O Circuito Liberdade, situado na capital mineira, é um conjunto de equipamentos culturais integrados, reconhecido e consolidado nacionalmente, com foco na difusão do conhecimento e na economia criativa.
A história do Circuito Liberdade se confunde com a história da própria cidade de Belo Horizonte. A transformação da Praça da Liberdade em um complexo cultural foi feita em 2010, mas sua vocação para atividades voltadas à arte, à cultura e à preservação do patrimônio foi construída bem antes, com o Arquivo Público Mineiro, a Biblioteca Pública, o Museu Mineiro e a ocupação da Praça por diversos movimentos culturais.
Desde o final do século XIX, quando Belo Horizonte foi planejada para ser a nova capital do estado, a Praça da Liberdade foi projetada para abrigar o centro administrativo, com a construção das secretarias de estado e do Palácio da Liberdade, sede e o símbolo do governo. Sua inauguração aconteceu em 1898 e, tendo sido palco de importantes acontecimentos políticos que marcaram a história de Minas Gerais e do Brasil, o local se tornou naturalmente um dos principais cartões postais da cidade.
A Praça da Liberdade, centro do poder estadual, tornou-se palco de diversas manifestações políticas. Paralelamente a ampliação e modernização do sistema administrativo evidenciavam a inadequação dos palacetes para o exercício das funções de Estado. Com o fim da ditadura no Brasil, a praça tornou-se um espaço de encontro da cultura e da arte - a Feira Hippie foi um marco deste início, mas os prédios ainda eram ocupados com fins administrativos, destoando da nova vocação cultural que despontava.
Na década de 90, tem início um movimento de restauração e revitalização da Praça da Liberdade, sendo então as feiras de artesanato e de flores instaladas em outras áreas da cidade. Surgia, assim, um embrião do projeto do Circuito Liberdade, em um exercício de reconhecimento e apropriação do patrimônio material, imaterial e ambiental presentes no local.
Em 2010, após a inauguração da Cidade Administrativa e transferência oficial do governo para a região norte de Belo Horizonte, o Circuito Cultural Praça da Liberdade, hoje Circuito Liberdade, se concretiza como um projeto do Governo do Estado. A proposta era reunir, em um mesmo local, espaços culturais diversos, a partir de parcerias com instituições públicas e privadas.
Já em 2020, sob a gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), o Circuito Liberdade foi expandido e é composto, atualmente, pelos equipamentos culturais do estado de Minas Gerais, parceiros públicos e privados, e a sua abrangência é definida pelo projeto original de 1895 da cidade de Belo Horizonte, a delimitação da Avenida do Contorno. Museus, arquivo público, biblioteca, centros de cultura e de formação estão entre as atrações.
Circuito Liberdade
Com jardins inspirados no Palácio de Versalhes, na França, a região da Praça da Liberdade abriga construções do século 19, como o Palácio da Liberdade (sede do governo mineiro), e construções modernas, como o Edifício Niemeyer.
E abriga também o maior complexo cultural integrado do Brasil. O Circuito Liberdade reúne museus e espaços culturais em uma área de enorme valor simbólico e histórico.
As possibilidades de roteiro aqui incluem mostras nacionais e internacionais itinerantes, extensa programação infantil, oficinas para pessoas de todas as idades e também exposições permanentes, como o painel Civilização Mineira — o maior de Candido Portinari em Minas Gerais, além de acervos inigualáveis de arte popular.
Um dos maiores complexos culturais do Brasil está em Belo Horizonte. O Circuito Liberdade, inaugurado em 2010, reúne espaços de relevância histórica e cultural em uma área de enorme valor simbólico e histórico. Visitado por milhões de pessoas desde sua criação, é composto por dezenas de instituições, dentre museus, centros de cultura e de formação, que mapeiam diferentes aspectos do universo cultural e artístico.
Antigos prédios públicos foram transformados em espaços interativos que espelham a diversidade: acervos históricos, artísticos e temáticos; centros culturais; biblioteca e espaços para oficinas, cursos e ateliês abertos; além de planetário, cafeterias, restaurantes e lojas.
As possibilidades de roteiro aqui incluem mostras nacionais e internacionais itinerantes, extensa programação infantil, oficinas de tecnologia para pessoas com mais de 60 anos e também exposições permanentes, como o painel Civilização Mineira – o maior de Candido Portinari em Minas Gerais – e acervos inigualáveis de arte popular.
BIBLIOTECA PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS
Foto: Robson Vasconcelos/Acervo Belotur
Com projeto do arquiteto Oscar Niemeyer e 260 mil títulos disponíveis, a Biblioteca Pública Estadual reúne obras raras e representativas de escritores brasileiros e estrangeiros, uma importante coleção de autores mineiros, além de revistas e jornais - correntes e históricos, livros de literatura, coleção infantojuvenil, títulos em Braille e audiolivros. Cursos, exposições e shows estão na programação semanal do espaço.
