Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • PBH lança documentário e exposição do Projeto Moradores sobre a Pampulha

    Projeto produziu fotos e vídeos de frequentadores e moradores da Pampulha; exibição de documentário e abertura de exposição acontecem no dia 26 de junho, quarta-feira, dentro do “Seminário Pampulha(s): paisagens e outros horizontes”

    A Prefeitura de Belo Horizonte lança, no dia 26 de junho, quarta-feira, o “Projeto Moradores - Conjunto Moderno da Pampulha”, formado por um documentário e uma exposição multimídia que ficará aberta para visitação até dia 5 de julho. A abertura da exposição e a exibição do filme acontecem às 19h, na Praça Dino Barbieri, e integram a programação do “Seminário Pampulha(s): paisagens e outros horizontes”, uma das atividades de encerramento das celebrações de 80 anos do Conjunto do Moderno da Pampulha. Às 20h, fechando o seminário, acontece ainda o “Baile da Black Josie”, com várias vertentes da black music. A entrada é gratuita e aberta ao público.

    Idealizado pela NITRO Histórias Visuais, o Projeto Moradores dedica-se, nesta edição especial, a uma das maiores obras-primas da arquitetura moderna e um dos pontos turísticos mais importantes da capital mineira. Para fotografar e gravar entrevistas com moradores e visitantes da Pampulha, o projeto montou tendas em frente ao Santuário Arquidiocesano São Francisco de Assis e ao lado da Casa do Baile - Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design. As centenas de fotografias e horas de vídeo-depoimentos resultaram na exposição e no documentário que serão apresentados.

    Eliane Parreiras, Secretária de Cultura de Belo Horizonte e Presidente interina da Fundação Municipal de Cultura, destaca a importância da edição especial do Projeto Moradores no sentido de valorizar o patrimônio cultural da cidade. “Parte integrante do ‘Seminário Pampulha(s): paisagens e outros horizontes’, esta é mais uma atividade realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte que oferece reflexão, diálogo e troca de conhecimentos, reafirmando a Pampulha como Patrimônio Mundial da Humanidade e celebrando a riqueza e diversidade cultural de Belo Horizonte. A inauguração da Exposição e a exibição do Documentário do Projeto Moradores são marcos significativos que ressaltam a importância das histórias e memórias dos residentes na Pampulha, evidenciando o valor do patrimônio cultural da nossa cidade", ressalta.

    O lançamento do “Projeto Moradores - Conjunto Moderno da Pampulha” integra a programação do Circuito Municipal de Cultura, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon, com apoio cultural do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, através de recursos do Fundo Especial do Ministério Público - FUNEMP.

    “Projeto Moradores - Conjunto Moderno da Pampulha”

    A ideia da edição especial do Projeto Moradores é registrar a história da Pampulha por meio das memórias da própria população, de forma genuína e espontânea, incluindo desde moradores conhecidos da região até cidadãos comuns que guardam narrativas fortes criadas com a Pampulha. Assim, uma das premissas do projeto, que carrega em sua descrição o subtítulo “A Humanidade do Patrimônio”, é ressaltar a importância de pessoas como patrimônio imaterial de uma cidade ou região.

    A proposta foi dividida em três etapas. Na primeira, um grupo de moradores, agentes públicos, professores e produtores culturais são convidados para indicar pessoas a serem entrevistadas e fotografadas. Depois, tendas brancas semelhantes a um estúdio fotográfico são instaladas em espaços de grande circulação de pessoas (no caso da Pampulha, na Casa do Baile e na Igreja São Francisco de Assis). Lá, câmeras foram posicionadas para convidar pessoas comuns a narrarem suas histórias de forma única e livre.

    Depois de um longo processo de edição das mais de 100 horas de filmagem, o curta-metragem documentário será exibido em uma estrutura de cinema ao ar livre, montada na Praça Dino Barbieri. No mesmo dia, será inaugurada a exposição criada a partir dos quase 300 retratos produzidos pelo Projeto. Serão 12 painéis, de 4 metros por 2 metros, ocupando o espaço público em uma grande homenagem aos moradores e frequentadores e suas histórias de amor pelo Conjunto Moderno da Pampulha.

