Noturno Museus - 2022 - Museus

Content Builder
  • PBH celebra os 80 anos do Conjunto Moderno da Pampulha no Cine Santa Tereza

    Entre os dias 14 e 16 de junho, serão exibidos gratuitamente documentários que abordam vida e obra de Oscar Niemeyer e Roberto Burle Marx, as memórias do entorno da Lagoa da Pampulha e a história do famoso conjunto arquitetônico.

    Uma programação especial no Cine Santa Tereza integra as atividades de encerramento das comemorações de 80 anos do Conjunto Moderno da Pampulha realizadas pela Prefeitura de Belo Horizonte. Entre os dias 14 e 16 de junho, sexta-feira a domingo, acontecem exibições e sessões comentadas de documentários sobre diferentes aspectos do conjunto arquitetônico, cujo título de Patrimônio Mundial da Humanidade completa sete anos em 2024. Os filmes abordam a vida e obra de Oscar Niemeyer e Roberto Burle Marx, as memórias e personagens do entorno da Lagoa da Pampulha e a história da primeira obra moderna da arquitetura brasileira.

    Antes de cada sessão, será exibido um dos cinejornais do acervo do Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte, com registros históricos do Conjunto Moderno da Pampulha. O público será convidado a conhecer aspectos históricos e o pensamento daqueles que contribuíram para a construção deste conjunto arquitetônico, bem como as relações afetivas e o imaginário que molda a relação entre os moradores e esta paisagem ao longo dos anos.

    As celebrações de 80 anos do Conjunto Moderno da Pampulha começaram em 2023 e vão até julho deste ano, reunindo uma série de ações. A lista inclui apresentações artísticas, exposições, encontros educativos, mostras e lançamentos de livros, entre outras atrações.

    Os ingressos para o “Especial 80 Anos do Conjunto Moderno da Pampulha” são gratuitos e podem ser retirados pela Sympla ou na bilheteria do cinema, 30 minutos antes das sessões. A atração integra a programação do Circuito Municipal de Cultura, projeto realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e da Fundação Municipal de Cultura (FMC), em parceria com o Instituto Odeon, com o apoio cultural do Ministério Público do Estado de Minas Gerais.

    Programação

    O Especial começa na sexta-feira (14), às 19h, com “Oscar Niemeyer - A vida é um sopro” (2017), filme de Fabiano Maciel que conta a história de um dos mais influentes arquitetos brasileiros no século XX. No documentário, é mostrado como Niemeyer revolucionou a Arquitetura Moderna com a introdução da linha curva e a exploração de novas possibilidades de uso do concreto armado, além de seus pensamentos sobre a vida e o ideal de uma sociedade mais justa.

    No sábado (15), também às 19h, haverá a sessão de “Pampulha ou a Invenção do Mar de Minas” (2005), de Oswaldo Caldeira, que será comentada pelo arquiteto Liszt Vianna Neto e pela historiadora Janaína França. O documentário aborda os anos de invenção, criação e construção, no início da década de 40, do conjunto arquitetônico da Pampulha, concebido por Oscar Niemeyer para ocupar as margens da lagoa homônima. Através de imagens de arquivo e depoimentos de pessoas envolvidas no processo de construção, o filme conta a história daquela que veio a ser conhecida como a primeira obra moderna da arquitetura brasileira.

    O domingo, dia 16, começa com a sessão de “18 Km” (2017), comentada pelo diretor Bellini Andrade, às 16h30. O documentário apresenta um lado da Lagoa da Pampulha que pouca gente conhece. Uma região múltipla, repleta de personagens, histórias e memórias. Às 19h, é a vez do documentário “Paisagem, Um Olhar sobre Roberto Burle Marx” (2018), de João Vargas Penna. Para fechar a programação, o filme homenageia o paisagista, pintor e escultor brasileiro Roberto Burle Marx, passeando por sua arte e personalidade como artista, apresentando suas ideias em uma sucessão de paisagens sensoriais.

