Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição "Vozes Atlânticas"
    Exposição "Vozes Atlânticas"
    Exposição "Vozes Atlânticas"

    O Memorial Vale abre, no próximo sábado, dia 9 de novembro, às 15 horas, a exposição “Vozes Atlânticas” da pesquisadora Thaís Tanure, dentro do projeto Novos Pesquisadores do Memorial Vale. Nessa mostra ela revela o que descobriu em sua pesquisa acadêmica sobre a ação da inquisição portuguesa no Brasil no século XVIII, dando pena de degredo para cidadãos que praticavam atos considerados heresia ou feitiçaria. O destaque da pesquisa é dado para dois africanos escravizados e trazidos para o Brasil – Luzia Pinta e José Francisco – que, por preservarem práticas de sua cultura – benzeções, curas com ervas, entre outras tradições – foram degredados para regiões distantes do Brasil e de sua pátria original. A exposição mostra fotografias e objetos da época, contando os passos desses dois personagens nos lugares onde eles viveram e resistiram a toda a opressão portuguesa. Entrada gratuita, no horário de funcionamento do Memorial Vale. A exposição segue até o dia 2 de fevereiro de 2020. No dia 26 de novembro, terça-feira, às 12h30, também no Memorial Vale, Thaís Tanure falará com o público sobre sua pesquisa. O estudo de Thaís segue os passos de Luzia Pinta e José Francisco em Angola, Uidá, Rio de Janeiro, Sabará, Lisboa, Castro Marim e galés. Mesmo perseguidos pela Inquisição e passando por sucessivos processos de desenraizamento, essas pessoas resistiram e lutaram para viver segundo suas culturas, buscando espaços para decidir sobre seus destinos. Thaís explica que o degredo foi uma pena longeva em Portugal e seus espaços coloniais, e consistia em afastar o condenado de seu local de residência enviando-o para uma região distante ou colonial. “Iremos discutir em que bases filosóficas se assenta a pena de degredo e seus ecos na contemporaneidade”, explica Thaís.

  • Reprodução instagram
    Reprodução instagram
    Exposição: “Vozes do Fogo”

    Em cartaz a partir de 5 de agosto, a exposição “Vozes do Fogo”, da artista Ana Herter, que traz o fogo como elemento central e convida o público a refletir sobre os ciclos de destruição e reconstrução e sobre o que ainda pode ser preservado ou reinventado.

    Nas pinturas, a artista transforma imagens de incêndios, queimadas e tragédias ambientais, comuns no noticiário, em obras que carregam silêncios, memórias e emoções. 

    As paisagens criadas em cada tela convidam a um olhar atento e sensível, e propõem uma travessia simbólica entre paisagem e subjetividade, perdas e renascimentos.

    Imagens de incêndios, queimadas e tragédias ambientais, comuns no noticiário, ganham novos significados na exposição Vozes do Fogo. São 10 pinturas que criam paisagens densas e misteriosas, onde brumas, cinzas e fragmentos de histórias parecem flutuar no ar, convidando a um olhar atento e sensível. 

    A artista gaúcha Ana Herter transforma registros de destruição em obras que carregam silêncios, memórias e emoções. O fogo, elemento central da mostra, aparece como metáfora: ora como força criadora, ora como destruição inevitável. Suas telas exploram esse equilíbrio delicado entre o que se consome e o que permanece. 

    As pinturas propõem uma travessia simbólica entre paisagem e subjetividade, entre perdas e renascimentos. Cada obra convida o público a refletir sobre os ciclos de destruição e reconstrução e sobre o que ainda pode ser preservado ou reinventado. 

    Entrada gratuita. 

  • Exposição: “Walter Firmo: No verbo do silêncio a síntese do grito”
    Exposição: “Walter Firmo: No verbo do silêncio a síntese do grito”
    Exposição: “Walter Firmo, no verbo do silêncio a síntese do grito”

    A mostra reúne cerca de 200 obras, entre imagens, objetos e vídeos, produzidas desde o início da trajetória de Firmo – em 1950 – até 2021, que retratam e exaltam a população e a cultura negra de diversas regiões do país, em ritos, festas populares e religiosas, além de cenas cotidianas.

    As fotografias apresentadas destacam a poética do artista, associada à experimentação e à criação de imagens muitas vezes encenadas e dirigidas.

    Dividida em núcleos temáticos, a mostra traz retratos memoráveis de grandes nomes da música brasileira, como Cartola, Clementina de Jesus, Dona Yvone Lara e Pixinguinha, além de imagens de brasileiros e brasileiras anônimos (as), pescadores, vendedores ambulantes, mães de santo, brincantes, casais, noivas, crianças e até a própria família do artista.

    A exposição ocorre nas galerias do térreo, e a entrada é gratuita, com retirada de ingresso na bilheteria do CCBB ou no site do CCBB.