    Criado em 2012, o Projeto Moradores já passou por cinco estados brasileiros e 30 territórios. Fotografou e registrou a história de aproximadamente 5.500 pessoas, tendo vencido o “Prêmio Rodrigo Melo Franco”, maior premiação nacional dedicada à promoção do Patrimônio Cultural do Brasil.

    “Seminário Pampulha(s): paisagens e outros horizontes”

    As celebrações de 80 anos do Conjunto Moderno da Pampulha, começaram em 2023 e vão até o final deste ano, reunindo uma série de ações. A lista inclui apresentações artísticas, exposições, encontros educativos, mostras e lançamentos de livros, entre outras atrações. Uma delas é o “Seminário Pampulha(s): paisagens e outros horizontes”, que acontece nos dias 25 e 26 de junho, terça e quarta-feira, na Casa do Baile. Além da programação de mesas e debates, voltados para temas como patrimônio, urbanismo e sociedade, o evento traz atrações como a palestra magna do escritor Ricardo Aleixo, o lançamento do livro “Conjunto Moderno da Pampulha: Paisagem Cultural Mundial” e atrações culturais, como a exposição Moradores - Conjunto Moderno da Pampulha e o lançamento do minidocumentário “ARTE BRASILEIRA: A Coleção do MAP na Casa Fiat de Cultura”.

    Logo após a abertura da exposição do Projeto Moradores, às 20h, também na Praça Dino Barbieri, acontece o “Baile da Black Josie”, da veterana DJ de BH, que fecha a programação do seminário. Inspirado nos antigos bailes black brasileiros, a atração propõe uma viagem pelo soul, funk, disco, rap, charme, miami bass, R&B e outras vertentes da black music. O repertório valoriza importantes nomes da música negra brasileira, pouco reconhecidos nos dias de hoje, como Gerson King Combo, Toni Tornado, Carlo Dafé, Miguel de Deus, Banda Black Rio, Hyldon, Cassiano, Eumir Deodato, Mario Caldato e Raul de Souza. Para o evento, o “Baile da Black Josie” convida os dançarinos Kaká Black Dez, Black Edson e Débora Black.

    Pampulha 80 Anos

    Inaugurado em 1943, o Conjunto Moderno da Pampulha concentra criações arquitetônicas, paisagísticas e artísticas de Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx e Cândido Portinari. As obras desses artistas estão abrigadas no Museu de Arte da Pampulha, na Casa do Baile – Centro de Referência da Arquitetura, Urbanismo e Design, no Iate Tênis Clube, no Museu Casa Kubitschek e no Santuário Arquidiocesano São Francisco de Assis, conhecido como Igrejinha da Pampulha. Em 16 de julho de 2016, o Conjunto Moderno da Pampulha foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

    SERVIÇO | CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA

    Projeto Moradores | Conjunto Moderno da Pampulha
    O quê. Exibição do documentário e inauguração de exposição, que pode ser visitada até o dia 5 de junho
    Quando. Dia 26 de junho, quarta-feira, às 19h; às 20h, “Baile da Black Josie”
    Onde. Praça Dino Barbieri (em frente à Igrejinha)
    Quanto. Entrada gratuita

  • PBH LANÇA "TERRITÓRIO EDUCATIVO: UM CONVITE PARA A CRIAÇÃO DE CARTOGRAFIAS, TRAJETOS E SABERES NA PAMPULHA", PUBLICAÇÃO DO PAMPULHA TERRITÓRIO MUSEUS

    A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e o Instituto Periférico lançam a publicação digital “Território educativo: um convite para a  criação de cartografias, trajetos e saberes na Pampulha”. Criado a partir dos pensamentos e das práticas de educação experimentados pelo Museu de Arte da Pampulha, pelo Museu Casa Kubitschek e pela Casa do Baile - Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design, o material pretende ativar as reflexões e os sentidos presentes na pluralidade da Pampulha. A publicação foi desenvolvida pelas autoras Maria Eugênia Salcedo e Valquíria Prates, com projeto gráfico do designer Chris Vinti em diálogo com os educadores e gestores dos museus públicos municipais da Pampulha.  Para fazer o download da versão digital do material, basta clicar AQUI

     

    A secretária Municipal de Cultura e presidenta interina da Fundação Municipal de Cultura, Fabíola Moulin, ressalta a importância da publicação: "As ações de arte-educação são uma das mais importantes funções de um museu, responsável por oferecer experiências transformadoras que envolvem informação, sensibilidade, o despertar de um olhar crítico e de uma postura atuante e cidadã. Nesta publicação vemos o resultado de um cuidadoso processo de pesquisa, proporcionado pela arte-educação dos três museus, sobre a região da Pampulha e as multiplicidades de apropriações que ali acontecem, a partir dos diferentes sentidos e significados dados pela população àquele território.” 

