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  • Projeto Aulas Abertas #05/2021 - "A Construção do Movimento Desenhado na Animação" Antonio Fialho
    Projeto Aulas Abertas #05/2021 - "A Construção do Movimento Desenhado na Animação" Antonio Fialho
    Projeto Aulas Abertas #05/2021 - "A Construção do Movimento Desenhado na Animação" Antonio Fialho

    Os próximos vídeos do projeto Aulas Abertas trazem falas de especialistas sobre “Conversas de Cinema”, mais especificamente o Cinema de Animação.

    Os convidados deste ciclo apresentam um percurso por esse gênero cinematográfico, que parte das suas bases técnicas, passando por possibilidades narrativas, chegando às expansões da arte para projeções mapeadas e interseções com as artes computacionais.

    O professor Antonio Fialho inaugura o assunto e fala sobre a “A Construção do Movimento Desenhado na Animação”, abordando como se estabeleceu e ainda se estabelecem as relações da animação com o desenho à mão e com o próprio cinema enquanto aparelho reprodutor de imagens em movimento.

    Direto do seu estúdio ele realiza diferentes ações utilizando um mesmo personagem e suas mudanças de expressão facial, em uma demonstração prática apresentando três técnicas distintas de produção de movimento através da imagem e a evolução da animação ao longo desses anos.

    No vídeo, Antonio exibe seus dispositivos de trabalho na construção do movimento animado, desde a mesa de desenho tradicional e o bloco de desenhos com sequências de imagens fixas, até chegar a uma mesa de desenho digital.

    Com essa experiência, o professor traz uma reflexão se o movimento desenhado se mantém de maneira similar nessas três instâncias díspares.

    Antonio Fialho é Professor Adjunto do curso de graduação em Cinema de Animação e Artes Digitais da UFMG, com experiência em animação no mercado internacional de longas-metragens.

    O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de crise.

    A cada semana será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição.

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  • Projeto Aulas Abertas #06/2021 - "Crônicas Animadas" Maurício Gino
    Projeto Aulas Abertas #06/2021 - "Crônicas Animadas" Maurício Gino
    Projeto Aulas Abertas #06/2021 - "Crônicas Animadas" Maurício Gino

    O convidado do projeto Aulas Abertas desta semana, professor Maurício Gino, fala sobre filmes de animação em curta-metragem em uma aula intitulada de “Crônicas Animadas”.

    Segundo Maurício, geralmente a animação é, de forma equivocada, associada a conteúdos infantis, exclusivamente, além de ser apresentada em filmes de longa duração ou em séries animadas.

    Porém, existe uma produção bastante numerosa e vigorosa de filmes em curta duração, que normalmente fica mais restrita ao circuito de festivais, e é sobre essa produção que ele traz para a aula.

    De acordo com o professor, deve-se considerar que o cinema de animação nasceu no formato curto, no entanto, naquele momento, não se pode dizer que havia uma preocupação em se contar uma história, ele existia mais como uma espécie de espetáculo, em que seus criadores exibiam suas habilidades técnicas na construção da imagem animada. Para ilustrar sua fala, ele exibe trechos de “Gertie, o dinossauro” (1914), de Winsor McCay.

    Com o decorrer do tempo a animação ganha novas possibilidades e passa a ser um instrumento de narrar histórias do nosso cotidiano e das mazelas do mundo em que vivemos, como é o caso do filme “Os vizinhos” (1952), de Norman McLaren. Maurício diz que as metáforas se mostraram importantes instrumentos a serviço da narrativa em filmes de animação, como no filme “Meow!” (1981), de Marcos Magalhães.

    Na mesma linha, ele cita os filmes “O reino azul” (1989), do brasileiro Otto Guerra e o curta “E” (1981), de Bretislav Pojar. Esses três últimos refletem, de alguma maneira, um momento histórico e um meio de expressão em períodos de grande vigilância e repressão social.

