Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Cartaz divulgação
    Cartaz divulgação
    Exposição “Sacralização Da Vida: Do Rosário Ao Jequitinhonha”

    No dia 12 de julho, o CAP recebe a exposição “Sacralização da Vida: do Rosário ao Jequitinhonha”, uma imersão na obra de Frei Chico (Francisco Van der Poel), frade holandês que dedicou sua vida à cultura e religiosidade do Vale do Jequitinhonha. 

    A abertura, às 14h, ganha um toque especial com a presença da artista e ceramista Lira Marques, uma grande colaboradora da pesquisa, e o Coral Trovadores do Vale, que carrega consigo uma rica história, fundado pelo saudoso Frei Chico na cidade de Araçuaí.

    A mostra reúne livros originais, como "Dicionário da Religiosidade Popular" e "São Francisco de Assis", além de objetos pessoais do frei, como seu hábito bordado, viola, rabeca e tambor.

    A exposição faz parte do programa AMA - Ano Mineiro das Artes da Cultura e Turismo MG e é uma celebração da fé, da cultura popular e da herança sagrada do Jequitinhonha. Em cartaz até o dia 28 de setembro, entrada gratuita. 

  • Exposição: Sairé
    Exposição: Sairé
    Exposição: Sairé

    O tradicional festival do Sairé, que é realizado sempre no mês de setembro, na vila de Alter do Chão, Oeste do Pará, é uma manifestação folclórico-religiosa que louva o Divino Espírito Santo incorporado por elementos da natureza e folclore indígena. 

    Buscar a valorização destes elementos e colocar em foco as particularidades, tendo seus personagens e agentes culturais em primeiro plano é o mapeamento da identidade da tradição cultural vibrante dessa celebração que tem uma imersão na cultura Borari atraindo, para Alter do Chão (PA), milhares de turistas todos os anos.

     Na parte profana, um dos momentos altos da festividade é a disputa entre os botos Tucuxi e Cor de Rosa, fazendo uma festa importante para a população, que valoriza a história, a tradição e a cultura, mostrando a riqueza da nossa Amazônia. E que movimenta a economia e gera empregos locais. Em uma região rica em atrativos, todos os anos, a festividade acontece na vila de Alter do Chão, em Santarém, e chama a atenção não só pelas danças, mas também pelas músicas, gastronomia e rituais religiosos. 

    Os símbolos da festividade tradicional compõem uma cartografia visual super interessante que será abordada dentro da exposição. Além dos símbolos, há personagens que fazem parte das celebrações, durante o festejo, um grupo musical é responsável pela execução das folias e entoadas.

  • Exposição: "Sanagê Pele e Osso"
    Exposição: "Sanagê Pele e Osso"
    Exposição: "Sanagê Pele e Osso"

    A mostra Sanagê Pele e Osso ocupa o Complexo Cultural Funarte MG entre os dias 14 de novembro e 10 de dezembro . De segunda a sexta, de 11h às 18h e nos sábados, de 13h às 18h, o artista, nascido no Rio de Janeiro e residente em Brasília, convida o público a uma imersão estética e sensorial na questão racial e suas consequências na sociedade contemporânea brasileira. Com curadoria de Carlos Silva, a mostra é resultado de mais de quatro anos de pesquisas de materiais e texturas e tem entrada franca.

    Inicialmente, a linguagem é direta, pois cada uma das telas e o objeto escultórico se referem a alguns dos países africanos de onde saíram e por onde passaram homens, mulheres e crianças capturados e vendidos como escravos para trabalhar em fazendas e minas no Brasil.  

    Sanagê pesquisa a espuma expandida, material muito utilizado na construção civil para assentar portais e batentes. Usado de forma bruta, cria volumes e texturas. Num primeiro momento, há o encantamento com a matéria e suas possibilidades. Este é um dado fundamental para a construção da sua obra, pois é sobre a espuma expandida que se projeta seu exercício de produção contemporânea em arte.

    Sanagê assemelhou o material à textura e cor de peles, ossos, fissuras e ligamentos. Foi a partir dessa experimentação que o artista se aproximou de um tema que lhe é muito próximo: A diáspora africana e suas consequências.

    O material se mostrou muito interessante para pensar estruturas invisíveis de um ponto de vista externo. Os mapas são regiões de circunscrições de uma experiência, a pensar a questão geográfica como uma condição imaginária, em direção a uma projeção fantasiosa. Nesse lugar da experimentação, se alcança a conjunção favorável de um trabalho com pé na pintura e um desdobramento imediato em relevo e escultura.

    As estruturas de espuma são rasgadas, serradas, quebradas e coladas entre elas e sobre a tela.