     

    O material educativo é composto por um caderno de campo, cartas de mediação e um mapa e reúne informações, imagens e provocações aplicáveis em áreas e temas abrangentes, o que permitirá ao usuário, sejam eles professores, educadores museais ou qualquer cidadão interessado, a  usufruir o Território Pampulha de forma lúdica e consistente. 

     

    "Pensar em atividades formativas na Pampulha é compreender que este território possui muitas camadas objetivas e subjetivas, acionadas pelas experiências particulares das pessoas que por ali habitam ou passeiam. Esse material acolhe e aceita, portanto, interferências e interpretações", destaca Gabriela Santoro, diretora-presidente do Instituto Periférico.

     

    O lançamento digital da publicação “Território educativo: um convite para a  criação de cartografias, trajetos e saberes na Pampulha” integra a programação do Pampulha Território Museus.

     

    CONHEÇA AS AUTORAS

    Valquiria Prates  é pesquisadora de mediação cultural, processos colaborativos em artes e livros de artista para crianças. Fundadora da Agência de Viagens Espaciais (AVE), plataforma móvel de investigação que atua na criação de laboratórios,  bibliotecas e exposições com pessoas de todas as idades.

     

    Maria Eugênia Salcedo é educadora, curadora e investigadora. Destaca-se na sua trajetória profissional seu trabalho no Instituto Inhotim onde fez parte da equipe que concebeu os conceitos, a estrutura e os projetos pelos quais o Inhotim virou referência nas áreas de arte, educação e meio ambiente. 

     

    O Pampulha Território Museus é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Periférico.

     

  • PBH realiza ‘Mostra BH nas Telas’ no Cine Santa Tereza com filmes e debates

    Entre 2 e 12 de maio, mostra exibe 13 produções locais no Cine Santa Tereza; programação traz também debates sobre políticas públicas para o audiovisual brasileiro com especialistas de todo o país.

    Programa cultural estratégico da Prefeitura de Belo Horizonte, o BH nas Telas surgiu em 2018 com o objetivo de desenvolver o audiovisual na capital mineira, ampliando orçamentos e gerando oportunidades para o setor. A “Mostra BH nas Telas”, que acontece entre os dias 2 e 12 de maio, no Cine Santa Tereza, coloca em foco o tema “Políticas Públicas para o Audiovisual”, destacando o potencial de desenvolvimento e a importância do fortalecimento deste setor no município. A programação apresenta uma seleção de filmes que traça um panorama contemporâneo do cinema em longa-metragem realizado na Região Metropolitana de BH e em Minas Gerais, além de debates com especialistas de todo país, entre gestores públicos, produtores culturais e realizadores do cinema nacional.

    Ao todo, serão exibidos 13 filmes, incluindo animações, obras de ficção e documentários. Dentre o conjunto estão lançamentos, pré-estreias e produções que se destacaram no circuito de festivais nacionais e internacionais. Algumas das sessões serão comentadas pelos cineastas e equipe dos filmes. Paralelamente às exibições, cinco paineis de discussão promovem o debate em torno dos temas que contemplam os eixos do Programa BH nas Telas: memória e preservação, difusão, formação e capacitação, fomento e investimento, atração e facilitação de filmagens e análise e divulgação de dados e informações.

    Toda a programação é gratuita. Os ingressos podem ser retirados on-line pelo site da Sympla ou na bilheteria do cinema, 30 minutos antes das sessões. A "Mostra BH nas Telas" é realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, através da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e integra a programação do Circuito Municipal de Cultura, realizado em parceria com o Instituto Odeon. Mais informações estão disponíveis nas redes e no site do Circuito Municipal de Cultura.

