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  • Projeto Aulas Abertas: “Entre muitas vidas e histórias sobre Dança” - Professor Arnaldo Alvarenga
    Projeto Aulas Abertas: “Entre muitas vidas e histórias sobre Dança” - Professor Arnaldo Alvarenga
    Projeto Aulas Abertas: “Entre muitas vidas e histórias sobre Dança” - Professor Arnaldo Alvarenga

    O convidado do projeto Aulas Abertas desta semana, professor Arnaldo Alvarenga, apresenta uma aula intitulada de “Entre muitas vidas e histórias sobre Dança”, que tem relação direta com o tipo de pesquisa que desenvolve, voltada para as questões históricas, tanto no sentido educacional, quanto no sentido artístico, da produção artística da dança.

    Segundo o pesquisador, as histórias de vida, os perfis biográficos e os depoimentos orais começaram a fazer parte muito íntima de sua pesquisa acadêmica.

    Antes mesmo de estar na universidade, conversava com artistas de dança, informalmente, dando início a parte dessa memória que constitui o acervo que possui atualmente em sua residência e que pretende tornar público para consulta.

    É uma coleção imensa de informações que incluem elementos passíveis de se tornarem fontes para construção de uma historiografia da dança no Brasil, diz.

    Ele conta que nesse percurso integrou o Programa de História Oral do Centro de Estudos Mineiros, onde se dedicou a uma série de entrevistas para o projeto “A fala da dança”, com inúmeros depoimentos de histórias de vida.

    Em 2006 e 2008 recebeu o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, que tornou possível produzir um conjunto de materiais a partir dessas fontes, como sua dissertação de mestrado, sua tese de doutorado e de muitas outras pessoas que procuraram o seu acervo e encontraram fontes para as suas pesquisas.

    Tendo em vista um país tão vasto como o nosso, Alvarenga chama atenção para os “apagamentos” que determinadas circunstâncias políticas realizam. “É importante que a gente não se esqueça do que nos aconteceu, nos modificou, nos oprimiu ou libertou, é importante que a gente não deixe que isso se apague”.

    Ele diz que há muita restrição ao campo artístico nestes tempos que estamos vivendo e temos que estar sempre relembrando qual a função da arte, para que ela serve, a que viemos e o que fazemos.

    Ele reforça que é fundamental entender que as artes, de modo geral, e a dança, especificamente, seja um elemento essencial da educação brasileira e que lutemos sempre para a preservação, continuidade e expansão desse elemento.

    Para finalizar, o professor apresenta alguns materiais que constituem seu acervo, como o livro “Delsarte System of Expression”, de Genevieve Stebbins, que só existem três exemplares no Brasil, e outras obras de referências muito importantes que não encontramos facilmente.

    Assista ao vídeo abaixo e conheça parte dessa memória que constitui o acervo de Arnaldo Alvarenga

    Arnaldo Alvarenga é dançarino e coreógrafo formado pelo Trans-Forma Centro de Dança Contemporânea (BH). Formação em Leitura Corporal - Fisiognomonia pelo Núcleo de Terapia Corporal (BH); Graduado em Geologia (UFMG); Mestre e Doutor em Educação pela FAE – UFMG. Docente da Graduação de Teatro, Dança e do Programa de Pós-Graduação em Artes – PPGArtes da EBA-UFMG. É membro da CoreoHistória - Rede de Pesquisadores de Dança.

    O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de crise.

    A cada semana será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e Site da Instituição.

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  • Projeto Aulas Abertas: "Homem com o coração arrancado do peito" - Marcelo Gabriel
    Projeto Aulas Abertas: "Homem com o coração arrancado do peito" - Marcelo Gabriel
    Projeto Aulas Abertas: "Homem com o coração arrancado do peito" - Marcelo Gabriel

    O convidado do projeto Aulas Abertas desta semana, o performer mineiro Marcelo Gabriel, apresenta uma livre adaptação para vídeo de seus trabalhos, intitulada de “Homem com o coração arrancado do peito”.

    Incentivador da experimentação no universo das artes, o bailarino busca por representações que fogem dos padrões considerados convencionais.