ESPAÇO DO CONHECIMENTO UFMG
Foto: Daniel Mansur/Acervo ECUFMG
Aqui, ninguém fica parado. Nem a exposição. O Espaço do Conhecimento é um museu dinâmico, que abusa dos recursos tecnológicos para abordar a ciência e sua relação com a vida cotidiana e a arte de forma lúdica e interativa. Além das exposições, o moderno prédio tem um Planetário e um Terraço Astronômico em que se pode observar o céu com o auxílio de telescópios e orientação de especialistas em astronomia.
MM GERDAU - MUSEU DAS MINAS E DO METAL
Foto: Jomar Bragança/Acervo MM Gerdau
Com o desafio de colocar a mineração e a metalurgia em perspectiva histórica e desvendar o papel do metal na vida humana, esse museu propõe um passeio especial pelas Minas Gerais. A programação cultural do MM Gerdau acontece nas noites de quinta-feira e nas tardes de sábado e domingo. Além de atividades científicas e culturais para os públicos adulto e infantil, o edifício conhecido como Prédio Rosa e inaugurado juntamente com a capital mineira e a Praça da Liberdade, em 1897, abre as portas para eventos de inovação, economia criativa e colaborativa, bate-papos e workshops.
MEMORIAL MINAS GERAIS VALE
Foto: Agência Vale/Acervo Memorial
A alma e as tradições mineiras são contadas de forma original e interativa nesse museu de experiência. Cenários reais e virtuais se misturam para criar experiências e sensações que levam os visitantes do século XVIII ao século XXI. Presente e passado, memória e futuro se conectam no prédio que era a sede da Secretaria do Estado da Fazenda de Minas Gerais e hoje é o Memorial de Minas. A edificação datada de 1897 é o local onde foi lançada a pedra fundamental de Belo Horizonte.
CENTRO DE ARTE POPULAR - CEMIG
Foto: Audrey/Acervo Belotur
Sabe aquelas cerâmicas e esculturas maravilhosas do Vale do Jequitinhonha que você já viu por aí? E as peças de tear supercoloridas e trabalhadas? Símbolos da cultura popular mineira, elas são algumas das atrações do Centro de Arte Popular que conduz o visitante ao imaginário de diferentes artistas, narrando histórias e crenças de um povo que traz nas mãos um sincretismo cultural próprio. Com 800 peças, o acervo é organizado por materiais, temas e cronologia. Mídias, som e imagem tornam as exposições dinâmicas e interativas, dando uma dimensão mais ampla e profunda do histórico cultural de cada região. O prédio onde hoje funciona o Centro foi projetado para uso residencial pelo arquiteto Luiz Signorelli, em 1928. Construído em estilo eclético, está localizado a poucos metros da Praça da Liberdade e de frente para um dos últimos cinemas de rua de Belo Horizonte, o simpático Belas Artes.
BDMG CULTURAL
Foto: Divulgação/BDMG Cultural
Artes plásticas e visuais, cinema, dança, teatro, museologia, música, literatura e patrimônio histórico estão no portfólio de atuação do BDMG Cultural, instituição que incentiva novos artistas com suas premiações e projetos, além de abrir espaço para exposições que podem ser visitadas diariamente, inclusive aos fins de semana e feriados.
ACADEMIA MINEIRA DE LETRAS
Foto: Robson Vasconcelos/Acervo Belotur
A Academia Mineira de Letras abriga 28 mil títulos e 32 mil exemplares, dentre obras raras e únicas, inclusive de produção literária dos acadêmicos. O edifício foi construído na década de 1920 para ser consultório e residência do médico Eduardo Borges da Costa. Ponto de referência da arquitetura e memória da cidade, ganhou um anexo na década de 90, com as linhas contemporâneas do arquiteto Gustavo Penna e uma área construída de 1200 m2, auditório de 120 lugares e salões que comportam até 350 pessoas.
