Noturno Museus - 2022 - Museus

Content Builder
  • Projeto Aulas Abertas #15/2021 - “Percussão: brincando com sons e provocando a escuta" Fernando Rocha
    Projeto Aulas Abertas #15/2021 - “Percussão: brincando com sons e provocando a escuta" Fernando Rocha
    Projeto Aulas Abertas #15/2021 - “Percussão: brincando com sons e provocando a escuta" Fernando Rocha

    O convidado do projeto Aulas Abertas desta semana, professor Fernando Rocha, fala sobre um assunto que muito o interessa enquanto músico, que é a beleza e o fascínio do som.

    Cercado por vários objetos que fazem parte da sua atuação enquanto percussionista, ele aborda sobre a diversidade e riqueza desses sons e ressalta a criatividade do ser humano em transformar objetos em instrumentos musicais e, sobretudo, estimular uma escuta crítica e ampla dos sons que existem ao nosso redor, aguçando o nosso sentido da audição, a nossa própria percepção do mundo e a nossa criatividade.

    Mais que um instrumento, a percussão é uma grande família de instrumentos, normalmente definidos a partir de uma batida, um som percutido, como o triângulo e o tamborim, explica Fernando, mas nem sempre é tão fácil definir a percussão a partir da batida e cita os apitos que são usados nas Escolas de Samba como exemplo.

    Ao longo do vídeo, ele provoca a nossa curiosidade auditiva passando por instrumentos mais tradicionais da percussão, até outros bastante inusitados, usando como referência o seu interesse pessoal nesse campo, que é muito guiado pela ideia de experimentação sonora em busca de novas possibilidades.

    Para Fernando, ouvir os sons ao nosso redor é também provocar e brincar com a nossa percepção do mundo, aguçando o nosso sentido nato da audição.

    Aprendemos a ouvir as coisas de outra maneira e isso estimula a nossa criatividade, nos tornando mais abertos ao universo que está ao nosso redor.

    Assim, abrir nossos ouvidos e ampliar nossa escuta é também expandir nossos horizontes e ao mesmo tempo nos colocar mais próximos desse mundo que vivemos.

    Essa escuta ampliada é essencial para o percurssionista, diz Rocha, que acredita que deveria ser para qualquer músico e, mais do que isso, deveria ser expandido para qualquer pessoa.

    Para finalizar, o professor nos convida a exercitar a audição e a ouvir, sem preconceitos, a música do mundo que está a nossa volta.

    Ele apresenta um trecho de uma performance que exemplifica um pouco sua atitude e maneira de encarar o oficio de percurssionista, que para ele é uma verdadeira brincadeira de descobrir e explorar novos sons e possibilidades musicais.

    Fernando Rocha é Professor da Escola de Música da UFMG.

    Possui Doutorado pela McGill University (Canadá) e Pós-Doutorado pela Universidade da Virgínia (EUA), com trabalhos voltados à performance de obras com eletrônica. Fundou o Grupo de Percussão da UFMG e o grupo Sonante 21. Atua como performer na música contemporânea de concerto, bem como na música popular.

    É diretor do Conservatório UFMG. O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de crise.

    A cada semana será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e Site da Instituição.

    Confira os vídeos anteriores em nossas Redes Sociais!

  • Projeto Aulas Abertas #15 - "Luiz Nazario, professor da Escola de Belas Artes da UFMG, fala sobre a economia do cinema "

    O convidado do projeto Aulas Abertas desta semana, o professor Luiz Nazario, fala sobre a economia do cinema e se inspira na enciclopédia de Roger Manvell para abordar o assunto. Em sua fala, ele cita os cineastas Luchino Visconti, Alfred Hitchcock, François Truffaut e Charles Chaplin.

    Para Nazario, a economia do cinema é bastante complexa, pois cineastas que são considerados grandes atualmente, na época eram até perseguidos e desprezados. Cineastas que produziram obras primas não tiveram reconhecimento em seu tempo.

    Luiz Nazario é Professor Titular da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, historiador de arte, crítico de cultura e escritor. Colabora atualmente para o caderno Aliás, do Estadão. Escreveu e dirigiu o primeiro longa-metragem em animação de Minas Gerais, a Trilogia do Caos (2001-2016), produzida com dois Prêmios de Incentivo à Produção, da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte, e da Associação Curta Minas/CEMIG, e animada por jovens artistas da Escola de Belas Artes a partir da pesquisa Animação Expressionista, financiada pelo CNPq. Autor de diversos livros, dentre os quais Da natureza dos monstros (1988), As sombras móveis (1999), Todos os corpos de Pasolini (2007) e O cinema errante (2013).

