Noturno Museus - 2022 - Museus

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    COLUNINHA LITERÁRIA DA BPIJ/BH

    MÚLTIPLAS VERSÕES OU HISTÓRIAS DIFERENTES
    1ª edição/2023


    APRESENTAÇÃO

    Após a Fundação Municipal de Cultura - FMC publicar 22 edições da Coluna Literária, nas quais várias temáticas importantes que atravessam a literatura foram abordadas, como: questões de gênero e sexualidade, étnico-raciais, Cultura Popular, Literatura acessível, projetos literários importantes de Beagá e do Brasil - BH, a cidade de cada um; Zazie Edições, entre outros, iniciamos uma nova proposta para aproximar pessoas, livros e bibliotecas: a Coluninha Literária da BPIJBH. A cada edição, a partir de um tema, a BPIJBH, com a colaboração das equipes da Rede de Bibliotecas da FMC, vai apresentar livros do acervo para crianças e jovens disponíveis para empréstimo. 
    Nesta primeira edição da COLUNINHA LITERÁRIA BPIJ-BH, vamos abordar clássicos da literatura infantil que circulam pelo mundo em diferentes línguas, durante muitos e muitos anos. Essas histórias são conhecidas por pessoas de todas as idades. Todo mundo sabe falar um pouquinho de “Dona Baratinha”, “O patinho feio”, “Branca de neve e os sete anões”, “João e o pé de feijão” e tantas outras. E, por serem tão conhecidas, vão sendo reinventadas, apresentamos aqui “Os três lobinhos e o porco mau” e “Chapeuzinho Vermelho”, com grafia Braille e fonte ampliada da escrita convencional. A partir dessas obras, convidamos leitores e leitoras a pensarem se essas narrativas trazem versões diferentes de uma mesma história ou histórias diferentes.  No perfil literário, destacamos, ainda, a produção literária do premiado escritor mineiro  – Júlio Emílio Braz –, cuja contribuição para a literatura infantil e juvenil é vasta, tendo cerca de 169 livros publicados para crianças e jovens.

    Daniela Figueiredo
    Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte

     

    livros


    RESENHA 

    OS TRÊS LOBINHOS E O PORCO MAU

    Os três lobinhos e o porco mau,  de Eugene Trivizas e Helen Oxenbury, publicado pela editora Brinque-Book, é uma adaptação ou melhor dizendo uma inversão da história original que todos nós conhecemos. É uma história contada aos avessos, tudo vira de pernas para o ar. Os papéis se invertem, tanto das vítimas quanto do vilão. Nessa história que todo mundo conhece “de trás pra frente e de frente pra trás” um novo olhar cria novas perspectivas, explora o improvável. Nessa versão, a mãe dos 3 lobinhos procura de maneira sutil uma forma de libertá-los das suas garras de loba. Sugere que eles vivam as suas próprias vidas de maneira independente, construam o seu próprio teto. Contudo, faz um alerta: “tenham cuidado com o porco mau”. Então, juntos, eles partem rumo ao desconhecido, ao improvável. Surpreendentemente, procuram construir as suas casas juntas de maneira harmoniosa, porém encontram o temido porco mau, que insistentemente procura de todas as formas aterrorizá-los. Apesar disso, os 3 lobinhos permanecem unidos, e a cada dificuldade demonstram estarem mais fortalecidos, vencendo todos os obstáculos sem desanimarem. Escrito de maneira leve, com belíssimas ilustrações, o livro é capaz de entreter, divertir e até mesmo mostrar as adversidades que a liberdade longe das garras da mãe loba pode proporcionar. O final irá te surpreender. Não perca tempo, o que está esperando para ler esse livro? Disponível no acervo da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte.

    Sílvio Reis
    Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte

     

