Pratos e Ingredientes típicos

Uma cidade com tradição e sabores 

As raízes da nossa gastronomia contam muito sobre a formação histórica de Minas Gerais, nossa identidade e nosso jeito de viver e receber. Por trás de uma cozinha que muitas vezes se apresenta de forma simples, existe um universo de saberes, técnicas e sabores construído ao longo do tempo pelo encontro de diferentes povos e culturas e pela capacidade de transformar os ingredientes disponíveis em receitas cheias de identidade.

Essa herança permanece viva em Belo Horizonte. Aqui, a cozinha é lugar de encontro, de afeto e de celebração, da família, dos amigos e da própria cidade. Receitas atravessam gerações, tradições ganham novas interpretações e sabores que nasceram em Minas encontram na capital uma de suas maiores vitrines.

Alguns desses sabores estão profundamente ligados ao jeito belo-horizontino de comer e de viver a cidade. Outros “ganharam pernas”, atravessaram fronteiras e conquistaram o mundo. Em comum, carregam histórias e saberes que ajudam a explicar por que a gastronomia ocupa um lugar tão especial na identidade de Belo Horizonte.

Conheça algumas verdadeiras instituições da gastronomia mineira, daquelas que fazem até o padre perder a missa.

Em Minas, queijo é mais que alimento: é tradição, afeto e parte do nosso jeito de receber. Está no café da manhã, acompanha o cafezinho e faz par perfeito com os doces mineiros. Feito artesanalmente, carrega saberes transmitidos entre gerações e sabores que mudam de acordo com cada região. Em 2024, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal foram reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Foto: Banco de Imagens
Da mandioca veio o polvilho. Do queijo produzido nas fazendas mineiras, o ingrediente que ajudaria a transformar uma receita simples em um dos maiores símbolos de Minas Gerais. Crocante por fora, macio por dentro e presença certa no café, o pão de queijo atravessou fronteiras e conquistou o mundo. É muito imitado por aí, mas mineiro sabe: igual ao de Minas não tem. Foto: Umami Comunicação
A história você já conhece. Da combinação de feijão, farinha de mandioca, torresmo, linguiça, ovos e temperos nasceu uma refeição completa, feita para acompanhar os tropeiros pelas estradas de Minas. Séculos depois, o prato ganhou um endereço emblemático em Belo Horizonte: o Mineirão. Servido nos bares do estádio, o Tropeiro do Mineirão virou tradição, memória afetiva e paixão que une todas as torcidas. Foto: Banco de Imagens
Nos anos 1960 e 1970, o Mercado Central começava o dia bem cedo. Para alimentar os trabalhadores, os bares do entorno aproveitaram ingredientes disponíveis por ali, como os miúdos e o jiló, e passaram a prepará-los juntos na chapa. Da simplicidade nasceu um clássico: o fígado com jiló, que se tornou um dos tira-gostos mais emblemáticos de Belo Horizonte. No Mercado, é tradição. Fora dele, ganhou os bares da cidade. Foto: Acervo Mercado Central
A cerveja artesanal conquistou espaço definitivo na cultura gastronômica de Belo Horizonte e de sua Região Metropolitana. Cervejarias, tap rooms e bares oferecem rótulos dos mais variados estilos, muitas vezes acompanhados de boa comida e experiências que aproximam o público do processo de produção. A qualidade e a diversidade das cervejas produzidas por aqui ajudaram a render à região um apelido que pegou: a “Bélgica brasileira”. Foto: Roberto Castro/Acervo MTur
Branquinha ou envelhecida em madeira, pura ou em um bom drinque, a cachaça faz parte da história e da cultura de Minas Gerais. Dos alambiques mineiros saem rótulos que carregam diferentes aromas, sabores e modos de fazer. E Minas mantém sua liderança: são quase 3.000 cachaças registradas, o maior número do país. Na mesa, no balcão do bar ou na caipirinha, ela segue brindando a tradição e conquistando novos paladares. Foto: Umami Comunicação
Se tem uma bebida que não pode faltar na casa de um mineiro, é o café. Passado na hora e quase sempre acompanhado de um “aceita um cafezinho?”, ele é parte do nosso jeito de receber. E essa relação também se revela na produção: Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil e referência em cafés especiais, reconhecidos pela qualidade e pela diversidade de aromas e sabores. Da lavoura à xícara, café por aqui é tradição, afeto e hospitalidade. Foto:
Goiabada, doce de mamão, de cidra, de laranja, doce de leite... Em Minas, transformar frutas, leite e açúcar em doces é uma tradição que atravessa gerações. Feitos em tachos, guardados em compotas e servidos à mesa, eles carregam sabores que fazem parte da nossa memória afetiva. E, se vierem acompanhados de uma fatia de queijo mineiro, melhor ainda: é um dos casamentos mais irresistíveis da nossa cozinha. Foto:
A coxinha é paixão nacional, mas foi em Belo Horizonte que nasceu uma combinação que conquistaria o Brasil. Em 1972, Thereza Martins, da lanchonete Doce Docê, teve a ideia de acrescentar Catupiry ao recheio de frango. A criação belo-horizontina caiu no gosto popular, atravessou as fronteiras de Minas e se espalhou pelo país. Hoje, a coxinha com Catupiry é um clássico brasileiro com sotaque e origem bem mineiros. Foto: Banco de Imagens
Prato icônico da gastronomia de Belo Horizonte, o Kaol tem uma história curiosa. Nos anos 1950, a combinação de arroz, ovo, linguiça e farofa era servida aos funcionários que trabalhavam até tarde no Café Palhares. Até que os boêmios que passavam por lá de madrugada, atraídos pelo aroma que vinha da cozinha, começaram a pedir o prato também. Daí para entrar no cardápio foi um pulo. O Kaol conquistou gerações e se tornou um daqueles sabores que contam a história e a boemia de BH. Foto:
Nas madrugadas de Santa Tereza, o tradicional Bolão é ponto de encontro de quem busca comida farta e saborosa para fechar a noite. A estrela da casa é o Rochedão, combinação generosa de arroz, feijão, batata frita, filé e ovo que atravessou gerações e virou um clássico da gastronomia boêmia de Belo Horizonte. Um prato simples, daqueles que alimentam, confortam e ajudam a contar a história das noites de BH. Foto: Banco de Imagens