    Para Eliane Parreiras, secretária Municipal de Cultura e presidente interina da Fundação Municipal de Cultura, a programação robusta da “Mostra BH nas Telas” em 2024 reflete a importância do programa para a PBH. “A diversidade e qualidade dos filmes selecionados para esta mostra demonstram o compromisso da Prefeitura de Belo Horizonte em promover e valorizar a produção audiovisual local, proporcionando reflexão e diálogo. Através do BH nas Telas, buscamos fortalecer toda a cadeia produtiva do audiovisual, desde a formação até a difusão das obras, e isso se reflete nessa rica programação” afirma, ressaltando que o edital “BH nas Telas – Edição Paulo Gustavo”, publicado em março deste ano, vai viabilizar um investimento de R$ 12,6 milhões no setor audiovisual da cidade.

    Debates

    Entre os dias 7 e 10 de maio, realizadores, produtores e profissionais com atuação no audiovisual, além de gestores públicos, estudantes e entusiastas do segmento terão a oportunidade de  discutir o ecossistema de oportunidades do audiovisual mineiro e, especialmente, belo-horizontino. A programação dos debates foi construída com o objetivo de promover a partilha de informações, experiências e perspectivas plurais que corroborem para o desenvolvimento de profissionais com atuação no audiovisual da cidade.

    A Mostra promove cinco paineis de discussão norteados pelos seguintes temas: "Acervos Audiovisuais: Preservação e Memória"; "Circuitos de Salas Públicas e as Estratégias de Difusão do Cinema Brasileiro"; "Formação para o audiovisual - Indústria, Diversidade e Inclusão"; "Film Commissions: Ferramentas de Cidadania e Desenvolvimento Econômico"; "Políticas Locais para o Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro". A lista de convidados para compor os paineis inclui nomes como Juca Ferreira, (BNDES), Paulo Alcoforado (ANCINE), Débora Butruce (ABPA) e Lyara Oliveira (SPCINE), entre outros.

    Secretário Municipal Adjunto de Cultura, Gabriel Portela ressalta a importância da realização dos debates, que promoverão reflexões sobre a importância do fortalecimento das políticas locais para o audiovisual brasileiro. “Os debates proporcionados pela 'Mostra BH nas Telas' são fundamentais para a construção de um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento do audiovisual mineiro. Os temas propostos, que passam desde a preservação, a formação e a capacitação até as film commissions, jogam luz para a importância de um sistema de políticas públicas que consolide Belo Horizonte cada vez mais como um dos principais polos audiovisuais do país”.

    Filmes

    A programação de filmes da “Mostra BH nas Telas” começa no dia 2 de maio, quinta-feira, às 19h, com a exibição  do filme “Tudo o que Você Podia Ser” (2023), do diretor Ricardo Alves Jr, que após ter estreado internacionalmente no circuito de festivais angariando prêmios, tem sua primeira exibição em Belo Horizonte no contexto da Mostra, e lançamento no circuito comercial prevista para o dia 20 de junho. O longa-metragem retrata o último dia de Aisha em Belo Horizonte, na companhia de Bramma, Igui e Will, traçando um retrato afetuoso sobre a família que se escolhe constituir através da amizade. A sessão será comentada pelo diretor e por Aisha Bruno, Bramma Bremmer, Igui Leal e Will Soares, integrantes do elenco do filme. No dia 3, sexta, às 19h, será exibido “Zé” (2023), do diretor Rafael Conde, também em fase de pré-estreia no circuito comercial de cinemas. O filme conta a história de um líder do movimento estudantil contrário à ditadura civil-militar brasileira. Zé é um jovem idealista repleto de sonhos que precisa continuar sua luta na clandestinidade, enfrentando uma vida de privações.

    A programação continua no sábado, dia 4, às 16h30, com a exibição  da animação infantil “Placa-Mãe” (2019); sessão que será comentada pelo diretor Igor Bastos. No filme, uma robô ganha o direito de adotar duas crianças. Em um mal entendido durante a adoção, David, o garoto, foge com medo de sua irmã Lina perder o sonhado lar. Enquanto David lida com os perigos da cidade, a robô Nadi tenta encontrá-lo. Às 19h, é a vez de “As Órfãs da Rainha” (2023), de Elza Cataldo, que conta a história de três irmãs órfãs, Leonor, Brites e Mécia. Criadas como católicas pela rainha de Portugal, elas são enviadas a contragosto para a colônia brasileira com a ordem de se casarem. A dura adaptação à precariedade do Novo Mundo é vivida de forma diferente por cada uma delas. Leonor é quem mais resiste à nova realidade e escreve cartas para a rainha, pedindo para voltar. Mas a resposta não chega.