    Ao mesmo tempo, os curtas animados e as metáforas também podem abordar temas mais leves e questões existenciais próprias dos seres humanos, como nos filmes da Pixar “Luxo Jr.” (1986), dirigido por John Lasseter e “Geri’s game” (1997), de Jan Pinkava. Maurício cita ainda os filmes “Lúmen” (2007), de Wilian Salvador, ex-aluno da Escola de Belas Artes da UFMG e “Pai e filha” (2000), de Michaël Dudok de Wit.

    Para finalizar sua fala, Maurício Gino apresenta um filme bastante atual, que reflete com grande sensibilidade o momento difícil que estamos vivendo e os valores que devem aflorar a partir destes tempos. Trata-se do filme colombiano “El Desayuno” (2020), dirigido por Cristian Arcos e realizado durante o confinamento da pandemia.

    Maurício Gino é professor do curso de Cinema de Animação e Artes Digitais da UFMG e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Artes. Atualmente coordena o Núcleo de Audiovisual do Espaço do Conhecimento UFMG.

    O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de crise.

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  • Projeto Aulas Abertas #07/2021 - “Possibilidades da Animação em Telas Hemisféricas”
    Projeto Aulas Abertas #07/2021 - “Possibilidades da Animação em Telas Hemisféricas”
    Projeto Aulas Abertas #07/2021 - “Possibilidades da Animação em Telas Hemisféricas”

    O convidado do projeto Aulas Abertas desta semana, professor Vitor Amaro, fala sobre “Possibilidades da Animação em Telas Hemisféricas”, tema da sua pesquisa de doutorado.

    Vitor explica que telas hemisféricas são telas em formato de cúpula ou domos, como essas que encontramos em planetários.

    Para ele, a animação quando pensada para esse tipo de tela, além de todas as possibilidades técnicas, artísticas, expressivas, simbólicas e metafóricas, vai agregar ainda outras formas de pensar, de produzir e de experimentar o audiovisual.

    Ele conta que foi especialmente a partir dos anos 90 que tivemos um desenvolvimento do sistema de projeção para essas telas, dentro de um movimento em que os planetários passaram a incorporar, cada vez mais, sistemas de projeção audiovisual, trazendo uma expansão para além da tradicional projeção simulada de um céu noturno.

    Houve, nesse contexto, um esforço de padronização que foi conduzido, principalmente, pela indústria fornecedora de equipamentos de projeção para planetários, que levou ao surgimento de um padrão de vídeo digital específico para telas hemisféricas, chamado fulldome.

    Esse padrão é caracterizado por uma imagem circular de 360 x 180 graus, que preenche toda a cúpula na hora da projeção, bem como o campo de visão do expectador, intensificando sua imersão e aproximação da imagem, além de sugerir que ele se encontre inserido naquele ambiente que está sendo representado.

    Segundo Vitor, a animação sempre se destacou como um caminho para viabilizar essas produções.

    Nesse sentido, dentre todas as possibilidades técnicas, notamos um predomínio da animação 3D digital, que ajuda a reforçar o aspecto ilusionista da representação.

    Ele cita duas formas de pensar e produzir animação para tela hemisférica: o uso em documentários científicos, que é mais abrangente e dominante, presente nos filmes comerciais que compõem, em geral, a programação regular dos planetários digitais; e o uso mais experimental, presente em produções menores e independentes, como os filmes estudantis que circulam em festivais e eventos específicos para fulldome.

    Para finalizar, o professor compartilha algumas das experiências de produção do Espaço do Conhecimento UFMG que ele pôde participar ao longo dos últimos anos.

    Vitor Amaro é professor de Animação e Cinema no curso de Artes Visuais da Escola de Design da UEMG. Doutorando em Artes no Programa de Pós-Graduação em Artes da EBA-UFMG. Integrou a equipe do Núcleo de Audiovisual do Espaço do Conhecimento UFMG entre 2012 e 2019.

    O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de crise.

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