Noturno Museus - 2022 - Museus

Content Builder
  • Imagem do livro Minha Vida é um Livro Aberto
    Imagem do livro Minha Vida é um Livro Aberto
    Lançamento do Livro: Minha Vida é um Livro Aberto por Zeca Campos

    Em “Minha vida é um livro aberto”, os desenhos/ilustrações de Zeca Campos mostram seu desenvolvimento como artista ao longo dos anos.

    Nascido em uma família numerosa, Zeca narra passagens de sua vida da infância à fase adulta, sempre permeadas pelos acontecimentos políticos, econômicos e culturais, de 1969 a 2019. Da ditadura, passando pelas eleições indiretas, pelo movimento das Diretas Já e a Constituição de 1988. Na economia, os períodos de alta inflação e de desvalorização da moeda brasileira, os planos econômicos, o confisco da poupança.

    No cenário cultural, os grandes lançamentos do cinema brasileiro, como Central do Brasil, a chegada de revistas sobre música pop, o incêndio no Museu Nacional. Na tecnologia, o surgimento do celular e do e-mail, que transformaram completamente a vida das pessoas.

    Num relato corajoso, Zeca expõe também passagens complexas e difíceis de sua trajetória, como a tentativa de abuso que sofreu na infância, as overdoses em função do uso álcool e cocaína, e a perda de três irmãos ainda jovens.

    O livro traz momentos memoráveis da infância do autor, como a alegria ao ganhar o tão sonhado autorama e a de jogar em um time de futebol, uma de suas paixões desde criança.

     

  • Felipe Canêdo
    Felipe Canêdo
    Lançamento do Livro: Monstera Deliciosa

    — Minha senhora, se Adão e Eva eram brancos, de onde vieram os negros?

    É esta a pergunta que o protagonista de Monstera deliciosa faz a uma pastora, ao interromper seu culto, logo no começo do romance de estreia do cineasta e jornalista belorizontino Felipe Canêdo, pela editora Urutau. O nome do personagem? Barravento. Que signica palavra em ponto de bala, convite à dança, o toque de Xangô nos tambores de Candomblé, o estado de atordoamento que precede a tomada de um lho de santo por um orixá.

    Escrito durante os meses mais duros da pandemia de coronavírus, o livro é um convite ao inusitado, ao improviso, ao vagar. Num tempo de muitas certezas, Barravento erra por Minas Gerais e pelo Brasil em busca de si mesmo, e muitas vezes se coloca na posição humilde da dúvida, na encruzilhada, em um caminho a ser descoberto. A fruta da Monstera deliciosa, também conhecida como Costela de Adão, pode demorar até um ano para amadurecer. É o tempo que leva o protagonista em sua jornada pelo Vale do Jequitinhonha, sertão da Bahia e até ao Piauí.

    Com um texto leve e bem humorado, em tom de literatura pop, o livro traz referências mil a escritores e músicos e cada um dos doze capítulos que compõem a obra é aberto com um verso de autores muito diversos como: Cátia de França, Ferreira Gullar, Ana Martins Marques, Torquato Neto, Matilde Campilho, Carlos Drummond de Andrade, Miró da Muribeca, Ricardo Aleixo, Dorival Caymmi, Paulo Leminski, Cacaso e Hilda Hilst. O baú de referências não para por aí, o autor cita também O encontro marcado, de Fernando Sabino, Mar Morto e Jubiabá, de Jorge Amado, O lobo da estepe, de Hermann Hesse, e Os supridores, de José Falero.

    Talvez a Monstera deliciosa de Barravento seja a estrada, talvez seja uma substância, um sentimento, um desbaratamento, um questionar a valores que, por nos parecerem naturais, muitas vezes não são questionados. A sexualidade, as drogas, as religiões e o capitalismo são tratados com curiosidade e simplicidade, assim como pululam organicamente do texto passagens curiosas, como
    o momento em que o protagonista conversa com um peixe sobre o existencialismo de Albert Camus, quando se comunica com uma mosca em um restaurante do interior, ou quando se sente uma porta giratória.

    Assim, Monstera se distancia de respostas fáceis e busca perguntas difíceis, sem o caminho cômodo de estereótipos unidimensionais. O tempo é a matéria de Barravento, que contrapõe cronos e kairós, o tempo do cotidiano, do trabalho, das rotinas, ao tempo da eternidade, dos momentos decisivos, da memória, dos encontros.Um tracante chamado Sócrates convida Barravento a conhecer a festa da Boa Morte emCachoeira, já no Mercado Novo de Diamantina um músico chamado Platão o explica a teoria deque o Adão bíblico seria brasileiro, em Paulo Afonso um senhor turrão o leva a um baile de carnavalno teatro mágico.

    O evento ainda terá shows de Juliano Antunes e Gabriel Ladeia, Felipe Canêdo e Thiago Fontes, e palco aberto para música e poesia.
     

  • Lançamento do Livro MSP 90 - Celebração dos 90 anos do Maurício de Souza
    Lançamento do Livro MSP 90 - Celebração dos 90 anos do Maurício de Souza
    Lançamento do Livro MSP 90 - Celebração dos 90 anos do Maurício de Souza

    Para comemorar os 90 anos de Mauricio de Sousa, foi reunida uma verdadeira seleção brasileira de quadrinistas para homenageá-lo. São autores e autoras de diversas localidades do Brasil fazendo, em seus próprios estilos, releituras dos personagens clássicos do pai da Turma da Mônica. Um presente para o Maurício e seus fãs.

    A Casa dos Quadrinhos Escola de Artes Visuais e Espaço Cultural, durante seus 25 anos de existência, foi e é o ponto de encontro e de formação de diversos ilustradores e quadrinistas em Minas Gerais. Foi nela que muitas das histórias dos artistas mineiros que colaboraram com a MSP Estúdios, na criação de algumas Graphics MSP, na produção de ilustrações para publicações especiais, no desenvolvimento de esculturas e peças colecionáveis, na organização de eventos com exposições e bate-papos e na presença intensa nas estreias dos filmes.... todas essas histórias se cruzaram com a história de vida e carreira do Mauricio de Sousa. A CDQ, ao celebrar seus 25 anos neste ano, também vem celebrar os 90 anos deste artista tão importante para a cultura brasileira e para o desenvolvimento da economia criativa dos Quadrinhos.

    Em parceria com a Panini Point BH, a CDQ oferece uma programação especial e te convida para vir neste evento incrível!

    Programação:

    -Presença dos autores mineiros que colaboraram na publicação;
    -Venda do livro MSP 90 pela Panini Point BH;
    -Venda das artes e publicações autorais dos autores;
    -Manhã de autógrafos com os autores;
    -Exposição “CDQ 25 na MSP 90”.

    Lista de nomes dos artistas mineiros que participaram do livro e que estarão presentes no lançamento:

    -Ana Cardoso;
    -Carol Rossetti;
    -Eddy Barrows e Will Rios;
    -Fabrício Martins e Laura Jardim;
    -Gabriel Nascimento e João Belo;
    -Rebeca Prado.