Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Cartaz divulgação
    Cartaz divulgação
    Exposição "O Que Era do Lado de Cá"

    Em parceria com os Retratistas do Morro, “O QUE ERA DO LADO DE CÁ” é uma exposição de fotografia documental que resgata a memória da família Gonçalves, moradora da Vila Estrela, no Morro do Papagaio (BH). As imagens, feitas nos anos 1990 por Manoel do Rosário Azevedo — o Dú Retratista — revelam o cotidiano e os afetos de uma mãe, uma avó, oito filhas e dois filhos na última casa do Beco São João Nepomuceno.

    O título propõe um deslocamento do olhar, convidando à reflexão sobre as memórias periféricas ausentes nos registros oficiais e nas artes. Questiona também os impactos das reformas urbanas que ignoram os vínculos afetivos entre pessoas e territórios.

    Dú Retratista é um nome fundamental na história visual da periferia de BH. Há mais de 40 anos, documenta a vida no Morro do Papagaio, registrando batizados, festas, jogos e outros momentos marcantes. Seu acervo é um patrimônio da memória favelada, preservando cenas e territórios muitas vezes já desaparecidos.

    Em exibição até 03/09, no Centro Cultural Galpão Cine Horto. Entrada gratuita. 

  • Exposição: ÓRBITA - Galeria Genesco Murta
    Exposição: ÓRBITA - Galeria Genesco Murta
    Exposição: ÓRBITA - Galeria Genesco Murta

    As muitas constelações formadas pelo trabalho gráfico-visual dos irmãos Marconi Drummond, artista visual e curador independente, e Marcelo Drummond, artista gráfico e professor da Escola de Belas Artes/UFMG, se entrelaçam na mostra inédita Órbita.

    exposição ocupará a Galeria Genesco Murta a partir do dia 9 de abril até 5 de junho de 2022, propondo uma imersão na produção artística da dupla, edificada ao longo de trinta anos de atividade e carreira.

    projeto expográfico, concebido pela arquiteta Ivie C. Zappelline, propõe diálogos, confluências e intercessões entre as obras autorais dos dois criadores em diálogo com os outros vinte e cinco artistas convidados. No centro do projeto de pesquisa dos dois criadores posiciona-se a arte e a cultura, onde gravitam, em trajetórias e movimentos circulares, o design gráfico, a curadoria, a pesquisa, as artes visuais e os projetos autorais.

    É essa constelação de atividades, programas, projetos e percursos que será apresentada na Galeria Genesco Murta. A exposição panorâmica “Órbita” estrutura-se por meio de núcleos, organizados como “satélites”.

    Cada núcleo apresenta um variado acervo visual, subsidiado pela coleção particular da dupla de criadores e também por obras de artistas que possuem lastros de criação e processos integrados à trajetória profissional de Marcelo e Marconi Drummond.

    Assim, para cada matriz gráfica exposta sempre orbitará um acervo correlato, composto de diversas linguagens artísticas. A abertura da exposição, que acontece no dia 9 de abril (sábado), às 11h, contará, ainda, com três intervenções performáticas na Galeria Aberta Amilcar de Castro: “Antropônimo (Juracy)”, de Marcelo Drummond, criada com 800 balões coloridos, “Fogueira”, do artista Paulo Bruscky & Daniel Santiago, edificada por meio do empilhamento de barras de gelo, e “Citrium trepante”, uma instalação em homenagem a Lygia Clark, assinada pelo artista, escritor e professor Márcio Sampaio.

    do Turismo, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam a exposição Órbita, que tem correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio máster da Cemig, ArcellorMittal, Instituto Unimed-BH¹, AngloGold Ashanti e Usiminas, e patrocínio prata da Vivo, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura.

    apoio cultural do Instituto Hermes Pardini. Projeto realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

  • Exposição: “Oriará – Arte e Educação em Movimento”
    Exposição: “Oriará – Arte e Educação em Movimento”
    Exposição: “Oriará – Arte e Educação em Movimento”

    O Memorial Minas Gerais Vale apresenta sua nova exposição, “Oriará – Arte e Educação em Movimento”, que traz obras de seis artistas negros e indígenas, representantes de diversas regiões de Minas, propondo reflexões sobre temas como oralidade, território, linguagem, tecnologias e bem viver. A mostra, que integra o projeto Memorial Vale Itinerante, levará arte contemporânea e reflexões sobre as heranças culturais indígenas e afro-brasileiras a 10 cidades mineiras em uma carreta de 15 metros de comprimento, especialmente adaptada para o transporte e a exibição das obras. Além da exposição, cada localidade receberá diversas atividades culturais e educativas durante o período que a mostra permanecerá na cidade.

     A primeira parada de “Oriará” será no Parque Municipal, em Belo Horizonte, de 15 de janeiro até 08 de fevereiro com visitação gratuita de terça a domingo, das 9h às 17h. Com curadoria do Programa Educativo do Memorial Vale, a exposição utiliza a arte como ferramenta de diálogo e encontro, buscando aproximar o público de perspectivas importantes sobre a história coletiva. Além da capital, “Oriará” visitará Belo Vale, Jaíba, Congonhas, Curvelo, Itabira, São Gonçalo do Rio Abaixo, Barão de Cocais, Brumadinho e Nova Lima, alcançando um público potencial de mais de 2,8 milhões de pessoas. “O Memorial Vale acumula em sua trajetória muitas experiências e práticas que privilegiam as tecnologias e as histórias dos povos originários e afro-brasileiros no território mineiro, como a exposição itinerante Africanidades e Mineiridades, ações com aldeia indígena Katurãma dos povos Pataxó e Pataxó Hã hã Hãe, a instalação educativa Sementes da Diáspora, dentre outras.

     A exposição Oriará oferece uma oportunidade única de conhecer a produção artística contemporânea mineira e aprofundar o conhecimento sobre as culturas indígenas e afro-brasileiras”, explica Wagner Tameirão, gestor do Memorial Vale. "Ori" é uma palavra que vem do Yorubá, cujo significado literal é cabeça. É raiz da palavra Orixá, que designa divindades africanas cultuadas nos territórios brasileiros. Pode-se considerar que "Ori" se refere a um orixá que vive dentro das nossas cabeças, manifestando-se como uma faísca de vida que nos habita. "Ará", conforme o dicionário Tupi-Guarani, tem alguns significados: dia, sol, nascer, surgir, todo ser vivente, tempo. "Oriará" abre caminhos para a transmissão de conhecimentos e compartilhamento de ideias, volta-se aos modos de vida e à própria presença dos povos indígenas e afro centrados. 

    Para traduzir o conceito da exposição Oriará, a curadoria estabeleceu três eixos fundamentais: Cotidianos, com reflexões sobre o modo de viver e meio em que se vive; (Re)Existências, com estratégias para viver e existir, e Futuros, com elaborações sobre um futuro abundante construído a partir da ancestralidade. Tais eixos representam distintos pontos de partida para as discussões e os diálogos propostos, relativos à força e à importância das presenças indígenas e afro-brasileiras na sociedade.