    No domingo, dia 5, às 16h30, a “Mostra BH nas Telas” exibe o documentário “A Rainha Nzinga Chegou” (2019), das diretoras Júnia Torres e Isabel Casimira. O filme  mostra três gerações de rainhas à frente da Guarda de Moçambique e Congo Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário, em Minas Gerais, documentando um rito de passagem em que uma nova rainha assume o reinado e uma travessia de volta, em visita aos domínios da mítica rainha Nzinga, e às terras dos reis do Congo, Angola. Na sequência, às 19h, será exibido “Canção ao Longe” (2022), de Clarissa Campolina, que acompanha a busca de Jimena por sua identidade e por seu lugar no mundo. Na trama, Jimena lida com sua origem, seu corpo, suas escolhas e se depara com o silêncio de suas relações familiares. Através do seu olhar, o filme levanta questões sobre classe, família, tradição, raça e gênero. A sessão será comentada pela diretora e equipe.

    A programação continua na terça-feira, dia 7, às 19h, com a exibição de “Amanhã”, de Marcos Pimentel. No documentário, três crianças de realidades diferentes de Belo Horizonte, moradores dos bairros Aglomerado Santa Lúcia/Morro do Papagaio e São Bento, encontraram-se em 2002. Vinte anos depois, elas se reencontram em um Brasil que foi virado pelo avesso. A sessão será comentada pelo diretor do filme. Na quarta-feira, dia 8, às 19h, é a vez do premiado “Marte Um” (2022), do cineasta Gabriel Martins, que retrata a história de uma família negra da periferia de Contagem, que busca seguir seus sonhos em um país que acaba de eleger um presidente que representa o contrário de tudo o que eles são. Já na quinta-feira, dia 9, também às 19h, acontece a sessão do documentário “Kevin”. No filme, Joana, uma brasileira, visita sua amiga Kevin em seu país, a Uganda. Elas se conheceram há 20 anos, quando estudaram juntas na Alemanha, e faz muito tempo que não se veem. Agora estão próximas de completar 40 anos e a vida se mostra mais complexa que na juventude. A sessão será comentada pela montadora do filme, Clarissa Campolina.

    Na sexta-feira, dia 10, às 19h, será exibido “O Lodo” (2020), do diretor Helvécio Ratton. A trama conta a história de Manfredo, funcionário de uma empresa de seguros que leva uma vida normal, mas começa a perceber que está deprimido e procura a ajuda de um psiquiatra, o Dr. Pink, que insiste em saber sobre o passado do paciente e começa a persegui-lo de forma paranoica. No sábado, dia 11, às 19h, é a vez de “As Linhas da Minha Mão” (2023), do cineasta João Dumans. Dividido em sete atos, o filme é, ao mesmo tempo, o retrato de uma mulher e um estudo sobre as possibilidades do retrato desta mulher, uma atriz que fala de sua experiência com a arte e a loucura. A sessão será comentada pelo diretor João Dumans e pela atriz Viviane de Cássia Ferreira.

    Fechando a programação da “Mostra BH nas Telas”, no domingo, dia 12, às 16h30, o público infantil poderá conferir a exibição de “Chef Jack: O Cozinheiro Aventureiro” (2023), animação do diretor Guilherme Fiúza. O filme narra a jornada de Jack, cozinheiro destemido que roda o mundo em busca das maiores especiarias para seus pratos. Para se tornar o número um do ramo, ele entra para a Convergência de Sabores, a maior competição gastronômica do mundo. Ele e Leonard, seu assistente, viajam para as Ilhas Culinárias e enfrentam provas que desafiam suas habilidades. Às 19h, é a vez do documentário “Eu, um Outro” (2019), da cineasta Sílvia Godinho. No filme, Luca está em busca de um antigo amor, Thalles quer mudar de nome e Raul deseja ser um homem melhor. Eles se encontraram em seus novos corpos, mas precisam sobreviver no país que mais mata pessoas transgênero.

