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  • Exposição virtual Figurações: imagética religiosa no Acervo Artístico da UFMG

    “Se é função universitária também inquirir a cultura na qual se inclui, excluir o âmbito religioso seria tão somente impossível”, afirma o texto que introduz a exposição virtual Figurações: imagética religiosa no Acervo Artístico da UFMG, que será inaugurada nesta terça, 24 de agosto, durante evento em comemoração ao Jubileu da Cúria Metropolitana de Belo Horizonte.

    Denominado Arte e devoção: o sagrado sob o olhar diverso da Universidade, a live será transmitida a partir das 15h, pelo canal no YouTube da Diretoria de Ação Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais (www.youtube.com/culturaufmg). A programação contará também com uma conferência, concerto do Ars Nova-Coral da UFMG e uma mesa-redonda que apresentará o percurso expositivo da mostra. Idealizada em formato virtual, Figurações reúne cerca de cem obras que abordam a temática religiosa, selecionadas a partir do rico patrimônio artístico da UFMG.

    “Aproveitamos a ocasião dos cem anos da Cúria Metropolitana para revolver nosso acervo e extrair dele uma experiência plural sobre o universo imagético do cristianismo”, afirma o diretor de Ação Cultural da UFMG (DAC), Fernando Mencarelli, referindo-se ao Acervo Artístico da UFMG, que reúne mais de 1.700 obras.

    Por meio do ambiente virtual da mostra, desenvolvido pelo doutorando da Escola de Belas Artes Pedro Veneroso, o visitante poderá apreciar um conjunto de pinturas, esculturas, gravuras e objetos produzidos em diferentes contextos e que atualmente se localizam na Reserva Técnica do Espaço Acervo Artístico da DAC, no Campus Cultural UFMG em Tiradentes e em outras unidades da universidade.

    As obras datam dos séculos XVI ao XX e foram organizadas numa narrativa expositiva, que propõe quatro eixos de interpretação: A devoção e o templo; O povo, o rito, a festa; Os modernos e o substrato religioso; A igreja e a montanha.

    Também será possível navegar por textos escritos por convidados especiais, que revelam aspectos do contexto simbólico e de produção dessas obras. Ao todo, mais de 30 pessoas participaram do trabalho investigativo e de montagem da exposição, incluindo uma série de vídeo-entrevistas que serão disponibilizadas nos próximos meses, um catálogo e intervenções audiovisuais que acontecerão em Tiradentes e na fachada digital do Espaço do Conhecimento UFMG.

    Todos esses conteúdos permitem entrever como o fenômeno da religião é constitutivo das mais diversas expressões da nossa sociedade

    . “O fenômeno religioso é múltiplo e inerente à aventura humana. De forma que a produção plástica ocidental, longamente endereçada a também figurar o substrato religioso cristão, oferece-nos um panorama complexo de tradições visuais e práticas culturais abrangentes”, comenta o curador Matheus Drumond, que é doutorando em História da Arte da PUC-Rio e professor substituto do Departamento de Teoria e Historia da Arte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

    De acordo com a professora da Escola de Belas Artes da UFMG e coordenadora da exposição, Verona Segantini, Figurações é um convite a compreender as criações artísticas em contextos mais amplos, de forma a fazer emergir uma série de práticas simbólicas e culturais que emprestam às imagens seu sentido mais fundamental.

    “Os objetos, ao figurarem modos de contato com o sagrado ou reminiscências de sua profunda penetração na cultura, convocam uma discussão aberta sobre sistemas de representação, práticas sociorreligiosas, expressões tradicionais e artísticas”, esclarece.

    PROGRAMAÇÃO 15h - Abertura 15h30 - Conferência Magna Um vínculo com o passado: pérolas da arte e devoção na Arquidiocese de Belo Horizonte - Adalgisa Arantes Campos 16h25 – Concerto do Ars Nova-Coral da UFMG 16h45 - Abertura da exposição Figurações: imagética religiosa no Acervo Artístico da UFMG e mesa-redonda

  • Exposição virtual - “Mau Olhado Bem Olhado II” - Casa Fiat de Cultura
    Exposição virtual - “Mau Olhado Bem Olhado II” - Casa Fiat de Cultura
    Exposição virtual - “Mau Olhado Bem Olhado II” - Casa Fiat de Cultura

    A partir deste mês, “Mau Olhado Bem Olhado II”, exposição que está na Piccola Galleria, poderá ser apreciada por meio de percursos temáticos virtuais apresentados pelo Programa Educativo.⠀ ⠀

    São cinco instalações em que performance e conceito se misturam para provocar reflexões. A afirmação e resistência do negro, com ressignificação do seu papel social e a relação entre duas pessoas, suas dificuldades e construções são apresentadas em vestígios do corpo, do olhar e da transformação.⠀ ⠀

    Às sextas-feiras, a partir do dia 11, você poderá acompanhar mediações sobre as obras em nossas redes sociais.⠀ ⠀

    Além disso, serão oferecidas visitas mediadas virtuais para escolas e grupos, que podem realizar o agendamento pelo e-mail agendamento@fcagroup.com.br

  • Exposição Virtual “Música e Cérebro: a combinação perfeita”
    Exposição Virtual “Música e Cérebro: a combinação perfeita”
    Exposição Virtual “Música e Cérebro: a combinação perfeita” - Aliança Francesa BH

    A música acompanha o homem desde os primórdios dos tempos. No entanto, apenas a partir dos anos 1990, com o advento das imagens cerebrais, que foi possível entender seus efeitos no cérebro. O público terá a oportunidade de saber mais sobre essa relação na exposição virtual “Música e Cérebro: a combinação perfeita”, realizada pela Aliança Francesa dentro da programação da Festa da Francofonia.

    A mostra estará disponível a partir do dia 26 de março através do site. A mostra foi concebida pelo Palais de la découverte (Palácio da Descoberta) e pela Cité des Sciences’ et de l’Industrie (Cidade das Ciências e da Indústria), um espaço Universcience, a partir das pesquisas realizadas por Alexandra Pihen e exibe textos e imagens.

    O aperfeiçoamento das técnicas de neuroimagem permitiu, nos últimos vinte anos, estudar os mecanismos da neuroplasticidade associados à aprendizagem da música. E os resultados não deixam margem para dúvidas: ouvir e tocar música influencia todas as funções cognitivas, e a estrutura do cérebro é permanentemente modificada.

    A exposição, por meio de imagens e textos, apresenta ao público exatamente esses efeitos e transformações. São abordados, por exemplo, como o cérebro se manifesta ao escutar músicas e como ocorre uma “sinfonia neural” e como a prática musical gera a estimulação mais completa no cérebro.

    A partir da pesquisa realizada foi possível também se aprofundar em assuntos como emoção musical, memória dedicada especialmente à música, como a genética influencia na habilidade com sons, como é o cérebro de pessoas que não têm o costume de ouvir músicas e até se os animais são capazes de ser influenciados pelos ritmos. Para concluir a exposição, é levantado o debate se a música é universal e sua capacidade de reparação cerebral, inclusive no caso de bebês prematuros.