A Periscópio inaugura amanhã, dia 6 de agosto a exposição Alumeia, individual de André Ricardo.
O título faz referência ao interesse do artista pela luz que o guia, aquela que ele procura e brilha na escuridão, como um facho que alumeia para identificar coisas específicas.
Essa luz tem a ver com seu desejo de iluminar o caminho de volta para casa, com a busca de um patrimônio cultural de identidade, de um repertório visual urbano que surge de repente através das fachadas da cidade e sobre os quais compõe cenas mais complexas, permitindo espaços de convivência para diversos simbolismos que ligam desde o Nordeste a suas viagens na cidade de São Paulo.
Surgem nos seus trabalhos, assim, os bonecos biruta dos postos de gasolina; os automóveis - pintando não objetos em si, mas das suas representações nas fachadas das oficinas mecânicas.
Alumeia é tudo isso, e André diz que também esconde uma certa sonoridade popular, a mesma de Caiaca, aquela primeira palavra que escapou em 2019 dos lábios de sua filha Dandara e que deu o título à primeira exposição deste novo ciclo de pinturas.
Esse fato, nas palavras do artista, mais do que um fato biográfico, assume o significado simbólico de celebrar a vida, a inocência e a surpresa de ver algo pela primeira vez.