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  • Projeto Aulas Abertas: “Adeus, Lênin! – informação e ficção em tempos difíceis” - Centro Cultural UFMG
    Projeto Aulas Abertas: “Adeus, Lênin! – informação e ficção em tempos difíceis” - Centro Cultural UFMG
    Projeto Aulas Abertas: “Adeus, Lênin! – informação e ficção em tempos difíceis” - Centro Cultural UFMG

    Em mês marcado pela reunificação da Alemanha, o convidado do projeto Aulas Abertas de outubro, professor Georg Otte, apresenta uma aula intitulada de “Adeus, Lênin! – informação e ficção em tempos difíceis”.

    Partindo do filme “Adeus, Lênin!” (2003), do diretor Wolfgang Becker, sobre a derrubada do Muro de Berlim em 1989, Otte apresenta a importância da “abordagem cultural” de um assunto que foi objeto do noticiário mundial.

    O filme serve de exemplo para mostrar que, de modo geral, tanto a obra cinematográfica quanto a literária (e ainda outras artes), não se limitam a apresentar os fatos, mas, a partir de uma perspectiva individual, o impacto desses fatos nas pessoas.

    Despertando a empatia do espectador ou do leitor, a ficção, normalmente classificada como “mentirosa” por ser “fictícia”, revela verdades que o noticiário não transmite. Georg Otte é Vice-Diretor e Professor Titular da Faculdade de Letras da UFMG nas áreas Língua e Literatura Alemã e Teoria da Literatura.

    É membro do Grupo de Pesquisa Mito e Modernidade (MiMo).

    O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de que estamos vivendo.

    A cada mês será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição.

    Confira os vídeos anteriores em nossas Redes Sociais!

  • Projeto Aulas Abertas: “Arte Procedural”- Marília Bergamo
    Projeto Aulas Abertas: “Arte Procedural”- Marília Bergamo
    Projeto Aulas Abertas: “Arte Procedural”- Marília Bergamo

    O projeto Aulas Abertas inicia uma nova fase em que os vídeos terão uma periodicidade mensal, abrindo espaço a outros conteúdos que foram surgindo ao longo desse tempo de trabalho no ambiente virtual, onde foi elaborada uma intensa programação online.

    Para não esgotar as temáticas das aulas, agora os artistas, pesquisadores e professores são convidados a trazer assuntos de seus interesses e habilidades, dando continuidade a contribuição para a construção do conhecimento reflexivo e crítico do público.

    Para inaugurar essa nova fase a professora Marília Bergamo nos apresenta uma aula sobre “Arte Procedural”.

    Marília diz que Brasília foi construída a partir de lógicas e essas lógicas formam um modo de ver o mundo, pois nelas encontramos padrões que estão na natureza, na arte e na arquitetura.

    Através de uma brincadeira a professora demonstra a potência que o computador é capaz de trazer, principalmente para a geração desses padrões, além de abordar outras questões da arte computacional.

    Bergamo explica o que é a arte do algoritmo, também chamada de arte de código ou arte procedural.

    Ela diz que um algoritmo é como uma receita, um método passo a passo para resolver um problema e é um dos blocos de construções fundamentais da Ciência da Computação.

    Os computadores podem processar algoritmos em velocidades e escalas maiores que o cérebro humano, permitindo que os artistas criem imagens como a arte fractal, geradora de geometrias recursivas e que podem ser imersivas ou responderem ao som e ao movimento.

    Ela descreve que foi no início da década de 1960 que os pesquisadores formaram os primeiros trabalhos em arte generativa e computacional, que é um processo de geração de novas ideias, formas, cores ou padrões por meio desses algoritmos.

    Primeiro se criam as regras, que fornecem limites para o processo de criação, então o computador segue essas regras para produzir novos trabalhos em seu nome, em contraste com os artistas de outras formas de arte, que podem passar dias, ou até meses, explorando uma ideia.

    Os artistas do código generativo usam os computadores para gerar várias ideias em meio segundo e aproveitam o poder do processamento moderno para inventar uma estética instruindo programas a serem executados dentro de um conjunto de restrições lógicas, guiando o processo até o resultado desejado.

    Para finalizar sua aula, Marília afirma que a computação é também arte e não uma ferramenta na mão de um artista, ela é uma lógica de abstração que, uma vez sintetizada, passa então a fazer parte do mundo, conclui.

    Assista ao vídeo abaixo e compreenda um pouco mais sobre os mecanismos procedurais de criação.

    Marília Bergamo é professora titular da UFMG na área de pesquisa de poéticas tecnológicas.

    Leciona na graduação nas áreas de Design e Artes Digitais.

    Desenvolveu obras de arte que exploram a relação entre arte computacional interativa, design de interação e a criação de interfaces multimodais.

    Desde 2012 seu foco tem sido em sistemas artificiais evolucionários.

    O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de que estamos vivendo.

    A cada mês será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição.

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  • Projeto Aulas Abertas: “Caderno e Desenho” - Centro Cultural UFMG
    Projeto Aulas Abertas: “Caderno e Desenho” - Centro Cultural UFMG
    Projeto Aulas Abertas: “Caderno e Desenho” - Centro Cultural UFMG

    O projeto Aulas Abertas de março tem como convidado Eugênio Paccelli Horta, professor da Escola de Belas Artes da UFMG, que apresenta uma aula sobre “Caderno e Desenho”.

    Um caderno de desenhos se diversifica muito de um artista a outro e, segundo Eugênio, o que sempre coincide é a oportunidade que ele oferece para conhecer de forma mais íntima o seu autor, uma vez que costuma refletir um aspecto mais puro e espontâneo do fazer artístico.

    Os desenhos podem ser simples, elaborados, trazer anotações e revelar unicamente imagens em cores ou preto e branco.

    Para Paccelli, um caderno de desenhos proporciona resultados tão diferentes quanto seus donos e alega que “é, também, uma espécie de narrativa, uma história aberta contada através de imagens diversas”.

    “Essas imagens podem ser tanto repetitivas quanto trazer em uma única página informações variadas sobre impressões, viagens e sensações, onde se encontra implícita a ação de estabelecer misturas, cruzamentos e combinações entre elementos de origem e natureza distintas”, diz.