    RESENHA 

    CHAPEUZINHO VERMELHO

        
    Em Chapeuzinho Vermelho, adaptado por André Luiz P. Alves, ilustrado por Luiz Carlos de Lima, da coleção Clássicos, o escritor rememora a clássica história da menina do chapeuzinho cor de sangue que vai visitar a vovó, moradora da floresta, e é surpreendida pelo encontro inesperado com o afamado lobo mau. Com a inserção de novos elementos,  a obra busca resgatar uma das mais populares narrativas dos alemães Irmãos Grimm. Você terá a oportunidade de ler e apreciar uma publicação inclusiva que dispõe de grafia Braille e fonte ampliada (escrita convencional), além de ilustrações em alto relevo, com legendas também em Braille. 
    A versão, ao agregar elementos, entre os quais novos personagens, como a aventureira garota Carol e sua mãe, também dá identidade ao lobo, chamado Roberval.  A história também institui novo ofício àquele que livrará a vovozinha da pança do lobo - o caçador - ao identificá-lo como amolador de facas. Mesmo sendo a narrativa uma história que faz eco aos ouvidos e imagem que reflete em todas as mentes, as nuanças adicionadas fazem com que o livro seja alvo de desejo de leitores principiantes e veteranos. Pessoas de todas as idades certamente se deliciarão nas páginas dessa obra, que poderá ser lida por uma considerável diversidade de leitores, em virtude dos aspectos de inclusão e de acessibilidade da obra já referenciados. Disponível no acervo da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte.

    Wander Ferreira
    Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte

     

    PERFIL LITERÁRIO - JÚLIO EMÍLIO BRAZ    

            Júlio Emilio Braz – escritor e ilustrador mineiro, nascido na pequena cidade de  Manhumirim – é um importante autor de literatura infantil e juvenil contemporânea, tendo publicado mais de 100 livros, discutindo importantes pautas da  sociedade brasileira, como discriminação racial, violência, sexualidade e miséria. 
    Leitor desde a infância, Júlio mergulhou no universo da escrita como roteirista para  histórias em quadrinhos que foram publicadas internacionalmente. Em 1988, foi  laureado com o Prêmio Jabuti pela publicação de seu primeiro livro no gênero  infantojuvenil, intitulado "Saguairu". Dois anos depois, em 1990, ele também  escreveu romances de faroeste e criou roteiros para o programa de televisão "Os  Trapalhões", transmitido pela TV Globo.  
    Se inserindo ainda mais no contexto infantil, Júlio realizou adaptações de várias obras clássicas destinadas às crianças, como “João e Maria”, “Chapeuzinho Vermelho”,  “Pollyanna” e “Cinco Fábulas da África”.  
    Júlio Emílio Braz trata brilhantemente de assuntos essenciais do dia a dia brasileiro com uma abordagem que combina complexidade e delicadeza, conquistando com maestria tanto o público adulto quanto o infantil e juvenil. Venha conferir os livros do autor que fazem parte do acervo da BPIJ-BH!

    Júlio Elílio Braz

  • COLUNINHA LITERÁRIA – EDIÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO DE 33 ANOS DA BIBLIOTECA PÚBLICA INFANTIL E JUVENIL DE BELO HORIZONTE 3ª EDIÇÃO – 2024

    COLUNINHA LITERÁRIA – EDIÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO DE 33 ANOS DA BIBLIOTECA PÚBLICA INFANTIL E JUVENIL DE BELO HORIZONTE

    3ª EDIÇÃO – 2024

     

    APRESENTAÇÃO – PERSONAGENS DE UMA LONGA HISTÓRIA

     

    Como surge uma biblioteca? Que histórias guarda, além daquelas impressas nos livros? Quantas personagens “escrevem”, com seus corpos, vozes, criatividade e sensibilidade a história desses lugares ricos, diversos e fundamentais, que são as bibliotecas? Há 33 anos surgia a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, e é um pouquinho de sua história que resolvemos compartilhar com você leitora, com você leitor, através das lembranças afetivas de quem ajudou a construir, significar e renovar esse espaço cultural tão caro à nossa cidade. A nossa BPIJ-BH faz aniversário e nós celebramos com a Reni, o Carlos Barbosa, o Renato Milton, que representam outras e outros gestores, servidores, estagiários, colaboradores, contadores de histórias e muitas, muitas leitoras e leitores. Parabéns BPIJ-BH, parabéns Belo Horizonte, parabéns leitora, parabéns leitor. Vida longa à BPIJ-BH, à literatura, à leitura, à arte e à cidadania!

     

    Érica Lima
    Centro Cultural Salgado Filho
     

     

    COM A PALAVRA: UMA EX-GESTORA

     

     

    No aniversário de 33 anos da BPIJ, buscamos personalidades importantes desta longeva trajetória, para nos contarem um pouco da história deste espaço cultural. Reni, bibliotecária de formação, hoje servidora aposentada na Prefeitura de Belo Horizonte, atuou no espaço por 22 anos e foi, também, gestora por um ano. Ela conta que, convidada por Maria Antonieta Cunha, junto a um grupo de bibliotecários, participou da estruturação e organização do espaço até a sua inauguração. Nas suas palavras “…colaborei nos primeiros passos até a biblioteca se tornar um espaço ousado, inovador e de referência no Brasil e na área de literatura infantil e juvenil… eu e a biblioteca crescemos juntas nesta magia da paixão de ler…”.