    Programa BH nas Telas

    Criado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, o BH nas Telas é um programa de desenvolvimento do audiovisual, que desde 2018 ampliou e inaugurou um conjunto de políticas voltadas para o setor. O programa se divide em cinco eixos: política de preservação, política de difusão, política de formação e capacitação, política de fomento e investimento e a Belo Horizonte Film Commission.

    Ao longo desses anos, o BH nas Telas tornou-se estratégico, entrando no contrato de metas do governo municipal. Neste processo de desenvolvimento, ampliou-se o orçamento direcionado ao setor audiovisual, bem como diversificou-se as ações e projetos para tal área da cultura - anteriormente restringida a ações de fomento. Ao todo, calcula-se uma injeção de mais de 37 milhões de reais em 2023, numa gama ampla de projetos e ações que se estruturam através dos cinco eixos estruturais do programa.

    Tratando-se de política inédita dentro da Prefeitura, o programa conta com grande reconhecimento pelos agentes do audiovisual da cidade e do Brasil. Desta forma, ao longo do ano de 2023, notou-se a consagração de parcerias importantes, bem como de convites para técnicos e gestores do programa participarem de importantes eventos e encontros ligados ao mercado e políticas para o audiovisual. 
    Além disso, outro fator importante foi a publicação do edital "BH nas Telas - Edição Lei Paulo Gustavo", em Belo Horizonte. O edital prevê um investimento de R$12.610.000, distribuídos entre as categorias e seus gêneros predispostos.

    SERVIÇO | CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA

    “Mostra BH nas Telas”
    Quando. De 2 a 12 de maio
    Onde. Cine Santa Tereza (Rua Estrela do Sul, 89 - Santa Tereza)
    Quanto. Os ingressos são gratuitos, podem ser retirados on-line pelo site da Sympla ou na bilheteria do cinema, 30 minutos antes das sessões

    PROGRAMAÇÃO | “MOSTRA BH NAS TELAS”

    2/5, quinta-feira, 19h
    “Tudo o que Você Podia Ser” (Ricardo Alves Jr | 2023 | Documentário | 83 min)
    Classificação indicativa: 12 anos
    Sessão comentada pelo diretor Ricardo Alves Jr e elenco Aisha Brunno, Bramma Bremmer, Igui Leal e Will Soares

    3/5, sexta-feira, 19h
    “Zé” (Rafael Conde | 2023 | Drama | 120 min)
    Classificação indicativa: 12 anos

    4/5, sábado, 16h30
    Placa-Mãe (Igor Bastos | Brasil | 2019 | 105 min)
    Classificação indicativa: livre
    Sessão comentada pelo diretor Igor Bastos

    4/5, sábado, 19h
    “As Órfãs da Rainha” (Elza Cataldo | 2023 | Drama | 133 min)
    Classificação indicativa: 14 anos

    5/5, domingo, 16h30
    “A Rainha Nzinga Chegou” (Júnia Torres e Isabel Casimira | Brasil/Angola | 2019 | 74 min) 
    Classificação indicativa: livre

    5/5, domingo, 18h
    “Canção ao Longe” (Clarissa Campolina | Minas Gerais | 2022 | 76 min)
    Classificação indicativa: 12 anos

    7/5, terça-feira, 19h
    “Amanhã” (Marcos Pimentel | 2023 | Documentário | 106 min)    
    Classificação indicativa: 14 anos
    Sessão comentada pelo diretor Marcos Pimentel

    8/5, quarta-feira, 19h
    “Marte Um” (Gabriel Martins | Brasil | 2022 | Drama | 115 min)
    Classificação indicativa: 16 anos

    9/5, quinta-feira, 19h
    “Kevin” (Joana Oliveira | Brasil | 2021 | Documentário | 81 min)
    Classificação indicativa: 10 anos
    Sessão comentada pela montadora Clarissa Campolina

    10/5, sexta-feira, 19h
    “O Lodo” (Helvécio Ratton | Brasil | 2020 | Drama | 94 min)
    Classificação indicativa: 14 anos

    11/5, sábado, 19h
    “As Linhas da Minha Mão” (João Dumans | 2023 | Documentário | 80 min)
    Classificação indicativa: 14 anos
    Sessão comentada pelo diretor João Dumans e pela atriz Viviane de Cássia Ferreira.