    Pampulha 80 Anos

    Inaugurado em 1943, o Conjunto Moderno da Pampulha concentra criações arquitetônicas, paisagísticas e artísticas de Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx e Cândido Portinari. As obras desses artistas estão abrigadas no Museu de Arte da Pampulha, na Casa do Baile – Centro de Referência da Arquitetura, Urbanismo e Design, no Iate Tênis Clube, no Museu Casa Kubitschek e no Santuário Arquidiocesano São Francisco de Assis, conhecido como Igrejinha da Pampulha. Em 16 de julho de 2016, o Conjunto Moderno da Pampulha foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

    Cine Santa Tereza

    Inaugurado na década de 1940 e fechado nos anos 1980, o Cine Santa Tereza, por quase quatro décadas, exerceu um importante papel na criação de memórias afetivas e na relação dos moradores com a cultura e a sétima arte. Revitalizado e reaberto em 2016, a partir de uma demanda dos próprios moradores do bairro via orçamento participativo, o Cine Santa Tereza é hoje um dos últimos cinemas de rua da cidade, abrigado em um prédio histórico, cuja fachada encontra-se em processo de tombamento como patrimônio de Belo Horizonte. É um equipamento cultural mantido pela Prefeitura de Belo Horizonte tem a missão de difundir e democratizar o acesso ao cinema e ao audiovisual na cidade, exibindo uma programação diversa e valorizando as produções locais, regionais e nacionais.

    SERVIÇO | CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA

    “Especial 80 Anos do Conjunto Moderno da Pampulha”
    Quando. De 14 a 16 de junho, sexta-feira a domingo
    Onde. Cine Santa Tereza (Rua Estrela do Sul, 89 - Santa Tereza)
    Quanto. Os ingressos são gratuitos, podem ser retirados on-line pelo site da Sympla ou na bilheteria do cinema, 30 minutos antes das sessões


    PROGRAMAÇÃO | “Especial 80 Anos do Conjunto Moderno da Pampulha”

    14 de junho, sexta-feira, às 19h
    “Oscar Niemeyer - A vida é um sopro” (Fabiano Maciel, 2017)
    Classificação: Livre
    Ingressos: Retirada gratuita neste link ou na bilheteria, 30 minutos antes da sessão

    15 de junho, sábado, às 19h
    “Pampulha ou a Invenção do Mar de Minas” (Oswaldo Caldeira, 2005)
    Sessão comentada por Liszt Vianna Neto e Janaína França
    Classificação: Livre
    Ingressos: Retirada gratuita neste link ou na bilheteria, 30 minutos antes da sessão

    16 de junho, domingo, às 16h30

    “18 Km” (Bellini Andrade, 2017)
    Sessão comentada por Bellini Andrade
    Classificação: Livre
    Ingressos: Retirada gratuita neste link ou na bilheteria, 30 minutos antes da sessão

    16 de junho, domingo, às 19h
    “Paisagem, Um Olhar sobre Roberto Burle Marx” (João Vargas Penna, 2018)
    Classificação: Livre
    Ingressos: Retirada gratuita neste link ou na bilheteria, 30 minutos antes da sessão

  • PBH COMEMORA O ANIVERSÁRIO DE 60 ANOS DO TEATRO MARÍLIA

    Belo Horizonte celebra  o aniversário do Marília com uma programação que combina teatro e dança. Entre as atrações da celebração, que acontecerá de 7 a 10 de dezembro, estão o monólogo “Órfãs de Dinheiro”, com Inês Peixoto, o espetáculo infantil “Clownstrofobia” e a mostra “Corpo-Território”. As atividades integram o Circuito Municipal de Cultural em comemoração aos 127 anos da cidade. O acesso é gratuito.Belo Horizonte celebra  o aniversário do Marília com uma programação que combina teatro e dança. Entre as atrações da celebração, que acontecerá de 7 a 10 de dezembro, estão o monólogo “Órfãs de Dinheiro”, com Inês Peixoto, o espetáculo infantil “Clownstrofobia” e a mostra “Corpo-Território”. As atividades integram o Circuito Municipal de Cultural em comemoração aos 127 anos da cidade. O acesso é gratuito.

