A oficina “Dançar e Criar Mundos” propõe investigar o que surge quando nos colocamos à deriva da experiência dançante. Tendo em vista a noção de experiência em Bondía (2014) -, que a entende como algo que nos acomete, sob o qual não temos controle e a de John Dewey (2010), onde uma experiência consiste na relação entre o fazer e o ficar sujeito a algo, em uma alternância que ao refletir padrão e estrutura, confere seu significado - busca-se desenvolver condições que propiciem uma vivência deslocada em dança.
Não focada na estética, ou na composição do movimento, mas na experiência de se mover e de, assim, mover mundos. A oficina nos instiga a refletir sobre a potência do microuniverso que dá forma o ato dançante, sobre sua força (re) criadora, sobre a energia que rege os ciclos de morte e nascimento, sobre o deixar ir e sobre as possibilidades que surgem com as perdas.