Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição Vento Sul - Foto em Pauta
    Exposição Vento Sul - Foto em Pauta
    Exposição Vento Sul - Foto em Pauta

    Fotógrafos profissionais, iniciantes ou intermediários do Sul do país são os autores das imagens de Vento Sul, exposição que chega à Câmera Sete – Casa da Fotografia de Minas Gerais. Com curadoria de João Castilho e Pedro David, a mostra integrou, em março, a programação do 9º Festival de Fotografia de Tiradentes, reunindo obras de 31 artistas de Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR). A partir da viagem pelas três cidades e encontros com mais de 100 artistas, os curadores selecionaram trabalhos que formam três eixos expográficos centrais, explorando a pintura, o intimismo e a paisagem. Esse evento tem correalização da Appa – Arte e Cultura. A conexão entre o Festival de Fotografia de Tiradentes e a Fundação Clóvis Salgado já existe há cinco anos e, pela segunda vez, o projeto Foto em Pauta na Estrada é realizado em Belo Horizonte. Em 2018 a exposição Transoeste ocupou a Câmera Sete, resultado da viagem dos curadores pela região Centro-oeste do Brasil. Eugênio Sávio, organizador do Festival, conta que o evento chega à sua décima edição em março de 2020 consolidado como um dos mais importantes eventos de fotografia do país. “Ter a Fundação Clóvis Salgado como parceira é fundamental para que nosso trabalho circule entre o público belo-horizontino, o que nos incentiva para que o Festival não seja apenas um espaço para apresentar trabalhos prontos, mas também projetos que se expandem até mesmo geograficamente”, avalia o artista. Ainda segundo Eugênio, a escolha pela região Sul partiu de um desejo de aproximação. “Entendemos esse processo como o resultado de uma visita de curadoria, de envolvimento e troca que traz uma mostra da produção da região, mas não como um retrato definitivo do que é a fotografia no Sul do Brasil atual”, explica o artista.

  • Exposição Verificação de Cor de Wanatta Rodrigues
    Exposição Verificação de Cor de Wanatta Rodrigues
    Exposição Verificação de Cor, de Wanatta Rodrigues

    O Centro Cultural Lindeia Regina, recebe a exposição Verificação de Cor, que reúne nove telas da grafiteira e artista visual Wanatta Rodrigues. Elas apresentam o retrato pictórico como ferramenta de afirmação da identidade negra e periférica nos espaços urbanos.

     

    Fruto de experimentações cromáticas na busca pela Tonalidade do Olhar Negro, a artista reinventa em suas obras os olhares periféricos e mistura técnicas que usam pastel seco, pastel oleoso e tinta spray sobre tela.

               

    Há quatro anos Wanatta Rodrigues faz dos muros de Belo Horizonte suas maiores telas e vem se destacando na cena do grafite, por meio de um olhar sensível, questões étnicas raciais e representatividade feminina na cultura hip hop. Graduanda no curso de Artes Plásticas pela Escola Guignard-UEMG, sua formação como artista urbana passa também pelas experiências de rua. A artista teve seu primeiro contato com a cultura hip hop aos sete anos de idade, e com as artes visuais aos 14, quando teve a oportunidade de mesclar os dois universos. Iniciou assim suas pesquisas por meio da pintura e escultura, emergindo em seu cotidiano para retratar cidadãos comuns do seu entorno, gerando trabalhos que circularam nas ruas do centro de Belo Horizonte. 

  • Série Ykamiabas e o nascimento do Muyraktya
    Série Ykamiabas e o nascimento do Muyraktya
    Exposição: “ Vetores-Vertentes, Fotografias do Pará”

    Chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte a exposição “ Vetores-Verdes: Fotografias do Pará” , um painel de mais de quarenta anos de produção fotográfica feminina na região Norte do Brasil, pelas lentes de 11 artistas da Amazônia Brasileira. A mostra ocupará as galerias do terceiro andar e o pátio do CCBB BH, de 4 de junho a 28 de julho, apresentando cerca de 170 obras – entre fotografias, fotonovelas, jornais artísticos, vídeos e áudios – que abrangem desde a década de 1980 até os dias atuais. A entrada é gratuita mediante retirada de ingresso pelo site ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH.

    “Vetores-Vertentes: Fotografias do Pará ”, exposição do Museu das Mulheres, é patrocinada pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, apresentando trabalhos que jogam luz sobre questões de gênero e regionalismo, vistas sob a força do olhar feminino e representadas por três gerações de fotografias amazônicas. A mostra exibe trabalhos das precursoras das décadas de 80 e 90: Cláudia Leão, Bárbara Freire, Paula Sampaio, Walda Marques e Leila Jinkings; da geração seguinte: Evna Moura, Renata Aguiar, Nailana Thiely e Nay Jinknss, além da nova geração, estampada na arte de Deia Lima e Jacy Santos.

    A exposição nasceu de um recorte da tese de doutorado de Sissa Aneleh, e é resultado de uma pesquisa ampla e aprofundada sobre o papel das mulheres na fotografia da região Norte do país. “O conceito do trabalho partiu de uma base temática e histórica, demonstrando estilos e tecendo interpretação de gêneros da fotografia, entre subjetivo e objetivo, experimental e documental, de todo esse período retratado”, explica a curada.

    A construção foi feita para garantir ao público uma verdadeira reprodução nas representações visuais da Amazônia, com passagem por quatro espaços que conectam os visitantes a todo o vigor da arte fotográfica tradicional e contemporânea feminina paraense. Temos o espaço voltado à produção experimental, num trabalho em que os artistas manipulam imagens e linguagens inovadoras, criações que resultam da articulação entre o digital e o analógico. Nesse ambiente, Paula Sampaio, Walda Marques e Deia Lima flertam com novos suportes e se comunicam com o passado e o presente da fotografia. Outros espaços englobam fotografias coloridas e p&b, com diversidade, universo feminino local, afro-indígenas e quilombolas que exaltam a cultura, a religiosidade, as festividades e o cotidiano amazônico. Manifestam-se nas fotografias a vida dos povos locais, os rituais, as festas e as manifestações culturais da Amazônia urbana e da floresta.

    Uma camada imersiva e sensorial da exposição ficou guardada para o pátio do CCBB BH, onde uma oca abrigará a projeção do filme em realidade virtual MUKATU'HARY (Curandeira), com experiência em realidade expandida. Baseado em um ritual real, a curta conduz o visitante a uma aldeia indígena de paisagem milenar, para uma tradição na musicalidade e nos rituais ancestrais de cura de Maputyra Guajajara. O espectador ainda pode conferir a estatueta e os objetos de cena usados no filme e apresentados no circuito da Oca.

    Ao longo de todo o percurso da mostra, o público poderá experimentar atividades interativas, como fotos exibidas por realidade aumentada e possibilidade de selfies, vídeos e interações com as obras expostas. Uma instalação aromática, inspirada nas mulheres guerreiras indígenas Icamiabas, completa a experiência com seis composições aromáticas produzidas exclusivamente para a exposição, aproximando os visitantes dos cheiros e da história da Amazônia.