MUSEU MINEIRO
Foto: Ronaldo Alves/Acervo Belotur
O acervo do Museu Mineiro documenta momentos da formação de Minas Gerais e da capital, com pinturas históricas, achados arqueológicos, mobiliário, conjunto de moedas e de armas, imagens sacras e equipamentos litúrgicos, além das pinturas, gravuras e esculturas da Pinacoteca do Estado. Restaurado recentemente, o museu destaca, dentre outras obras, seis telas de Manuel da Costa Ataíde (1762-1830), mestre do Barroco e uma tela que retrata o engenheiro Aarão Reis (1853-1936) com o projeto original de Belo Horizonte em mãos. No hall, foram removidas seis camadas de tinta até chegar às paredes pintadas por Frederico Steckel (1834-1921), artista alemão que trabalhou também no Palácio da Liberdade. Esculturas da belga Jeanne Milde, pinturas de Guignard e trabalhos de Amílcar de Castro são outros exemplos da diversidade do acervo. Se você ficar esperto, vai se surpreender ainda com alguns outros tesouros, como a colher de pedreiro que assentou a primeira pedra da construção da Cidade de Minas, nome anterior de Belo Horizonte e um relógio que pertenceu a Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746-1792). O prédio faz parte do conjunto arquitetônico original de Belo Horizonte, voltado para a concepção “científica” de cidade difundida naquele momento e com linhas que seguem modelos europeus ecléticos.
ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO
Foto: Flavio de Paula/Arquivo APM
Criado em 1895, ainda na cidade de Ouro Preto, o Arquivo Público transferiu- se para Belo Horizonte, em 1901, e atualmente, é a instituição cultural mais antiga do Estado.Responsável pelo recolhimento, guarda, gestão, preservação e acesso ao acervo arquivístico do Executivo Estadual e documentos privados de interesse público, o arquivo funciona em um prédio de arquitetura eclética de 1897, projetado pela Comissão Construtora da Nova Capital para ser a residência do Secretário de Finanças. Os visitantes têm acesso a documentos, fotografias, desenhos, litogravuras, negativos e slides que remontam aos períodos colonial, imperial e republicano. O Arquivo Público Mineiro recebe visitas técnica e de grupos interessados em conhecer a Instituição.
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL
Foto: Anna_Ftg/Acervo CCBB
Belo Horizonte ganhou um CCBB para chamar de seu em 2013, tornando- se a quarta cidade a receber o centro cultural e seus indefectíveis espaços multidisciplinares com programação regular (seis dias por semana). Com estrutura acessível e sinalização tátil, as salas de exposição, teatro para atividades audiovisuais, debates, conferências, oficinas, palestras, atividades interativas e educacionais, além de ambientes de convivência, lazer, alimentação e lojinhas, são garantia de um bom programa. O prédio que abriga o CCBB, na Praça da Liberdade, teve sua construção iniciada em 1926, com projeto do arquiteto Luiz Signorelli, fundador da Escola de Arquitetura da Universidade de Minas Gerais. É a sexta instituição cultural mais visitada no Brasil e a 95o no mundo, de acordo com o ranking da publicação inglesa The Art Newspaper. A maior parte das atividades é gratuita. Consulte o site do CCBB-BH para preços de ingressos de shows e peças.
CASA FIAT DE CULTURA
Foto: Debarry Studio Cerri/Acervo Casa Fiat de Cultura
Com tecnologia museológica de padrão internacional e já considerada um dos mais importantes espaços para discussão e exposição das artes no Brasil, a Casa Fiat abriga grandes mostras inéditas, programa de palestras, sessões de cinema e atividades educativas. Todos os públicos têm experiências qualificadas e enriquecedoras aqui, como a residência artística, o ateliê aberto de pintura (realmente aberto a todos os interessados em dar os primeiros passos na pintura, adultos ou crianças) e a contemplação do patrimônio e acervo. O quadro “Civilização Mineira”, de Candido Portinari, fica permanente exposto no 1o pavimento do imóvel, que já foi o Palácio dos Despachos do Governo Estadual. As instalações são acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida. Não deixe de parar no café decorado no estilo “retrô moderno”, que oferece uma união da cultura e da gastronomia em muitas opções de cafés, chás, capuccinos, chocolates, tortas, brownies, empanadas, almoços e lanches variados.
PALÁCIO DA LIBERDADE
Foto: Click Estúdio Profissional/Acervo Belotur
O Palácio da Liberdade é o prédio central do conjunto arquitetônico da Praça da Liberdade, antiga área de concentração do Poder Executivo do Estado. O Palácio da Liberdade foi concebido como residência oficial e sede do governo estadual no projeto da Nova Capital de Minas Gerais. O projeto do arquiteto José de Magalhães teve sua pedra fundamental lançada em sete de setembro de 1895 e resultou em uma edificação com estilo eclético e influência neoclássica. Inaugurado em 1897, serviu de moradia a vários governadores. Entre 2004 e 2006, o Palácio passou pelo maior processo de restauração desde sua inauguração, revelando obras de arte escondidas pelo tempo, como pinturas em paredes e forro. Entre os atrativos da edificação, destacam-se os jardins em estilo rosal, de Paul Villon; o salão de banquete à Luís XV; as pinturas do Salão Nobre, que são consideradas verdadeiras homenagens a artes; e o grande painel de Antonio Parreira. *Horários de funcionamento e taxas de entrada podem sofrer alterações.