    12/5, domingo, 16h30
    “Chef Jack: O Cozinheiro Aventureiro” (Guilherme Fiuza | Brasil | Animação | 2023 | 72 min)
    Classificação indicativa: livre

    12/5, domingo, 18h
    “Eu, um Outro” (Silvia Godinho | Brasil | 2019 | 84 min)
    Classificação indicativa: 14 anos

    SEMINÁRIO “POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O AUDIOVISUAL BRASILEIRO”

    7/5, terça-feira, 14h
    Painel 1: “Acervos Audiovisuais: Preservação e Memória” | A importância da preservação dos acervos audiovisuais, suas iniciativas, desafios e estratégias nos âmbitos das instituições de guarda, universidade e centros de estudos. A preservação enquanto fator de relevância dentro da cadeia produtiva do audiovisual, e os acervos enquanto memória, fontes de conhecimento e matéria prima para novas produções audiovisuais.

    Convidados: Débora Butruce - Presidente da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual - ABPA; Jussara Vitória - Professora da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG; Pedro Vaz Perez - Coordenador do Curso de Cinema e Audiovisual da PUC MG); Lourenço Veloso - Presidente do Centro de Estudos Cinematográficos - CEC Mediação: Thiago Veloso Vitral - Coordenador do Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte - MIS BH.

    7/5, terça-feira, 16h30
    Painel 2: “Circuitos de Salas Públicas e as Estratégias de Difusão do Cinema Brasileiro” | Experiências, estratégias e oportunidades da ampliação de circuitos de salas de cinema públicas no país. Apresentação da perspectiva de gestores de diferentes equipamentos culturais públicos dedicados à democratização do acesso ao cinema e ao audiovisual, e a importância das ações de formação de público para o cinema brasileiro.

    Convidados: Alfredo Manevy - Professor da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC e pesquisador em políticas culturais; Lyara Oliveira - Presidente da SPCINE; Bruno Hilário - Diretor Cultural da Fundação Clóvis Salgado Mediação: Vanessa Santos - Coordenadora do Cine Santa Tereza

    8/5, quarta-feira, 16h30
    Painel 3: “Formação para o audiovisual - Indústria, Diversidade e Inclusão” | A interseção entre os desafios e as necessidades da formação para o audiovisual, o desenvolvimento industrial e os temas da diversidade e inclusão. Reflexão sobre como promover uma cultura  audiovisual mais inclusiva e representativa.

    Convidados: Barbara Trugillo - Superintendente de Inovação e Políticas do Audiovisual da SPCINE; Tatiana Carvalho - Presidente da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro - APAN; Débora Ivanov -  Diretora Executiva do Sindicato da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo - SIAESP, produtora e fundadora do +MULHERES; Rafael Ciccarini - Reitor do Centro Universitário Una Mediação: Frederico Diniz - Gerente da Escola Livre de Artes Arena da Cultura - ELA

    9/5, quinta-feira, 16h30
    Painel 4: “Film Commissions: Ferramentas de cidadania e desenvolvimento econômico” | O papel das Film Commissions enquanto propulsoras de desenvolvimento econômico e também como promotoras da valorização cultural das cidades. As Film Commissions implementadas em algumas capitais brasileiras e os principais desafios e impactos que estas organizações têm cumprido no setor audiovisual.

    Convidados: Christiano Braga- Supervisor de Audiovisual e Economia Criativa da Embratur Embratur; Felipe Dias - Gestor do Programa de Desenvolvimento do Setor Audiovisual de Salvador - SalCine; Daniel Celli - Coordenador da Rio Film Commission; Joana Braga - Porto Alegre Film Commission; Marina Samião - Belotur Mediação: Thaylane Cristina - Coordenadora da BH Film Commission

    10/5, sexta-feira, 17h
    Painel 5: “Políticas Locais para o Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro” | A importância estratégica da estruturação e fortalecimento de políticas municipais e estaduais para o audiovisual e como essas políticas contribuem para o processo de desenvolvimento industrial do setor. Destaque para os desafios, oportunidades e boas práticas em diferentes regiões do país.

    Convidados: Juca Ferreira - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES; Paulo Alcoforado - Diretor da Agência Nacional do Cinema - ANCINE; Fabrício Noronha -  Presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura Mediação: Gabriel Portela - Secretário Municipal Adjunto de Cultura de Belo Horizonte.