Sob a direção de Inês Peixoto, o texto de Carlos Nunes utiliza do sórdido e clássico golpe para tratar de preconceito, da solidão humana e da liberdade de escolha no amor. A peça conta a história de um bancário cinquentão, bailarino clássico amador que, após conhecer um rapazote na boate, acorda, três dias depois, em casa, sozinho, sem móveis, sem dinheiro, com medo e sem coragem de acionar um socorro, por vergonha.
O texto revela a realidade compartilhada por grande parte da sociedade que vive oprimida pelo medo das reações das pessoas. “A peça mostra essa grande vergonha, aqui representada pelo cara que não pode contar a tragédia que ocorreu com ele, pois ele tem um nome a zelar no banco e com os pais, já que é um gay totalmente dentro do armário.