamada “culpa materna” em matéria de criação. Na exposição, esse sentimento deixa de ser um peso silencioso para se tornar personagem, linguagem e provocação. O convite é direto: olhar para a maternidade com mais leveza, reconhecer imperfeições e rir da cobrança constante por um ideal inatingível de mãe perfeita.

    “Tornar-se mãe é um acontecimento que vem acompanhado de emoções que não escolhemos, como exaustão, amor, entrega, admiração e, invariavelmente, culpa. No meu trabalho, a culpa é tirada deste pedestal, derretida, redesenhada”, explica a artista. 

    Uma experiência imersiva entre humor, afeto e identificação 

    Organizada como um percurso sensorial, DESculpa reúne instalações que traduzem, de forma poética e irônica, os mecanismos da culpa materna no cotidiano. Em Luz e Sombra, o visitante se depara com a ideia da culpa como uma presença que começa pequena e, sem perceber, cresce até se tornar uma sombra intimidante — especialmente nos momentos mais banais, como tentar descansar ou desfrutar de pequenos prazeres.

    Já em Academia da Culpa, a metáfora do peso ganha corpo: a culpa aparece como uma carga que se intensifica à medida que as expectativas sociais e as obrigações se acumulam. A instalação brinca com a ideia de força e resistência, lembrando que, se culpa contasse como musculação, mães teriam “bíceps de aço”.

    A vigilância constante surge em A Lupa da Culpa, onde a culpa assume o papel de uma detetive sempre à espreita, ampliando falhas e inseguranças. O percurso avança até A Culpa sem Lupa e As Enormes Pequenas Belezas do Cotidiano, quando o olhar se desloca: ao retirar a lente da cobrança, o ordinário se revela extraordinário, e os pequenos gestos da maternidade passam a ser vistos em sua potência afetiva.

    Em Jogue Sua Culpa no Lixo e Domando a Culpa Materna, o humor assume papel central. A contemplação da própria trajetória materna aparece como um antídoto contra a culpa, que, diante da consciência de sua própria desmedida, perde força, dramatiza e, aos poucos, deixa de dominar a narrativa.

    Arquitetura como aliada na ressignificação da culpa 

    Um dos destaques da exposição é a parceria inédita com a Mutabile Arquitetura, especializada em arquitetura contemporânea e gerenciamento de obras. A colaboração resulta na instalação Desculpômetro, concebida como uma experiência imersiva e lúdica que materializa o conceito central da mostra: usar humor e afeto para reduzir a culpa. 

    O projeto arquitetônico manipula a percepção visual do visitante por meio de formas geométricas e arranjos espaciais que alternam sensações de opressão e alívio, dependendo do ponto de vista. A proposta é simples e potente: permitir que a culpa seja percebida, enfrentada e, ainda que simbolicamente, diminuída. 

    Um convite coletivo 

    Mais do que uma exposição sobre maternidade, DESculpa é um convite à empatia e ao reconhecimento das fragilidades que atravessam a experiência de ser mãe. Ao transformar culpa em riso, identificação e delicadeza, Lu Simão propõe um espaço de acolhimento, onde não há perfeição a ser alcançada — apenas humanidade a ser compartilhada.

  • Exposição: Desde o chão do Jequitinhonha - Centro de Arte Popular
    Exposição: Desde o chão do Jequitinhonha - Centro de Arte Popular
    Exposição: "Desde o chão do Jequitinhonha" - Centro de Arte Popular

    A mostra reúne imagens e objetos do fotógrafo e colecionador Lori Figueiró, que retratam o Vale do Jequitinhonha e seu bem mais precioso: as pessoas e suas histórias.

    No conjunto das imagens que compõem a exposição, é possível destacar a atração que o artista tem por retratar as mulheres do Vale. Símbolos da resistência, elas são as matriarcas e filhas que preservam as tradições da região, que sustentam as famílias enquanto os homens estão na lavoura ou na cidade grande; que levam o conhecimento aos mais novos e tentam, bravamente, perpetuar o fazer da arte popular local, seja nas cerâmicas, nos bordados, nas pinturas, enfim, em sua relação com o que têm à mão para produzir. As mulheres são personagens de suas próprias vidas e símbolos da preservação da memória coletiva.

    Através de cenas triviais, o fotógrafo capta a grandeza das pessoas da região, essência do Vale, em sua missão de levá-las desde o chão do Jequitinhonha até os espectadores, para que não se esqueçam nunca: o Jequitinhonha é vida.

    E exposição fica aberta para visitação do dia 26/08 até 14/11, no Centro de Arte Popular.

  • Exposição: "Desenhos Inconjuntos"
    Exposição: "Desenhos Inconjuntos"
    Exposição: "Desenhos Inconjuntos"

    O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual "Desenhos Inconjuntos", do desenhista e educador Rafael Fernandes Alves. 

    A mostra reúne desenhos que exploram as representações do corpo e suas transformações, compondo uma constelação de imagens em diálogo e tensão em torno do sonho, do selvagem e do cosmos.