Estar Íntimo é um convite para os encontros em casa. A exposição da artista belo-horizontina Juliana Oliveira, que ocupa parte do 2º andar da Casa GAL, recupera histórias construídas em outros ambientes domésticos.
Truco, cerveja, comida e música são pretextos para reuniões afetivas que se estendem por horas a fio e consagram sala e cozinha em lugares de confiança e apoio.
Assim, a casa da artista ou de amigos se torna abrigos íntimos e seguros para ser quem se é, protegido dos olhares violentos, do racismo e da lgbtfobia que permanecem do lado de fora da porta. Juliana vem ocupando um dos quartos da Casa Gal desde janeiro, onde segue em residência.
Ali mantém o ateliê em que cria composições com cores, corpos e faces destinadas a habitarem outros espaços, muito além daquelas quatro paredes. As poses e olhares representados revelam relações de afeto e intimidade entre a pintora e os sujeitos que retrata.
Ao se colocar diante de cada quadro, o observador compartilha desse encontro e pode acessar memórias próprias, referentes às pessoas e lugares que são familiares para si.