Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição “Raymundo Colares: de volta à estrada”
    Exposição “Raymundo Colares: de volta à estrada”
    Exposição “Raymundo Colares: de volta à estrada”

    Entre os dias 5 de novembro e 2 de fevereiro de 2020, a exposição “Raymundo Colares: de volta à estrada” estará na Galeria do Centro Cultural Minas Tênis Clube (CCMTC), com 30 obras, entre pinturas, gravuras, guaches, os famosos gibis, o diário pessoal e farto material documental sobre a vida e a obra do artista. A curadoria é da crítica e escritora Ligia Canongia. A Galeria do CCMTC funciona de terça a sábado, das 10h às 20h, e domingos e feriados, das 11h às 19h. A entrada é franca. Raymundo Colares nasceu na cidade de Grão-Mogol, em Minas Gerais, em 1944, e faleceu jovem e tragicamente, em Montes Claros, em 1986. O artista deixou um legado importante na história da arte nacional. Sua trajetória se inicia na década de 1960, momento em que a influência da pop art norte-americana começou a atuar no Brasil. Sua obra se situa no embate, ou fusão, da influência da pop art norte-americana com o que já havia no Brasil, a arte construtivista. As obras de Mondrian (1872 – 1944), Delaunay (1885 – 1941), Duchamp (1887 – 1968) e dos futuristas italianos foram importantes na formação de Colares, cujos trabalhos já apresentavam a iconografia urbana. Mais que apresentar a obra de Colares, considerado, segundo críticos especializados, um dos maiores nomes da arte moderna no Brasil nos anos 1960, 1970 e meados dos anos 1980, a exposição do CCMTC, que faz parte do Circuito Cultural Praça da Liberdade, tem como objetivo reverenciá-lo, já que compõem a exposição trabalhos realizados por outros artistas brasileiros, em sua homenagem. André Rubião, diretor de Cultura do Minas, destaca a importância de Colares. “Mesmo com tão pouco tempo de trabalho com a arte, cerca de duas décadas, Raymundo Colares deixou uma assinatura na história da cultura nacional. Ainda hoje, sua arte, forjada sob a linguagem da pop art norte-americana dos anos 1960, influencia jovens artistas e também a publicidade.

  • Exposição 'Real', do artista plástico Pedro Neves
    Exposição 'Real', do artista plástico Pedro Neves
    Exposição 'Real', do artista plástico Pedro Neves

    A mostra acontece até 20 de dezembro, na Rodrigo Ratton Galeria, com criações que reforçam a relevância da memória para a construção da cultura brasileira; as pinturas do artista já são disputadas entre os colecionadores de arte O artista plástico Pedro Neves comemora o sucesso da exposição ‘Real’, aberta desde o dia 23 de novembro, na Rodrigo Ratton Galeria (Rua Alagoas, 1314, loja 27c, Shopping 5ª Avenida, Savassi, Belo Horizonte/ MG).

    Quem quiser conhecer as 8 pinturas inéditas deve se apressar, pois a mostra está em seus últimos dias e poderá ser visitada até 20 de dezembro, mediante agendamento prévio pelo WhatsApp 31 99981-9281, para evitar aglomerações. De acordo com Pedro Neves, ‘Real’ tem como mote falar do cotidiano, das línguas, da memória e da importante valorização dos negros na história mundial.

    Para o pintor, a exposição quer buscar o interior da memória de cada visitante, de uma forma que ele se prenda a importância da história da população negra em variados contextos. “Real é sobre a ressignificação da nossa memória, sobre uma busca pela realeza que acontece no cotidiano.

    Ou seja, o que tem de real no nosso mundo passa longe de regalias da monarquia, já que nossos barracos são castelos e nossa carruagem é um ônibus lotado, com tantas outras realezas que servem a um rei sem face. ‘Real’ é tentar aprender a nossa língua materna, um resgate identitário do povo brasileiro, que nasceu para servir, mas não aguenta mais viver assim”, comentou. Pedro Neves destaca que ele quer mostrar, também, a importância de ser ter o conhecimento de outras línguas. Para ele, esse é ponto importante para a formação de pensamento. “Em uma conversa com minha amiga Eliza, ela me disse que aprender outra língua é aprender outra forma de pensamento.

    Assim, nessa linha de raciocínio, os muene kongo e sua corte, outrora composta por quendaimes, bonizames, narquim, subão, canator, cusame e acunda, se ressignificam na maneira eurocatólica de monarquia, abandonando as nomenclaturas congolesas para assumir a posição de reis e rainhas dos bailes de congo”, disse o pintor, que ainda complementa: “Apesar de tudo, o corpo guarda memórias que a mente não consegue ler.

    A cultura popular denuncia isso, nas cortes dos reinados, reisados, maracatus, cabindas pernambucanas, cacumbis cariocas, baião de princesas maranhense e uma infinidade de culturas e tradições.

    A memória de quem fomos permanece viva no corpo, no canto, danças, lutas e festas, mas e no dia-a-dia? Assim, ‘Real’ é ver que como a estrutura colonial se reproduz”, salienta. “Falo de negros de ganho trocando seu tempo e saúde por trabalhos fatídicos, artistas negros sendo exibidos como troféus, mas nunca sendo respeitados como pessoas, mulheres negras sendo vendidas como pedaço de carne, com povos indígenas tendo seus terrenos incendiados e desapropriados. ‘Real’ é ver que 500 anos de Brasil e o Brasil aqui nada mudou, nossa realeza é a memória da identidade que tentaram deixar do outro lado da calunga, mas o corpo guarda”, conclui Pedro Neves.

  • Exposição: Realismo - Gustavo Speridião
    Exposição: Realismo - Gustavo Speridião
    Exposição: Realismo, de Gustavo Speridião

    Com curadoria de Moacir dos Anjos, individual do artista apresenta série inédita que explora as contradições e fragmentos do mundo contemporâneo e movimenta a cena artística mineira A sede da Mitre Galeria em Belo Horizonte recebe, a partir de 25 de junho, a exposição “Realismo”, do artista carioca Gustavo Speridião, com curadoria de Moacir dos Anjos. 

    A mostra reúne pinturas que tensionam os sentidos do conceito de realismo, explorando as contradições, os ruídos e os fragmentos que atravessam o mundo contemporâneo. Em grandes telas, Speridião faz uso de materiais como carvão, nanquim e tinta acrílica para construir composições que misturam precisão e borramento, ordem e caos. 

    Camadas de traços, manchas e geometrias criam quase-paisagens vistas do alto ou do nível da rua, onde corpos, movimentos e memórias se confundem. “O que seus trabalhos fazem é reconhecer, sem alarde, tanto os fracassos quanto as possibilidades de um impulso de criação coletivo que quer agarrar-se ao mundo para poder transformá-lo”, escreve Moacir dos Anjos no ensaio crítico que acompanha a exposição. 

    A série apresentada na Mitre Galeria dialoga com a própria história da pintura. Ao numerar os trabalhos, como em “Realismo 10” ou “Realismo 8”, o artista sinaliza um exercício contínuo e inacabado de apreensão do mundo, ciente de que toda tentativa de capturar o real está sempre destinada a ser parcial, fragmentada e provisória.

     Ao longo da carreira, Gustavo Speridião tem se destacado por uma produção que transita entre a pintura, o cinema, a palavra e a performance, sempre movida pela inquietação política e pelo desejo de tornar visíveis outras camadas da realidade.