Resistir. Estar em estado de luta. Reinventar na instabilidade. Desobedecer e gerar mutações. A repetição degrada, desfigura, quebra, desorganiza. Mas as forças jamais se esgotam. O espetáculo "Orbis Finis" do Grupo Contemporâneo de Dança Livre discute a resistência do indivíduo em meio às relações de poder e às estruturas de violência e sua capacidade de criar formas de existir nos cenários mais conturbados. A pesquisa de movimento do espetáculo dialoga com a ideia de sucessivos “fins do mundo”, eternas sensações de destruição e reconstrução, trabalhando com a repetição e degradação do movimento transformado por sua insistência em permanecer. Uma dança em eterna queda e recuperação. O espetáculo faz parte da programação da Mostra de Dança do Fim do Mundo.