    O Teatro Marília, um dos mais emblemáticos espaços culturais de Belo Horizonte, completa 60 anos. A data é um marco importante para a cidade e será comemorada com uma programação artística que combina teatro e dança, a partir do próximo sábado, dia 7 de dezembro. Entre as atrações deste primeiro fim de semana de comemoração estão o monólogo “Órfãs de Dinheiro”, da atriz Inês Peixoto; o espetáculo infantil “Clownstrofobia”, do grupo Real Fantasia; e a Mostra de Resultado do Edital “Corpo-Território”. O evento é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura (SMC - FMC), e as atividades integram as ações em comemoração aos 127 anos de Belo Horizonte realizadas pelo Circuito Municipal de Cultura. A entrada é gratuita, mediante a retirada de ingressos pelo site Sympla. Ao longo de 2025, novas atividades serão divulgadas dentro do calendário de celebração do aniversário do Teatro Marília.

    O Circuito Municipal de Cultura é um projeto realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, através da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon.

    A comemoração dos 60 anos do Teatro Marília  é uma homenagem ao legado do teatro, que sempre foi um centro de cultura e resistência em Belo Horizonte.

    De acordo com a Secretária Municipal de Cultura, Eliane Parreiras, aniversário do Teatro Marília é um marco importante para a cultura de nossa cidade. “Este espaço, que já faz parte da história de Belo Horizonte, continua a ser um ponto de encontro para artistas e plateias, promovendo o acesso à arte e à diversidade cultural. A Secretaria de Cultura se orgulha de apoiar e celebrar a vida do Teatro Marília, que segue sendo um símbolo de resistência e inovação no cenário cultural da cidade”, completa.

    Para o Presidente da Fundação Municipal de Cultura, Bernardo Rocha, “o Teatro Marília é um dos pilares da cena teatral de Belo Horizonte, representando não apenas a memória cultural da cidade, mas também seu presente vibrante e seu futuro promissor. Estamos felizes em comemorar mais um ano de história desse espaço tão querido, que segue encantando e inspirando gerações com sua programação plural e de qualidade", destaca.

    A programação não só celebra os 60 anos do espaço, como também reafirma sua importância como patrimônio cultural de Belo Horizonte. As atividades têm início no próximo sábado, dia 7 de dezembro, às 20h, com a apresentação do espetáculo “Órfãs de Dinheiro”, monólogo escrito e encenado por Inês Peixoto, uma das maiores atrizes mineiras, agraciada com 12 prêmios por sua atuação em teatro, entre eles o Prêmio APC 2022 de Melhor Atriz, e três prêmios por sua atuação em cinema. A peça conta a história de três mulheres em situações diferentes de vulnerabilidade, decorrentes da impossibilidade de autossustentação. Uma mulher vendida para exploração sexual ainda criança, uma refugiada que luta pela própria sobrevivência e de seu bebê e uma empregada sonhadora – um pequeno recorte das tantas realidades de vulnerabilidade vividas por mulheres do Brasil e do mundo. (Duração: 55 minutos | Classificação: 12 anos).

    A programação segue no domingo, dia 8, às 16h, com uma atração especial para as crianças: o espetáculo “Clownstrofobia”, do grupo mineiro Real Fantasia, que conta a história de um palhaço que tem medo de palhaços. Em cena, um "herói" solitário recebe uma caixa misteriosa, cujo conteúdo o fará enfrentar seu maior medo e construir para si uma outra saída. Através de jogos de improvisação e da palhaçaria teatral, o texto e a encenação vão sendo construídos, resultando numa dramaturgia viva e aberta a soluções cênicas não pré-concebidas. Assim os atores criam uma situação imaginária para unir os universos da palhaçaria e do teatro infantil. (Duração: 55 minutos | Classificação: Livre).

    No dia 10, às 19h, o “Terça da Dança”, projeto especial do Teatro Marília e do CRDançaBH, apresenta a mostra de resultado das pesquisas realizadas por meio do Edital Dança Corpo-Território 2024, criado para fomentar a produção de conhecimento na área da dança. O edital selecionou cinco propostas que investigam a relação entre a dança, o acervo museológico do centro de Belo Horizonte e os Centros de Referência municipais. Durante a mostra, o público poderá conferir o resultado de quatro trabalhos: “Trança, Tronco - Diálogos para Florescer”, dos artistas Marize Dinis, Danton Walison e Sílvia Guedes; “Corpos Afiados ou Afincados?”, de Adriana Banana, Maria Flor Guerreira, Carolina Chaves e Nadj KaiKai; “Zi - Zona Indeterminada”, da coreógrafa Dudude; e a instalação “Ocupação Move Concreto! Mhab”, do Grupo Contemporâneo de Dança Livre.