    O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais nesse momento de crise.

    A cada semana será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, YouTube e Site da Instituição.

    Confira os vídeos anteriores em nossas Redes Sociais!

  • Projeto Aulas Abertas #16/2021 - “Viola caipira, as tradições, causos e crenças"
    Projeto Aulas Abertas #16/2021 - “Viola caipira, as tradições, causos e crenças"
    Projeto Aulas Abertas #16/2021 - “Viola caipira, as tradições, causos e crenças"

    O convidado do projeto Aulas Abertas desta semana, Chico Lobo, fala um pouco sobre a viola caipira, as tradições, causos e crenças desse instrumento que é reconhecido como patrimônio imaterial da cultura de Minas Gerais.

    Segundo Chico Lobo, a viola caipira é mais que um instrumento musical, pois carrega uma cultura muito forte inserida em seu bojo e em suas cordas.

    Ela chega ao Brasil na época da colonização e descende das violas portuguesas, muito populares em Portugal. Usada de forma religiosa na catequização dos índios, o instrumento cativou os nativos com sua sonoridade e harmonia que, até então, só conheciam as flautas e os chocalhos construídos em bambu.

    Através dos autos religiosos, dos festejos de Natal e de Santa Cruz, surgiu o primeiro ritmo nascido nas terras recém-descobertas, o Cururu, um dos mais executados na viola caipira.

    O violeiro nos conta que em seguida surge a Catira ou Cateretê, que também utiliza a dança dos índios, uma espécie de sapateado com bate-pé ao som de palmas e violas, que atualmente é muito realizada nas festas de boiadeiro.

    Dessa forma, o homem foi desbravando as terras recém-descobertas, bem como a viola, para contar histórias e matar a saudade da terra distante. Dando um salto no tempo, Chico nos conta que o caboclo brasileiro passa a reinventar esse instrumento utilizando madeira da região e tripas de animais, dando surgimento a nossa viola.

    Na década de 20 e 30 essa cultura vai para a cidade grande e aparece nos primeiros programas de rádio e discos.

    Um grande nome como Cornélio Pires lança as músicas feitas na roça, chamadas de música caipira e a partir daí ocorre o apogeu das duplas caipiras.

    Porém, posteriormente, essa música passa a se modernizar e a viola caipira vai perdendo espaço, mas a partir da década de 80 e 90 artistas recuperam a cultura raiz da viola, que chega com muita força em pleno século 21.

    Mas o objetivo principal de Chico Lobo é falar sobre os causos das tradições e das crenças, pois como a viola chega ao Brasil com essa função religiosa, ela se torna um instrumento primordial nas comunidades rurais interioranas e no cumprimento das promessas, na tradição da Folia de Reis, nas Catiras, na Dança de São Gonçalo, na Dança de Santa Cruz e nas festas de devoção, em que o violeiro se torna uma figura muito importante na comunidade.

    Para saber sobre essas tradições, causos e crenças da viola, assista ao vídeo abaixo.

    Chico Lobo nasceu em São João del Rei, Minas Gerais. É considerado violeiro de estirpe, mestre das notas choradas e compositor de obras que quebram qualquer preconceito musical.

    Já se apresentou em palcos do Brasil e do exterior, como Itália, Chile, Canadá, Colômbia, China e Portugal. Lançou 26 CDs, dois DVDs e um livro, resultado de sua fértil carreira. Seu primeiro CD, No Braço Dessa Viola, foi finalista do Prêmio Sharp 97. O DVD Viola Popular Brasileira é pioneiro no gênero.

    Apresentou o programa Viola Brasil, na TV Horizonte, entre 2003 e 2020. Recebeu por três vezes o Prêmio Profissionais da Música como Melhor Artista Raiz Regional Brasileira (2015, 2016 e 2017).

    O projeto Aulas Abertas foi elaborado para oferecer um espaço de compartilhamento de ideias, conceitos e experiências, buscando a construção do conhecimento reflexivo e crítico pelo público, que terá acesso à fala de professores, pesquisadores e artistas convidados, não sendo assim aulas propriamente ditas, mas discussões contextualizadas pelo olhar científico e humano, essenciais neste momento de crise.

    A cada semana será publicada uma nova aula através do Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e Site da Instituição.