As políticas públicas desenvolvidas em Belo Horizonte dialogam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas e com os compromissos da Agenda 2030. Entre eles está o ODS 2: Fome Zero e Agricultura Sustentável, que propõe acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável.

Belo Horizonte tem uma trajetória reconhecida na construção de políticas de Segurança Alimentar e Nutricional. Ao longo de mais de três décadas, a cidade estruturou uma rede que atua desde a produção e comercialização dos alimentos até a garantia do acesso a refeições adequadas e saudáveis.
Essa atuação se organiza em diferentes frentes complementares. De um lado, estão as políticas de acesso direto à alimentação, que incluem os Restaurantes Populares, o Refeitório Popular, a alimentação escolar, a assistência alimentar, as Cozinhas Comunitárias e o Banco de Alimentos. De outro, iniciativas de abastecimento e comercialização aproximam produtores e consumidores e ampliam o acesso a alimentos frescos e saudáveis. A agricultura familiar, urbana e agroecológica completa essa rede, associando produção de alimentos, geração de renda, sustentabilidade e desenvolvimento local.
A educação alimentar e nutricional e a formação em gastronomia e agroecologia atravessam essas diferentes frentes, fortalecendo uma política que entende a alimentação não apenas como necessidade básica, mas como direito, cultura e elemento de transformação social.
Banco de Alimentos
Criado em 2003, o Banco de Alimentos atua simultaneamente no combate à fome e ao desperdício. Alimentos que perderam valor comercial, mas permanecem adequados ao consumo, são recebidos, avaliados e destinados a instituições que oferecem refeições gratuitas a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Em 2025, foram distribuídas 363,5 toneladas de alimentos, contribuindo para complementar mais de 2,7 milhões de refeições. Atualmente, 39 instituições integram a rede atendida pelo programa.
Restaurantes Populares e Refeitório Popular
Os Restaurantes Populares são uma das faces mais conhecidas da política de Segurança Alimentar e Nutricional de Belo Horizonte. Os quatro restaurantes e o Refeitório Popular oferecem refeições nutricionalmente balanceadas e a preços acessíveis. Em 2025, foram servidas mais de 2,3 milhões de refeições, com média de 9,3 mil atendimentos por dia. A política também garante refeições gratuitas à população em situação de rua.
Alimentação Escolar
O Programa Municipal de Alimentação Escolar garante alimentação aos estudantes da rede municipal e das instituições parceiras, com cardápios elaborados por nutricionistas e orientados pela promoção da alimentação saudável e pelo respeito à cultura alimentar. Em 2025, foram servidas mais de 79 milhões de refeições em 622 unidades próprias e parceiras da rede municipal.
Agricultura urbana e agroecologia
Hortas, pomares, quintais produtivos e sistemas agroflorestais ajudam a aproximar a produção de alimentos da vida urbana. A Prefeitura apoia unidades produtivas coletivas, comunitárias e institucionais com insumos e assistência técnica, estimulando a produção agroecológica, a geração de renda, o desenvolvimento local e a ocupação sustentável de espaços da cidade.
As agroflorestas urbanas são parte dessa estratégia. Atualmente, nove unidades produtivas comunitárias ocupam mais de 32 mil metros quadrados e envolvem aproximadamente 200 agricultores e voluntários.
Agricultura familiar e abastecimento
Belo Horizonte também mantém iniciativas que aproximam a agricultura familiar dos consumidores e dos equipamentos públicos. Programas como Direto da Roça e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) fortalecem a comercialização direta, geram renda para produtores e ampliam o acesso da população a alimentos frescos e saudáveis.
Em 2025, a Central de Abastecimento da Agricultura Familiar e Urbana armazenou e comercializou 377 toneladas de alimentos. Pelo PAA, 24 agricultores familiares de Belo Horizonte e da Região Metropolitana comercializaram mais de 25 toneladas de frutas, verduras e legumes com o município.
Feiras e comercialização de alimentos
Feiras Livres, Direto da Roça, Feira Orgânica e outros canais de comercialização aproximam produtores e consumidores e mantêm vivas práticas e saberes ligados à cultura alimentar. Mais do que pontos de venda, esses espaços contribuem para o acesso a alimentos frescos, a geração de renda e a ocupação dos espaços públicos da cidade.
Cozinhas Comunitárias
As Cozinhas Comunitárias ampliam o alcance da política de segurança alimentar nos territórios, oferecendo gratuitamente refeições a famílias em situação de vulnerabilidade. A iniciativa complementa a atuação dos Restaurantes Populares e facilita o acesso à alimentação adequada para pessoas que vivem longe desses equipamentos
Em 2026, Belo Horizonte recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o Selo Betinho, reconhecimento nacional concedido a municípios que se destacam no combate à fome e na promoção da Segurança Alimentar e Nutricional. A certificação reforça uma trajetória construída ao longo de décadas e que continua conectando direito à alimentação, produção sustentável, inclusão social e desenvolvimento.
89 milhões
de refeições servidas gratuitas ou subsidiadas.
363,5 toneladas
de alimentos distribuídos pelo Banco de Alimentos.
790 certificados
emitidos em cursos de qualificação profissional em gastronomia e agroecologia.
1.142 pessoas
capacitadas em agricultura
urbana e agroecologia.