    “Trança, Tronco - Diálogos Para Florescer”: O projeto de pesquisa propõe investigar as relações entre corpo e cidade a partir de uma abordagem intergeracional entre três artistas da dança com trajetórias distintas em Belo Horizonte. A pesquisa busca mapear a história da dança local, destacando influências mútuas e experiências compartilhadas. O processo envolve práticas corporais, trocas de memória e a criação de um trabalho de dança colaborativo. O projeto visa fortalecer o diálogo entre gerações, gerar acervo artístico e fomentar a pesquisa histórica da dança na cidade.  (Marize Dinis, Danton Walison e Sílvia Guedes | Duração: 30 minutos | Classificação: Livre).

    “Corpos Afiados Ou Afincados?”: O trabalho propõe uma imersão sensorial e crítica nos espaços do Teatro Marília e do CRDançaBH, desafiando as lógicas da arquitetura modernista da cidade e as convenções teatrais. A pesquisa reúne corpos diversos – uma artista lésbica PCD, uma dançarina e Drag Queen negra, uma indígena Pataxó e uma mulher lésbica negra/indígena – para questionar as relações de visibilidade e representação no palco, subvertendo as dinâmicas entre público e performers. A proposta busca repensar a dança e a performance como agentes de transformação social e estética, convidando o público a vivenciar uma experiência disruptiva que conecta corpo, espaço e identidade. (Adriana Banana, Maria Flor Guerreira, Carolina Chaves e Nadj KaiKai | Duração: 30 minutos | Classificação: Livre).

    “Zi - Zona Indeterminada”: Apresenta o recorte de uma pesquisa continuada pela artista improvisadora Dudude, que desde muito tempo se interessa no que pode vir a ser a improvisação como “linguagem F I M” de trabalhos na Cena Viva. Nesta performance, a artista apresentará modos de textos usando da linguagem escrita, falada e dançada, como fonte para aguçar a imaginação e alargar entendimentos da audiência. (Dudude | Duração: 90 minutos | Classificação: Livre).

    “Ocupação Move Concreto! Mhab”: Proposta que une a dança e os atravessamentos com outras linguagens. Será criada no foyer do teatro uma instalação com os registros e rastros da pesquisa,  com o objetivo de propor discussões sobre as relações do cidadão com a cidade, suas bordas e caminhos; as histórias não contadas, os mapas não feitos e as memórias soterradas. O trabalho é resultado das investigações realizadas durante duas travessias feitas pelo grupo: uma caminhada com duração de 6 horas do Museu Histórico Abílio Barreto até a Casa de Cultura Nair Mendes; e uma segunda caminhada com duração de 5 horas saindo do Museu Abílio Barreto (MHAB) até o Centro de Referência da Memória de Venda Nova), além de visitas mediadas e ações performáticas. (Duna Dias/Leonardo Augusto/Heloisa Rodrigues/Socorro Dias | Duração: 15  minutos | Classificação: Livre).

    CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA
    60 anos do Teatro Marília 
    Quando.  De 7 a 10 de dezembro  
    Onde. Teatro Marília - Av. Prof. Alfredo Balena, 586 - Santa Efigênia 
    Quanto. Acesso gratuito mediante a retirada de ingressos neste link. 
    Classificação. Livre

    Programação
    Dia 7 de dezembro, sábado, às 20h
    Espetáculo “Órfãs de dinheiro”
    Duração: 55 minutos
    Classificação: 12 anos
    Acessibilidade: Libras

    Dia 8 de dezembro, domingo, às 16h
    Espetáculo “Clownstrofobia” 
    Duração: 55 minutos
    Classificação: Livre
    Acessibilidade: Libras

    Dia 10 de dezembro, terça-feira, às 19h
    Mostra de Resultado das Pesquisas contempladas no Edital Corpo Território 2024

    “Trança, Tronco - Diálogos para Florescer”
    Duração: 30 minutos 
    Classificação: Livre

    “Corpos Afiados ou Afincados?”
    Duração: 30 minutos 
    Classificação: Livre

    “Zi - Zona Indeterminada”
    Duração: 90 minutos 
    Classificação: Livre

    “Ocupação Move Concreto! Mhab”
    Duração: 150 minutos
    Classificação: Livre

  • PBH comemora os 60 anos do Teatro Marília com Teatro, Dança, exposições e Cinema

    Um dos destaques da Programação é a apresentação da remontagem do espetáculo “Vestido de Noiva”, com o Grupo Oficcina Multimédia. Com esta peça, o Teatro Marília foi  inaugurado, em 1964.

