Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição: "(i)móveis", do arquiteto e designer Porfírio Valladares

    Estreia dia 02 de fevereiro, no Parque do Palácio, a exposição "(i)móveis", do arquiteto e designer Porfírio Valladares, que explora a relação entre morar em prédios e os móveis gaveteiros.

    A ideia surgiu a partir do pensamento sobre “morar em gavetas”, e por meio desses objetos, Porfírio faz uma analogia das gavetas com as moradias urbanas e a vida nas grandes cidades. "Pensei em construir uma cidade com eles.

    Originalmente produzi 18 prédios/gaveteiros inventados por mim. Não são réplicas de prédios existentes, mas remetem à imagem de estilos de época que foram ou ainda são recorrentes na produção de moradias pelo mercado imobiliário.

    Pode-se ver o Art Déco, o Modernismo, o Neoclassicismo, o Brutalismo e por aí vai", completa ele.

    Os prédios anônimos, de arquitetura ordinária e comum foram a fonte de inspiração. Por isto, não é difícil identificar elementos de estilos de época na “arquitetura” de alguns dos (i)móveis. Eles espelham o que se vê nas ruas das cidades, desde que se começou a construir prédios até os dias de hoje.

    São prédios que também são móveis e ao mesmo tempo, arte. Para esta exposição no Parque do Palácio, serão 10 prédios/gaveteiros expostos e que estarão à venda.

    “A mostra é também uma homenagem ao meu amigo Zé Dias, marceneiro talentoso que me acompanha desde o início, há mais de 35 anos, e que construiu ao meu lado os (i)móveis durante 2 anos" conta Porfírio.

    Texturas e tons das estrias da madeira, o corte e o encaixe, os elementos vazados e os acabamentos perfeitos revelam a poética das obras utilitárias.

    Todos os (i)móveis apresentados são gaveteiros, caixas dentro de caixas, que podem ‘guardar’ coisas de maneira organizada ou não.

    As peças foram elaboradas com freijó maciço, lâminas aplicadas sobre painéis de compensado multilaminado, e lâminas de imbuia para fazer as vezes de vidro, todas encaixadas, coladas e envernizadas. "Meus (i)móveis não se inscrevem na instância da arte, na medida em que servem para guardar e organizar coisas.

  • Exposição: "Inconsciente Preciso"
    Exposição: "Inconsciente Preciso"
    Exposição: "Inconsciente Preciso"

    Belo Horizonte recebe a partir de 8 de março a primeira exposição individual do artista mineiro Joaquim Dimas Fidelis, conhecido como “Quim” (1958). Intitulada Inconsciente Preciso, sob a curadoria de Sarah Ruach, a mostra ocupa os interiores do Palácio das Mangabeiras, no Parque do Palácio, e apresenta ao público um conjunto inédito de pinturas que consolidam sua trajetória na arte naïf contemporânea.

    A exposição propõe um diálogo entre essa pintura intuitiva e o contexto arquitetônico que a abriga. Projetado por Oscar Niemeyer, o Palácio das Mangabeiras integra um dos mais emblemáticos conjuntos modernistas da cidade. Inserido na Serra do Curral, o edifício hoje se abre ao público como espaço cultural, integrando arte, patrimônio e paisagem.

    Inconsciente Preciso marca não apenas a primeira individual do artista, mas também a afirmação de uma produção que valoriza o gesto espontâneo, a imaginação e a experiência cotidiana como matéria estética.

    Arte Naïf

    A arte naïf é marcada, em geral, pela produção autodidata e pela liberdade de criação, valorizando a espontaneidade, as cores intensas e uma forma própria de organizar as cenas e os espaços. Mais do que uma estética simples, trata-se de uma linguagem que nasce da experiência e da sensibilidade do artista. Em Quim, essa característica aparece na maneira como ele constrói seu universo pictórico a partir do cotidiano, criando composições vibrantes e intuitivas, que revelam coerência e identidade próprias.

  • Exposição individual Amadeo Lorenzato "Imaginação criativa"
    Exposição individual Amadeo Lorenzato "Imaginação criativa"
    Exposição individual Amadeo Lorenzato "Imaginação criativa"

    Para dar início a programação 2025 da Fundação Clóvis Salgado com o tema Minas Gerais, apresenta a exposição individual Amadeo Lorenzato, que completa no mesmo ano 30 anos de sua morte. Conhecido como Lorenzato, foi um pintor modernista brasileiro. Suas pinturas em estilo primitivista retratam a paisagens e o dia-a-dia do subúrbio de Belo Horizonte. 

    É considerado uma das maiores personalidades das artes visuais de Minas Gerais. Tendo Minas Gerais como tema da programação, a Gerência de Artes Visuais apresenta em seu primeiro enunciado do ano ”Subir a Serra” (jargão muito utilizados pelos mineiros) a exposição individual de Amadeo Luciano Lorenzato, considerado um artista seminal de sua geração. O artista tinha fascinação pelo mundo natural e pelos símbolos da vida cotidiana. 

    Praticamente autodidata, Lorenzato criou um conjunto singular de pinturas baseadas em suas observações detalhadas do dia a dia de sua cidade natal, Belo Horizonte, retratando paisagens, naturezas-mortas e cenas do bairro. Embora já fosse reconhecido em vida, a atenção recente à sua obra levou a uma reavaliação merecida do artista, o que tornou possível destacar seu lugar no contexto mais amplo do modernismo brasileiro e da história da arte internacional.