Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Integrante do espetáculo Leve Cicatriz
    Integrante do espetáculo Leve Cicatriz
    Espetáculo: Leve Cicatriz, do Grupo Dolores

    O Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado recebe o espetáculo Leve Cicatriz, do Grupo Dolores.

    “Eu sou todas as mulheres que nunca quis ser. Todas. Enlouqueci de tanto tentar tirar de mim todas as mulheres que me habitam”. E nessa batalha por autonomia e independência, nossa mulher cicatrizada se rebela contra a possibilidade de ser todo o tempo assassinada, anulada, desaparecida e reivindica o suicídio como tomada de poder, recontextualizando a morte de Lady Macbeth. 

    Em 2015 o espetáculo Leve Cicatriz nasceu a partir da parceria entre Luciana Brandão e Léo Kildare Louback. A obra investiga uma dramaturgia ficcional autobiográfica em que aborda temas como gênero e política, A pesquisa é interdisciplinar entre o trabalho de ator, trilha sonora, iluminação, e especial cuidado pela fisicalidade e plasticidade em cena. A partir da pergunta: “O que aconteceu com Lady Macbeth entre a inauguração de sua loucura ao ato de sua morte?”, a peça traz à tona o feminino, as relações de poder, a histeria e as suas consequências. 

    • Teatro adulto
    • Direção: Léo Kildare Louback
    • Dias 16 de julho, sábado, às 20h; 17 de julho, domingo, às 19h;
    • Ingressos: Site Disk Ingresso e Bilheteria do teatro (duas horas antes) - R$20 (inteira) / R$ 10 (meia); R$15,00 reais ( antecipado/ promocional no site). 
    • Classificação: 14 anos | Duração: 50 Min.
       
  • Espetáculo
    Espetáculo
    Espetáculo: "Lia–Maria–Mulher"

    O espetáculo “Lia-Maria-Mulher”, solo sensível e poético protagonizado pela atriz Fernanda Signorini, integra a programação da 51ª Campanha de Popularização de Teatro e Dança. A nova temporada acontece nos dias 5 e 6 de fevereiro de 2026, às 20h, no Teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes.

    A peça parte da trajetória de Maria de Oliveira, a lendária “Lia do Vagão”, para tecer uma narrativa sobre mulheres invisibilizadas que sustentam o mundo. Por meio de gestos, dança e palavras, a obra costura figuras como a poetisa, a benzedeira e a catadora, criando uma ode ao feminino e à resiliência.

    A encenação destaca-se também pelo compromisso com a sustentabilidade: o cenário minimalista é construído a partir de materiais reaproveitados e objetos ressignificados, em alusão direta à arte de Lia e à capacidade de transformar o esquecido em poesia.

    “Lia-Maria-Mulher” convida o público a um encontro emocionante com a memória, a tradição e a força da mulher mineira.

  • Espetáculo: “Ligação Perdida”
    Espetáculo: “Ligação Perdida”
    Espetáculo: “Ligação Perdida”

    De 21 a 30 de novembro, Belo Horizonte recebe a estreia do espetáculo Ligação Perdida, uma criação de Cíntia Badaró e Vinicius Alves, que convida o público a vivenciar uma experiência teatral totalmente imersiva por meio do som. A temporada começa com apresentações na Funarte MG (21 a 25/11) e encerra na ZAP 18 (29 e 30/11).

    Em cena, a atriz Cíntia Badaró dá corpo e voz a Maria da Luz, mulher internada em um hospital psiquiátrico que se torna refém de um sistema de violência e silenciamento. Ao seu redor, o público é envolvido por uma instalação sonora esférica imersiva com 35 canais, que recria ambientes, vozes e paisagens através do som. A plateia se posiciona em formato circular – uma mandala inspirada nas pesquisas de Nise da Silveira sobre as imagens do inconsciente – e passa a integrar o espaço do delírio e da lembrança de Maria, em uma travessia entre realidade e ficção, sanidade e loucura.

    Com dramaturgia e orientação cênica de Raquel Castro, o espetáculo se estrutura como um thriller psicológico com tintas de documentário e poesia sonora, evocando a atmosfera de instituições como o Hospital Colônia de Barbacena. A experiência combina teatro, cinema e tecnologia, articulando trilha e dramaturgia sonora criadas por Vinicius Alves, pesquisador de tecnologias imersivas e artista sonoro com mais de 15 anos de atuação em montagens nacionais e internacionais.

    A temporada marca a transição do projeto Ligação Perdida – Experiência Audiodramática (lançado em 2022) para o formato presencial, expandindo a pesquisa sobre narrativas imersivas e interativas. O público agora entra fisicamente na cena — sentindo o som, o espaço e o corpo vibrar. A peça propõe uma experiência estética singular — onde o teatro se reinventa em diálogo com o som e o espaço, conduzindo o espectador por um percurso sensorial que transforma a escuta em ato de presença. A trilha musical do espetáculo é formada por canções da discografia de Milton Nascimento.

    Ligação Perdida ganha vida a partir das vozes das atrizes e atores Danielle Sendin, Diogo Horta, Eberth Guimarães, Gláucia Vandeveld, Isabela Arvelos, Natália Moreira, Raquel Castro e Vinicius Alves. Cada interpretação registrada em áudio se torna uma peça essencial desse grande quebra-cabeça afetivo, conduzindo o público por memórias, pensamentos e estados de alma.

    Com preparação vocal de Isabela Arvelos, caracterização de Camila Morena, fotografia de Tati Motta e assessoria de imprensa de Bramma Bremmer, Ligação Perdida reafirma o poder do som como elemento dramatúrgico e emocional, e propõe uma escuta ativa diante das feridas históricas da saúde mental no Brasil. O espetáculo tem classificação indicativa para 16 anos e haverá sessões com acessibilidade em Libras nos dias 22/11 (Funarte) e 29/11 (Zap 18).