    Ao olhar a história da BPIJ, percebe-se o envolvimento e o carinho de várias pessoas que lá trabalharam e trabalham até os dias de hoje. A atuação da biblioteca foi se modificando, mas o ideal de aproximar leitores e leitoras dos livros e da literatura sempre esteve presente. Quando olhamos para sua programação, vemos a diversidade de suas atividades, muitas oficinas literárias, narração de histórias, rodas e clubes de leitura, saraus, palestras sobre temas de relevância. Diferentes vozes já passaram por esse espaço. Ou seja, a biblioteca sempre pulsou e continua a ser, como expressa Reni: “um espaço aconchegante onde crianças, jovens e adultos são recebidos com alegria”.

    Reni, continua acompanhando e participando ativamente da trajetória da biblioteca, pois é integrante do Movimento Cultura, coletivo que atua em prol das políticas públicas de leitura, literatura, livros e bibliotecas da cidade. E ela nos deixa uma mensagem: “…a BPIJBH sempre estará aberta para todos da cidade, possibilitando a cada um experimentar diversas linguagens de leitura, com um acervo maravilhoso e atividades que despertam o gosto pela leitura…”.

    Por fim, Reni entende que as crianças precisam “ler bons textos literários que não tenham a pretensão de ensinamentos, de apresentar conteúdos didáticos”. Acredita ser importante a leitura de textos que:

     

    …as levem a sonhar, pensar e que despertem a vontade de sempre querer mais e mais.  A literatura para crianças apresenta uma diversidade de estilos, com ilustrações belíssimas, verdadeiras obras de artes que encantam também jovens e adultos. E, para terminar, penso que, na atualidade, as crianças não podem deixar de ler  os autores clássicos: Lobato, Fernanda L. Almeida, Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Elias José,  Sylvia Orthof, Bartolomeu Queiroz, Luis Camargos, Mirna Pinsky, Angela Lago, Angela Leite, Heloisa  Pietro, …e tantas outras escritoras e escritores.

     

    Daniela Figueiredo
    Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte
     

     

    COM A PALAVRA – UM NARRADOR DE HISTÓRIAS

     

    Carlos Barbosa é um contador de histórias, mediador de leituras e um grande apaixonado por poesia e livros para crianças. Não há lugar por onde ele passe e que não sejam ouvidos nomes como os de Roseana Murray ou Sylvia Orthof.

     

    Sua história de vida é muito ligada a bibliotecas, tanto que, ao responder sobre sua relação com a BPIJ-BH, começa a falar da própria infância, em Vespasiano, sobre  a relação com uma professora especial e como as bibliotecas são, nas suas palavras, “uma espécie de casa mãe, um lugar de aconchego e conforto, um local das mais diversas possibilidades”.

     

    É bonito observar como a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil auxiliou e acolheu toda uma geração de contadores de histórias, que se utilizaram e se utilizam do espaço para pesquisas, ensaios, apresentações e diálogo com outros artistas e com o público. Ao falar de seu contato com a BPIJ-BH, Carlos Barbosa nos dá um exemplo disso, ao dizer que ela “foi um marco para tudo o que eu pretendia fazer na minha vida literária”. E completar com:

    E foi exatamente nos encontros, nas idas e vindas à BPIJ-BH, que entrei em contato com essa gente comprometida com a fruição estética da arte literária, essa gente antenada com as necessidades estéticas, literárias e culturais que todo livro deve possuir.

     

    Uma vez que estamos no mês de aniversário de 33 anos da BPIJ-BH, Carlos deixa uma mensagem e uma dica para os leitores, em especial para aqueles que se dedicam a formar novos leitores. Escreve Carlos que:

     

    A BPIJBH é muito viva. Tem uma grande participação na história da formação literária. Por ela passaram grandes contadores e contadoras de histórias, poetas, ilustradores e ilustradoras, sem deixar de mencionar o mar de mediadores de leitura literária que se formaram nesta grande e iluminada instituição.

