Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição: “Relancear(se): como tentar (se) esconder (d)o tempo” - Memorial Vale

    ATÉ 16/01 – EXPOSIÇÃO “RELANCEAR(SE) COMO TENTAR (SE) ESCONDER (D)O TEMPO”, DE ÍCARO MORENO

    Até 16 de janeiro o artista Ícaro Moreno realiza no site do Memorial Vale a exposição “Relancear(se): como tentar (se) esconder (d)o tempo”.

    O trabalho é uma foto-performance combinada com texto, um conjunto de investigações poéticas que o artista tem desenvolvido em torno da noção da latência das imagens. “Eu produzo o gesto de guardar uma imagem de mim mesmo dentro de um cofre ordinário, prometendo às futuras gerações de minha família o segredo de sua abertura”, fala Ícaro Moreno.

    O evento foi selecionado pela Convocatória de Programação do Memorial Vale 2021 e integra o projeto “Mostra de Fotografia”, do Memorial Vale. Ícaro Moreno é doutorando e Mestre em Artes Plásticas, especialista em História da Cultura e da Arte e graduado em Comunicação Social (Jornalismo).

    Trabalha como artista visual, fotógrafo e diretor de fotografia, tendo exposto em cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Belém, Teresina, Tiradentes, Paraty, Araras, Juiz de Fora, dentre outras. Atua também como professor, tendo ministrado cursos em várias faculdades, tais como PUC-MG, INAP, UNI-BH, UNA, CENEX (EBA-UFMG), Núcleo FAC, Escola de Artes Lúcia Castanheira e Escola de Imagem.

    Outras atividades incluem mais de 10 performances musicais em shows de música autoral independente ao redor de Minas Gerais e a representação, como jurado, do setor de artes visuais na Lei de Incentivo à Cultura (LMIC) em Belo Horizonte.

  • Exposição Relicário
    Exposição Relicário
    Exposição Relicário - Memorial Vale

    ATÉ 08/01/21 – EXPOSIÇÃO “RELICÁRIO”, POR RAMON NAVARRO E DÉBORA DINIZ

    Até o dia 8 janeiro o Memorial Vale apresenta a exposição “Relicário”, de Ramon Navarro, com textos de Débora Diniz. Relicário é um álbum virtual de memória que homenageia mulheres mortas pela pandemia de Covid-19 no Brasil.

    As ilustrações feitas por Ramon Navarro com colagens sobre fotografias antigas são acompanhadas de textos escritos por Debora Diniz a partir de notícias de morte de mulheres comuns e anônimas.

    A apresentação integra o projeto “Mostra de Fotografia” do Memorial Vale. Criado no final de março de 2020, quando a Covid-19 começou a avançar no Brasil, o perfil de Instagram @reliquia.rum (em alusão à palavra relicário em latim) publica diariamente textos e imagens criados por Ramon Navarro e Debora Diniz para refletir sobre a morte de mulheres pela pandemia.

    A proposta do @reliquia.rum nasceu da inquietação com a morte que tem assolado multidões, transformando vidas em números, despidas de biografias.

    Partindo de notícias de mortes de mulheres anônimas, o álbum virtual usa a imaginação para um exercício coletivo do luto, do direito de sentir a perda, com atenção às desigualdades impostas pelos regimes de gênero, raça, classe e deficiência que precarizam vidas de brasileiras.

    Ramon Navarro é cineasta e artista plástico mineiro, com mais de 20 anos de experiência em produções audiovisuais independentes. Em 2018, foi homenageado no Festival de Cinema de Trancoso (Bahia).

    Debora Diniz é antropóloga, pesquisadora e professora na Universidade de Brasília. É fundadora da organização feminista Anis - Instituto de Bioética, que atua em defesa de direitos de meninas, mulheres e outras minorias.

  • Exposição: Rembrandt "O mestre da luz e da sombra"
    Exposição: Rembrandt "O mestre da luz e da sombra"
    Exposição: Rembrandt "O mestre da luz e da sombra"

    Poucos artistas foram capazes de traduzir a alma humana com tanta intensidade quanto Rembrandt van Rijn (1606–1669). Entre luzes e sombras, o mestre holandês reinventou a gravura no século 17 e transformou o olhar sobre o mundo. 

    A exposição “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra” reúne 69 gravuras originais do artista, pertencentes a uma coleção privada administrada pela The Art Co, de Pesaro, na Itália, e sob a supervisão científica da Rede dos Museus da Região Marche Nord. Com curadoria de Luca Baroni, a mostra apresenta um panorama abrangente da obra de Rembrandt, revelando diferentes fases de sua produção entre 1629 e 1665, período em que o artista explorou temas bíblicos, retratos íntimos, paisagens e cenas cotidianas com uma sensibilidade que ultrapassa o tempo. 

    Mais do que uma exposição, a mostra é uma imersão no universo criativo de um dos maiores gênios da arte ocidental. Suas gravuras revelam o domínio absoluto do chiaroscuro, técnica que transforma a luz e a sombra em linguagem poética, fazendo emergir a emoção, o mistério e a humanidade de cada figura.

    Para marcar a abertura da exposição “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra na Casa Fiat de Cultura”, o curador e historiador Luca Baroni conduzirá uma conversa com o público para revelar detalhes da concepção da mostra. Em um encontro inspirador, Baroni irá compartilhar as curiosidades sobre as 69 gravuras originais que compõem a experiência, os segredos técnicos do chiaroscuro e o olhar sensível de Rembrandt sobre a condição humana. 

    Uma oportunidade única para conhecer de perto o processo criativo do artista que transformou a gravura em poesia e a sombra em revelação, tornando-se um dos maiores nomes da história da arte.