    A Prefeitura de Belo Horizonte comemora os 60 anos do Teatro Marília, um dos mais emblemáticos e importantes espaços culturais de Belo Horizonte, com uma programação marcada por teatro, exposições, cinema e dança. As celebrações acontecem durante o mês de abril, com apresentação do espetáculo “Vestido de Noiva”; montagem da vitrine instalação “Vestido de Noiva, ontem, hoje e sempre”; exibição do filme “Por trás das Cortinas: O legado de Dona Naná”; reabertura da exposição “Teatro em Construção: o Marília nos seus primeiros 20 anos”; e a performance de dança “Cabaré Varejão”. As atividades são gratuitas.

    As ações em comemoração aos 60 anos do Teatro Marília integram a programação do Circuito Municipal de Cultura, projeto realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon.

    Para Eliane Parreiras, Secretária Municipal de Cultura, nestes 60 anos, o Teatro Marília se tornou um dos palcos mais emblemáticos do país. “O Teatro Marília atravessa seis décadas como um símbolo da cultura e da resistência artística em Belo Horizonte. Desde sua inauguração, em 1964, o espaço tem sido palco de grandes nomes, movimentos e expressões que marcaram a história das artes cênicas no Brasil. Com uma programação que dialoga com sua própria história, a celebração desses  60 anos reafirma o compromisso da Prefeitura de Belo Horizonte com a diversidade artística, a inovação e o acesso à cultura, fortalecendo sua posição como referência para artistas e público”, completa.

    “Vestido de Noiva”
    Em 1964, jovens artistas mineiros, entre eles o consagrado Eidi Ribeiro, estrearam o espetáculo “Vestido de Noiva”, montagem que inaugurou o Teatro Marília como um dos mais importantes espaços culturais no circuito nacional, na década de 1960. Escrito em 1943, o texto de Nelson Rodrigues deu início a um processo de modernização do teatro brasileiro, iniciando sua trajetória cênica no Marília.  

    Após seis décadas, o espetáculo, que permanece atual, reafirmando a atemporalidade da obra de Nelson Rodrigues, volta ao palco ao Teatro Marília, remontado pelo Grupo Oficcina Multimédia, premiado pelo Prêmio APCA-2023 (Associação Paulista de Críticos de Arte) na categoria Melhor Direção, pelo trabalho da diretora Ione de Medeiros. No palco, seis atores, Camila Felix, Henrique Torres Mourão, Jonnatha Horta Fortes, Júnio de Carvalho, Priscila Natany e Victor Velloso, se revezam nas cenas entre personagens masculinos e femininos, sem distinção de gênero, para contar a história de Alaíde, que, após ser atropelada por um carro, é levada para um hospital, onde, entre a vida e a morte, emergem memórias, desejos e delírios. O inconsciente da personagem é ativado na reconstrução de sua trajetória, enquanto a enigmática Madame Clessi a ajuda a juntar as peças desse quebra-cabeça e a conduz na busca pela reconfiguração de sua própria identidade. As apresentações acontecerão nos dias 26 e 27 de abril, sábado às 20h e domingo às 19h. Os ingressos são gratuitos, retirados no site Sympla e na bilheteria no dia do espetáculo.

    Além do espetáculo, o Grupo Oficcina Multimédia assina a instalação “Vestido de Noiva, ontem, hoje e sempre”, montada na vitrine do Teatro Marília, exposta na fachada do espaço. No trabalho, o grupo busca traduzir a essência da dramaturgia do texto escrito por Nelson Rodrigues, por meio de símbolos que conduzem as histórias dramáticas das personagens. A instalação também dialoga com remontagem do espetáculo, reafirmando a linguagem multimeios que marca o trabalho do Grupo Oficcina Multimédia, que completa 45 anos em 2025.

