Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição Rumos de Minas - Palácio das Artes
    Exposição Rumos de Minas - Palácio das Artes
    Exposição Rumos de Minas - Palácio das Artes

    A exposição Rumos de Minas, apresenta o resultado da incursão do projeto em 50 cidades mineiras, nos últimos 12 meses, com a intenção de registrar os patrimônios mineiros a partir de atrativos que definissem a mineiridade a partir de sua essência. A produção tem o objetivo de identificar, registrar e preservar a memória de ativos culturais do estado.

    A exposição convida o público a imergir nas peculiaridades históricas e socioculturais das cidades visitadas, por meio de depoimentos, acervos e curiosidades colhidas durante as viagens.

    Os visitantes vão encontrar um ambiente interativo, no qual poderão explorar ativos patrimoniais, passear por festas e expressões culturais, e apreciar a arquitetura, a gastronomia e o patrimônio natural das localidades que ficam ao longo da da Via Liberdade, rota turística que tem 70% do seu trajeto dentro do estado de Minas Gerais. O circuito tem como referência a BR 040 e passa também pelos estados do Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal.

  • Exposição: Rupestres
    Exposição: Rupestres
    Exposição: Rupestres

    A exposição do artista visual Higo José traz uma releitura, em bordados, de pinturas rupestres nacionais, principalmente aquelas encontradas no Ceará, na Serra da Capivara, e em Minas Gerais, no Vale do Peruaçu.

     Ao traduzir essas pinturas feitas em pedras para linhas entrelaçadas e tecidos, o artista desperta novos interesses, por meio de obras têxteis, que para além do peso da história, carregam a tradição do bordado. 

    Os diferentes animais representados são reorganizados a partir de padrões subjetivos, em uma catalogação poética, que pensa as cores e a disposição de forma minuciosa. 

    Uma nova narrativa linear é criada para cada obra e, assim, surgem novas histórias para se contar. 

    São nove bordados e sete esculturas que, para o artista, terão seu sentido completo por meio da experiência do público dentro da galeria. O objetivo é instigar as pessoas a pensar nesses animais, espaços e situações criadas. 

    Como um arqueólogo, Higo investiga e descobre novas formas de se comunicar com o mundo usando uma atividade exclusivamente humana: a criação de formas simbólicas às quais damos o nome de arte.

  • Exposição: “Saberes da Costura: do molde à roupa”
    Exposição: “Saberes da Costura: do molde à roupa”
    Exposição: “Saberes da Costura: do molde à roupa”

    A Prefeitura de Belo Horizonte inaugura neste sábado (17), no Museu da Moda de Belo Horizonte - Mumo, a exposição “Saberes da Costura: do molde à roupa”. A mostra aborda elementos presentes no fazer da costura doméstica e profissional no Brasil no século XX, destacando especialmente a história do Método de Corte Centesimal, criado na década de 1930 em Minas Gerais.

    A exposição, de longa duração, pode ser visitada de quarta a sábado, das 10h às 18h. A entrada é gratuita. A inauguração dessa nova exposição no Museu da Moda integra as celebrações dos 125 anos de Belo Horizonte promovidas pela Prefeitura. A programação completa está disponível no Portal da Prefeitura de Belo Horizonte.

    O Método de Corte Centesimal foi criado em Belo Horizonte, no ano de 1934, pela costureira Carmen de Andrade Mello e Silva e seu marido, o engenheiro Antônio Mello Silva. Esse Método nasceu da necessidade prática de se diminuir o número de provas de roupas, passando a estruturar cada molde com medidas individuais. O corte centesimal atravessou gerações e passou a ser ensinado em escolas e faculdades de design e moda, formando milhares de profissionais e criando uma rede de formadoras, em sua maioria mulheres.

    O método também foi pioneiro em ideias como sustentabilidade, aproveitamento de recursos, adaptabilidade e diversidade de corpos. “A exposição Saberes da Costura traz muito do que é a missão do Museu da Moda de Belo Horizonte, em especial no que diz respeito à preservação da memória e o estímulo à conservação e pesquisa em moda.

    Neste sentido, é muito importante mostrar ao público como o Método do Corte Centesimal foi criado e tornou-se conhecido e aplicado nos processos de formação de costureiras amadoras e profissionais.

    Trata-se de uma rica história que percorre também a história da nossa cidade, pois esse pioneiro Método foi criado aqui em Belo Horizonte e se tornou uma referência para a costura em todo país. Isso deve ser ressaltado e valorizado”, afirma Eliane Parreiras, secretária Municipal de Cultura.

    Para Luciana Feres, presidente da Fundação Municipal de Cultura, a nova exposição do Museu da Moda fortalece a vocação da instituição de preservar, pesquisar e difundir acervos referentes à moda na capital mineira. “Poder ver o quanto Belo Horizonte contribuiu com o desenvolvimento do corte e costura no país reforça ainda mais o selo que possuímos de ‘Capital da Moda’, ou seja, uma localidade influente na moda regional e internacional, que se destaca como lar de muitos estilistas e também pela quantidade de negócios gerados na indústria têxtil e do design”, completa.

    Segundo Janaína Melo, diretora de Museus da Fundação Municipal de Cultura, trata-se de um método que introduziu na costura propostas sustentáveis para a elaboração de moldes com melhor aproveitamento de materiais e também adaptáveis aos diferentes corpos. “Como processo de ensino, contribuiu para a inserção de inúmeras mulheres no mercado de trabalho como costureiras profissionais e até professoras que difundiram o método de modelagem no Brasil inteiro.

    É essa a história que iremos apresentar na exposição”, conclui. Entre os objetos expostos no Museu estão manuais de métodos de corte, costura e modelagem, revistas de moda, réguas de métodos diversos, além de máquinas de costura - algumas delas remontam ao século XIX, objetos presentes em muitos lares e que recuperam uma memória afetiva do ofício da costura.

    Há ainda uma série de objetos que contam a história do Método de Corte Centesimal, como os livros do método, cadernos de alunas, diplomas, fotografias, além de modelos de roupas em algodão cru confeccionadas a partir do Corte Centesimal por designs, alunas e instrutoras do método e que permitem um mergulho na moda do século XX.