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  • Projeto Aulas Abertas: “Mimulus, dança e criatividade” - Jomar Mesquita
    Projeto Aulas Abertas: “Mimulus, dança e criatividade” - Jomar Mesquita
    Projeto Aulas Abertas: “Mimulus, dança e criatividade” - Jomar Mesquita

    O convidado do projeto Aulas Abertas desta semana, professor Jomar Mesquita, apresenta uma aula intitulada de “Mimulus, dança e criatividade”, encerrando o ciclo de vídeos referentes à dança e performances.

    Jomar nos conta um pouco da história da Mimulus Escola de Dança, fundada em 1990, por seus pais, com o intuito de ter um espaço de lazer para que eles e seus amigos pudessem dançar e desfrutar dos benefícios da dança de salão.

    Foi a primeira escola em Minas Gerais e traz o nome da planta “Mimulus”, conhecida como planta da coragem, muito utilizada por pessoas inibidas e tímidas que desejam se tornar mais sociáveis, sorridentes, abertas e corajosas.

    Ele acredita que a dança faz o mesmo com as pessoas e é essa a missão da companhia e da escola.

    Movido por uma grande vontade de experimentar e criar coreografias, Jomar buscou “entortar” as tradições sem perder a sua essência, entortando os gestos, o corpo, as linhas dos movimentos dos braços, da coluna e também a forma de criar e pensar a composição da dança.

    “Eu costumo pensar que é como se eu tivesse várias pecinhas de um grande quebra-cabeça.

    Quanto mais pecinhas diferentes a gente tiver, maiores as chances de juntar essas pecinhas de formas diferentes, de formas não convencionais, de formas que possam surpreender as pessoas que vão assistir as nossas coreografias e os nossos espetáculos”.

    O professor diz que é fundamental buscar informações das mais diversas áreas do conhecimento, pois são através delas as chances de ter insights inovadores e diferentes para reinventar algo que muita gente já inventou lá atrás.

    Segundo ele, quando criamos algo, independente de ser em dança, trazemos toda a nossa bagagem, nossa história, nosso conhecimento e experiências de vida.

    “Os criadores são sempre inquietos e pessoas muito observadoras, pois têm a chance de aproveitar alguma ideia que passa pela sua frente”, diz. Assista ao vídeo abaixo e conheça um pouco da trajetória da família Mimulus pelo universo da dança.

    Jomar Mesquita é professor, coreógrafo, bailarino, diretor da Mimulus Escola de Dança e da Associação Cultural Mimulus, onde desenvolveu uma linguagem própria e inovadora com as danças a dois.

    Com inúmeras premiações, apresentou seus trabalhos em todos os estados brasileiros e no exterior, como EUA, Canadá, França, Holanda, Espanha, Inglaterra, Bélgica, Finlândia, Portugal, Itália, Argentina, Venezuela e Chile.

    O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de crise.

    A cada semana será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e Site da Instituição.

    Confira os vídeos anteriores em nossas Redes Sociais!

  • Projeto Aulas Abertas: “O Tambor Bantu em Minas Gerais” com Maurício Tizumba
    Projeto Aulas Abertas: “O Tambor Bantu em Minas Gerais” com Maurício Tizumba
    Projeto Aulas Abertas: “O Tambor Bantu em Minas Gerais” com Maurício Tizumba

    O convidado do projeto Aulas Abertas de novembro, mês marcado pela consciência negra, é o ator, compositor, cantor, multi-instrumentista e congadeiro Maurício Tizumba, que nos apresenta uma aula sobre “O Tambor Bantu em Minas Gerais”.
     
    O artista introduz sua aula explicando que os devotos das religiões de matriz africana nunca iniciam um trabalho sem antes cantar para Exú e oferece um canto para o orixá das comunicações, aquele que abre os caminhos e ilumina a caminhada. Na sequência, ele emenda Tupinambá, canto de Dea Trancoso, pedindo licença aos povos originários, àqueles que já estavam aqui quando todos chegaram, mencionando vários povos indígenas, como os Aranã, Kaxixó, Pankararu, Krenak, Maxakalí, Pataxó Hãhãhãe e Puri.
     
    Tizumba toca o couro de um atabaque com as mãos e apresenta quatro ritmos básicos do Candomblé Angola e da Umbanda, como o Barravento, o Ijexá o Cabula e o Congo de Ouro. Dando prosseguimento, já com um tambor de congado, ele traz ainda quatro ritmos presentes nas festas de Congado e Reinado, como o Serra Abaixo, o Serra Acima, o Congo Dobrado e o Marcha Grave. O tambor de congado – o Nogma – e o atabaque são instrumentos ancestrais sagrados e fundamentais nas religiões de matriz africana. O som proveniente desses tambores conduz a dança dos rituais e, principalmente, estabelece uma comunicação entre os homens e as divindades durante as cerimônias.
     
    Para finalizar, o artista oferece um canto para os Pretos-Velhos, àqueles que atravessaram o Atlântico e chegaram aqui construindo o seu reinado. “Tem uns Preto-Velhos que chegaram nessa nossa terra, sobreviveram e estão aqui até hoje. Viva os nossos ancestrais! Eles que fazem a gente continuar caminhando nessa terra”, diz Tizumba.

    Maurício Tizumba iniciou sua carreira artística na década de 60 e se destaca por fazer um percurso de grande relevância para a cultura afro-brasileira. Em toda a sua história musical o artista traz consigo a forte influência do congado mineiro, manifestação cultural e religiosa que resiste há mais de três séculos enquanto importante símbolo de expressão da cultura negra em Minas Gerais.
     
    O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de que estamos vivendo.
     
    A cada mês será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição.
     
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  • Pássaro
    Pássaro
    Projeto: Avistavis

    Uma vez por mês acontece em BH o Avistavis, expedição de observação de aves nos parques da cidade. É uma parceria entre a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica e a ONG Ecoavis. Durante a atividade, os participantes podem conhecer diversas espécies de aves que habitam a cidade e acompanhar um bate-papo com técnicos da ONG sobre hábitos, curiosidades e importância da preservação da avifauna.

    A atividade acontece sempre aos sábados, é gratuita e aberta a todos os interessados, mas é necessário se inscrever previamente por meio de formulário online. As inscrições abrem 8 dias antes da visita e fecham na sexta-feira anterior, às 12h, ou quando acabarem as vagas. São disponibilizadas 30 vagas. A concentração dos participantes é marcada para 6h30, quando são repassadas as orientações iniciais. A saída para a observação é programada para às 7h.

    Para aproveitar melhor a atividade, recomenda-se o uso de roupas em cores neutras, calçados fechados, protetor solar, repelente e boné. Para não espantar as aves, é importante manter o tom de voz baixo durante a caminhada. Os participantes também podem levar máquinas fotográficas ou binóculos para uma observação mais detalhada.