    “Por trás das Cortinas: O legado de Dona Naná”
    Ao longo dos seus 60 anos, o Teatro Marília coleciona personagens e histórias, como a trajetória de Dona Naná, camareira que dedicou mais de 30 anos de trabalho e afeto ao espaço. Nos bastidores do seu dia a dia (por trás das cortinas), ela cultivou cadernos recheados de autógrafos, recados e imagens deixados por artistas e demais profissionais que cruzaram os palcos do Marília. Material que representa um fragmento valioso da memória artística construída pelo teatro. Essa herança deixada por Dona Naná foi transformada em filme, dirigido por Mirela Persichini. Com duração de 15 minutos, o curta “Por trás das Cortinas: O legado de Dona Naná” resgata a história dessa personagem tão emblemática para o Teatro Marília. O filme será exibido no dia 25 de abril, sexta, às 20h. A entrada é gratuita e os ingressos são retirados antecipadamente no site Sympla ou na bilheteria do teatro antes da exibição do filme.

     “Teatro em Construção: o Marília nos seus primeiros 20 anos”
    A história do Teatro Marília contada por meio de textos curtos, imagens e lembranças de alguns daqueles que estiveram envolvidos no fazer teatral e que assim fazem parte da memória artística da cidade de Belo Horizonte. Essa é a narrativa da mostra permanente “Teatro em Construção: o Marília nos seus primeiros 20 anos”, que será remontada em comemoração aos 60 anos do Marília. Com curadoria de Marília Salgado, pessoa que inspirou o nome do Teatro Marília - filha do ex-governador Clóvis Salgado (1906-1978) -, a mostra é baseada em três aspectos fundamentais da construção do espaço: o aspecto físico, que destaca a construção do primeiro espaço destinado às artes cênicas; o aspecto artístico, que ressalta os grupos e artistas mineiros que se dedicaram a estudar, pesquisar e levar espetáculos de alta qualidade ao palco do Marília; e o aspecto político, que traz a importância do teatro para a construção de uma resistência ao regime militar. A exposição será reaberta no dia 25 de abril, às 19h. A visitação é gratuita e não é necessário retirar ingressos.

    “Terça da Dança”
    No dia 29 de abril, terça, às 20h, o Teatro Marília encerra as comemorações aos seus 60 anos com o projeto “Terça da Dança”, que receberá uma edição especial do “Cabaré Varejão”. Realizado pela artista Marina Viana, idealizadora do Teatro 171, e pelo bailarino e coreógrafo Guilherme Morais, o trabalho tem o intuito de fomentar encontros práticos entre profissionais de diferentes áreas, interessados em dialogar com novas linguagens e possibilidades de criação em produção artística contemporânea. Artistas da dança, selecionados previamente na página @teatro171, apresentarão suas performances no palco do Marília, resultando em um grande “show de variedades”.

    CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA
    Aniversário de 60 anos do Teatro Marília
    27 de março a 29 de abril
    Av. Professor Alfredo Balena, 586 - Santa Efigênia

    Programação
    Vitrine “Vestido de Noiva, ontem, hoje e sempre”
    Dia. até o dia 27 de maio
    Classificação. Livre 
    Fachada do Teatro Marília

    Espetáculo “Vestido de Noiva”
    Dias. 26 e 27 de abril
    Horário. sábado, às 20h. Domingo, às 19h
    Duração.  1h30
    Classificação.  14 anos
    Acessibilidade.  Libras
    Gratuito. Ingressos com retirada antecipada no site Sympla ou bilheteria do teatro antes do espetáculo.

    Abertura da exposição de longa duração “Teatro em Construção: o Marília nos seus primeiros 20 anos”
    Dia. 25 de abril às 19h
    Local. Hall do Teatro Marília 
    Visitação. terça a domingo de 10h às 20h
    Gratuito. Não é necessário retirar ingresso

    Filme “Por trás das Cortinas: O legado de Dona Naná” (Mirela Persichini | 2025)
    Dia. 25 de abril, sexta, às 20h
    Duração. 15 min
    Classificação. Livre
    Gratuito. Ingressos com retirada antecipada no site Sympla ou bilheteria do teatro antes da exibição do filme.

    “Terça da Dança” - Cabaré Varejão
    Dia. 29 de abril, terça, às 20h
    Duração. 120 minutos
    Classificação. 16 anos
    Gratuito. Ingressos com retirada antecipada no site Sympla ou bilheteria do teatro antes do espetáculo.