Artistas e grupos culturais das cidades de Juiz de Fora, João Monlevade e das regiões do Vale do Jequitinhonha e Centro-Oeste estarão no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, em Belo Horizonte dias 06 e 07 de maio para apresentações, shows e performances na Mostra da Diversidade Cultural: imagens da cultura popular.
O evento, com entrada franca, conta ainda com uma atração convidada, de Feira de Santana, Bahia e uma da capital mineira.
A Mostra traz a Belo Horizonte o trabalho de artistas e grupos culturais premiados no projeto Mostra da Diversidade Cultural: imagens da cultura popular, do Favela é Isso Aí, selecionados através de edital.
Desde 2017 a Mostra não era realizada em Belo Horizonte e, em 2018, contou com uma edição RMBH online devido à pandemia do COVID 19.
Desde 2016 o projeto integra o Programa Forma e Transforma da Fundação ArcelorMittal e, este ano premiou mais 80 trabalhos e iniciativas culturais das cidades de Juiz de Fora, João Monlevade, Carbonita, Senador Modestino Gonçalves, Martinho Campos, Abaeté, Quartel Geral, Dores do Indaiá, Bom Despacho e Juiz de Fora, incluindo seus distritos, comunidades e zona rural e outros 20 grupos em Feira de Santana, na Bahia. De acordo com Clarice Libânio, coordenadora executiva do Favela é Isso Aí, a intenção é agregar novas experiências e dar maior visibilidade para os artistas e grupos participantes.
“A proposta do intercâmbio é trazer para Belo Horizonte pelo menos um grupo de cada região onde temos atuado, confirmando a diversidade de estilos e linguagens artísticas que a Mostra contempla”, afirma. A programação da Mostra em Belo Horizonte contará com o Coral Monlevade, de João Monlevade, de onde vem também o grupo de dança Freedom Dance e o projeto Piquenique Acordar Cultural.
De Juiz de Fora a Mostra traz a cantora e compositora Alessandra Crispin, o Grupo NUN, que fará a performance Fragmento Vermelho, e o músico e contador de estórias Fabrício Conde. O centro-oeste mineiro será representado pela Guarda Rosário de Maria, de Abaeté, o projeto de formação musical Melodias de Nossa Gente e o grupo de capoeira Afro Minas, ambos de Bom Despacho.
Do Vale do Jequitinhonha virão a Companhia de Teatro Reconto, o projeto de música para jovens Oficina de MPB e Sabores da Abadia, que vai se juntar com o projeto Mesa de Thereza, de Belo Horizonte, para oferecer ao público um café com degustação de quitutes e delícias mineiras.
Por fim, de Feira de Santana, onde a Mostra da Diversidade acontece desde 2018, patrocinada pela Belgo Bekaert Arames, o evento recebe o grupo Roça Sound, que conecta ritmos das periferias do mundo com referências do nordeste, trazendo a junção do sound system e hip-hop, acompanhado do Mestre do Reggae, Tonho Dionorina.
Adriana do Carmo, da Fundação ArceloMittal, destaca que a Mostra em Belo Horizonte vai representar parte da rica diversidade cultural encontrada nas cidades em que o grupo está presente, com foco em Minas Gerais e Bahia. “A Fundação ArcelorMittal se empenha na valorização da cultura nas localidades onde a empresa atua e na projeção do trabalho dos artistas, e a Mostra da Diversidade Cultural e nosso Programa Forma e Transforma cumprem com maestria estes objetivos”, declara.
A Mostra da Diversidade Cultural: Imagens da Cultura Popular é um dos projetos do Favela é Isso Aí, viabilizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com o patrocínio da ArcelorMittal e da Belgo Bekaert Arames.
Conta com o apoio das Prefeituras dos municípios participantes e realização do Governo de Minas Gerais, do Ministério da Cultura e Governo Federal. Sobre o projeto Mostra da Diversidade Cultural Criado pela ONG Favela é Isso Aí, a Mostra da Diversidade Cultural: imagens da Cultura Popular vêm sendo realizada desde 2007 em formatos variados e desenvolvendo uma série de ações, entre as quais pesquisas de campo, premiações, registros em foto e vídeo, difusão e eventos. Começou em formato de Mostra Audiovisual e desde então realiza atividades de formação de artistas e grupos, premiações, apresentações artísticas e culturais, além de fomento ao cenário cultural, com contribuição para o desenvolvimento e o fortalecimento do setor.
Em 2016 sua abrangência foi ampliada, inclusive sendo realizada em duas cidades de Portugal. Até o momento já foram contemplados mais de 400 artistas e grupos no atual formato, dentro do Programa Forma e Transforma.