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  • Memorial Professor Aluísio Pimenta
    Memorial Professor Aluísio Pimenta
    Memorial Professor Aluísio Pimenta

    O Memorial Professor Aluísio Pimenta possui uma coleção particular do próprio homenageado. A coleção, de um modo geral, é composta por documentos em suporte de papel, placas de metal, troféus, alguns artefatos de couro, além de fotografias.

    A atual exposição do Memorial conta com 153 peças da coleção particular do professor Aluísio Pimenta e outras 256 arquivadas para serem expostas em momento oportuno. No total, são 409 peças.

    As peças expostas foram divididas de acordo com três fases da vida do professor Aluísio Pimenta: personalidade pública, educador e homem familiar.

  • Foto das escadas do Museu Memorial Minas Gerais Vale
    Foto das escadas do Museu Memorial Minas Gerais Vale
    Memorial Vale

    1. Exposição Simbiogêneses, de Tuanne Eggers:

     A artista se dedica a retratar os fluxos e a impermanência da vida. Sua pesquisa busca pensar relações de simbioses, coexistências e cocriações, com um olhar direcionado para outras espécies e paisagens da vida em rede.

    2. Exposição Corpos Sem Filtro, de Fatine Oliveira:

    O trabalho articulado pela pesquisadora foi estimulado pela invisibilidade experimentada por mulheres com deficiências físicas e/ou raras que usam a plataforma Instagram para abordar o cotidiano que as envolve por meio de registros fotográficos dos corpos.

    MAIS INFORMAÇÕES:
    Virada Cultural de Belo Horizonte 2023
    Participação gratuita.

     

  • Memorial Vale apresenta Diálogos com Novos Pesquisadores: “O Degredo de Escravizados”
    Memorial Vale apresenta Diálogos com Novos Pesquisadores: “O Degredo de Escravizados”
    Memorial Vale apresenta "Diálogos com Novos Pesquisadores": “O Degredo de Escravizados” e Exposição “Vozes Atlânticas”

    O projeto Novos Pesquisadores do Memorial Vale recebe a pesquisadora Thaís Tanure para falar sobre “O degredo de Escravizados”, trabalho de pesquisa em que é revelado como a inquisição portuguesa no Brasil no século XVIII dava pena de degredo para os cidadãos que praticavam atos considerados, na época, heresia ou feitiçaria.

    O destaque é dado para dois personagens africanos escravizados e trazidos para o Brasil – Luzia Pinta e José Francisco – que, por preservarem práticas de sua cultura – benzeções, curas com ervas, entre outras tradições – foram degredados para regiões distantes do Brasil e de sua pátria original.

    A apresentação será dia 26 de novembro, terça-feira, às 12h30, com entrada gratuita, sujeita a lotação. E para ilustrar essa pesquisa, está aberta (até 2 de fevereiro) a exposição “Vozes Atlânticas”.

    A exposição mostra fotografias e objetos da época, contando os passos desses dois personagens nos lugares onde eles viveram e resistiram a toda a opressão portuguesa. Thaís explica que o degredo foi uma pena longeva em Portugal e seus espaços coloniais, e consistia em afastar o condenado de seu local de residência enviando-o para uma região distante ou colonial. “Iremos discutir em que bases filosóficas se assenta a pena de degredo e seus ecos na contemporaneidade”, explica Thaís.

    O estudo de Thaís segue os passos de Luzia Pinta e José Francisco em Angola, Uidá, Rio de Janeiro, Sabará, Lisboa, Castro Marim e galés. Mesmo perseguidos pela Inquisição e passando por sucessivos processos de desenraizamento, essas pessoas resistiram e lutaram para viver segundo suas culturas, buscando espaços para decidir sobre seus destinos.

    As principais fontes trabalhadas são os processos inquisitoriais da Inquisição portuguesa. Denunciados ao Santo Ofício por delitos como feitiçaria, curas supersticiosas, sodomia e bigamia, as acusações continham muitas vezes traços culturais africanos desconhecidos aos olhos dos inquisidores.

    “Buscando decompor o discurso da Inquisição e perseguindo esses traços culturais - na esteira de Carlo Ginzburg - discutiremos o processo inquisitorial como fonte histórica e suas possibilidades de utilização para o estudo das culturas africanas e do degredo de escravizados”, acrescenta. Visto como mercadoria no direito civil e comercial e como pessoa imputável no direito penal, o estatuto jurídico ambíguo do escravizado também é analisado.

    Essa ambiguidade leva ao fato de que os senhores ficavam sem a mão de obra de seus cativos durante o tempo de cumprimento da pena, e alguns deles protestaram escrevendo cartas ao Santo Ofício.

    “Tendo como metodologia a História Atlântica, observamos os escravizados que moravam no Brasil e que foram perseguidos pela Inquisição e degredados passarem por uma nova travessia e por um novo processo de desenraizamento. Mas não sem resistir”, completa a pesquisadora.