     

    Ele cita, também, a revista Releitura*, publicação que era editada pela biblioteca, cujo conteúdo auxiliou na formação de diversos educadores e outros profissionais envolvidos com a leitura. Diante disso, ele conclui que a verdadeira mensagem a deixar é a importância da valorização dessa biblioteca pelo poder público e sociedade civil.

    Por fim, quando pedido para indicar um livro para crianças, Carlos é cauteloso e prefere, ao invés de indicar uma obra, pedir bibliotecas com um “selo de bibliodiversidade e qualidade”, pensando que a pluralidade de textos, histórias, autoras e autores são o que garante que a leitura possa verdadeiramente tocar os pequenos leitores e prepará-los para olhar o mundo de uma maneira humana e crítica. Ele conclui a entrevista com uma frase simples e muito forte, que encerra o texto, mas pode abrir muitos diálogos: “ler é um imenso privilégio”.

     

    Rodrigo Teixeira
    Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte
     

     

    COM A PALAVRA – UM LEITOR

     

     

    Renato Milton é um leitor que, há anos, frequenta a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil. Não temos dados para afirmar com certeza, mas, talvez, ele seja o leitor mais antigo do espaço. Eu o conheci quando o via diligentemente procurar os clássicos nas nossas estantes. Como indicação do Renato, conheci o excelente Curzio Malaparte. Ele conta um pouco dessa história com o nosso espaço:

     

    Comecei a frequentar a biblioteca quando ela ainda ficava na rua Carangola. Sempre gostei de bibliotecas e, quando descobri a BPIJ, me encantei, principalmente com o acervo de histórias em quadrinhos. Passei a frequentar e, desde então, sou leitor e me sinto muito bem, quando entro e sou bem recebido por pessoas que conheço há  tanto tempo, como a Luzia, o Silvio e o Samuel, e todos os outros que trabalham ali e mantêm essa biblioteca de pé. Prontos para acolher todo aquele que está disposto a participar dessa aventura que é a leitura de um bom livro.

     

    Solicitei ao Renato que deixasse um recado para leitoras e leitores da Biblioteca e ele nos escreveu o seguinte:

    Espero que as crianças e os jovens guardem algum tempo do seu dia para ler. Como dizia o crítico literário Antônio Cândido, qualquer leitura é melhor do que não ler nada. Comece lendo o que você gosta: romance, aventura, mistério, quadrinhos, não importa, leia. Quem sabe, um dia, você se depara com Machado de Assis ou Franz Kafka e sinta o desejo de conhecer os grandes mestres da literatura. 

     

    Por último, pedi que ele falasse de livros fundamentais para uma criança na atualidade. Ele então apontou que:

     

    O mercado editorial está muito segmentado e hoje temos livros  infantojuvenis em grande quantidade. Fica até difícil indicar um livro para um jovem leitor. Acredito que os livros que falam de forma correta para a idade certa, sobre assuntos que brevemente eles vão ter que lidar, como bullying, racismo, diversidade,  devem ser indicados, sempre com a intermediação de um adulto para significar o que se apresenta. Também não posso deixar de indicar, e aí tem muito de memória afetiva, a Coleção Vaga-lume, principalmente os livros do Marcos Rey. Essa coleção formou milhares de leitores da minha geração, e tem uma qualidade de histórias e escritores que é um verdadeiro tesouro.

     

     

    Samuel Medina
    Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte
     

     

  • Com a palavra à 'Ivan Serpa: A Expressão Do Concreto' com LACICOR-UFMG
    Com a palavra à 'Ivan Serpa: A Expressão Do Concreto' com LACICOR-UFMG
    Com a palavra à 'Ivan Serpa: A Expressão Do Concreto' com LACICOR UFMG - CCBB Educativo

    O debate presente nesta visita conduzida pelo Laboratório de Ciência da Conservação da Escola de Belas Artes da UFMG, desenvolve-se desde a produção de Serpa no período concreto da década de 1950 – sua metodologia de trabalho, atuação como professor, pesquisador, experimentador e grande aglutinador do Grupo Frente - RJ (1954-1956), perpassando a temática de técnicas e materiais utilizados pelo artista, até os desafios ligados à conservação e restauração de algumas de suas obras.

    O LACICOR atua há mais de 30 anos em consultorias técnicas de conservação-restauração, autenticação e na execução de projetos de conservação-restauração de bens culturais, além de realizar estudos acerca de materiais e técnicas de obras de arte embasados nas metodologias da História da Arte Técnica.