    Segundo Marcelo, patologizar a arte e os artistas transformando-os em párias sociais, loucos e exploradores do dinheiro público são mecanismos de poder que estão sendo levados para tentar calar vozes importantes do pensamento crítico do país.

    Ele diz que vivemos nesta onda ultraconservadora, reflexo do medo e ilusória forma de proteção baseada numa lógica capitalista.

    Para ele, a arte desenvolve a humanidade, a evolução espiritual do homem e não é uma mercadoria.

    A arte é uma potência de lucidez em contraponto a loucura capitalista do mercado.

    “Não tenho medo de ser diferente, tenho medo de ser igual, da manada”, diz o dançarino. Alguns temas são recorrentes em seu trabalho, como questões atuais que vêm sendo tratadas ao longo de muitas décadas.

    “Se estamos conversando sobre tudo isso é graças a todos que já começaram essa luta lá atrás, contra a homofobia, machismo, misoginia, racismo, etnocídio”.

    Marcelo diz que precisamos expandir a nossa capacidade de aceitar e aprender com as diferenças, pois o mundo seria um lugar estéril sem elas, já que trazem muita riqueza e profundidade as nossas vidas.

    Assista ao vídeo abaixo e conheça um pouco sobre o trabalho deste artista que é capaz de provocar reflexões sobre as adversidades sociais contemporâneas.

    Marcelo Gabriel é fundador, criador, diretor, ator e dançarino da Companhia de Dança Burra.

    O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de crise.

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  • Projeto Aulas Abertas: “Leitura bidimensional sobre o Hospital Colônia de Barbacena”
    Projeto Aulas Abertas: “Leitura bidimensional sobre o Hospital Colônia de Barbacena”
    Projeto Aulas Abertas: “Leitura bidimensional sobre o Hospital Colônia de Barbacena”

    O convidado do projeto Aulas Abertas de dezembro é o desenhista, gravador e professor Clébio Maduro, que nos apresenta uma “Leitura bidimensional sobre o Hospital Colônia de Barbacena” através de suas gravuras, encerrando o ano de 2021 com uma reflexão sobre o hospital psiquiátrico que estigmatizou o município mineiro como ‘Cidade dos Loucos’.

    A partir de um documentário que assistiu sobre a referida cidade e a colônia, o artista se viu instigado a conhecer pessoalmente o primeiro manicômio de Minas Gerais e ficou sensibilizado com o que presenciou no local.

    Para se libertar do que testemunhou, Clébio desenvolveu uma série impactante de gravuras que imprimem as dores vivenciadas nesse lugar, principalmente pelas mulheres, traduzidas em “Holocausto Feminino”, que lhe rendeu um poema de Amílcar de Castro, em 1989.

    As gravuras “Banho de Sol”, “Centro S.P.” e “Jogo da Velha” também lhe concederam o primeiro prêmio na Bienal Internacional de Gravura de Santos, em 2011. Segundo Fernanda Medina, médica psiquiatra e doutora em história da arte, “o artista, que se viu assombrado pelas imagens produzidas no Hospital Colônia de Barbacena, precisou, durante três décadas, lidar com esse assombro, utilizando os meios que possui: a arte”.

    E completa, “Clébio não poupa o espectador da angústia, da solidão, do desespero vivenciado naqueles pavilhões. Ele não usa eufemismos. Ao contrário, suas imagens são uma espécie de denúncia. Por traz da sutileza de suas linhas e do rigor da sua composição, marcas da sua obra, o que enxergamos são os olhos e a alma da loucura”.

    Clébio Maduro é desenhista, gravador e ex-professor de gravura da Escola de Belas Artes da UFMG (1978-2014). De 1972 a 2020 participou de 120 exposições coletivas e 16 individuais, incluindo 59 participações em vários salões nacionais, alcançando 12 premiações. Tem ministrado vários cursos de gravura e desenho nas principais cidades históricas de Minas Gerais, tendo como destaque em sua trajetória o 1º prêmio na Bienal de Gravura da cidade de Santos/SP e uma individual de 106 trabalhos intitulados “Obra Gráfica”, na Reitoria da UFMG.

    O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de que estamos vivendo.

    A cada mês será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição.

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