No teatro, é comum que uma peça permaneça por anos ou até décadas no catálogo de uma companhia.
Na música, a gente monta um show para circular durante um ou dois anos.
Eu nunca concordei com isso.
Por mim, eu faria o Coração Disparado durante toda vida.
Assim como faria o Terra Vista da Lua por toda vida.
A pandemia interrompeu a circulação do Coração Disparado abruptamente.
Fiquei meio viúvo, sem ter podido operar o luto daquela perda. Foi um show compulsoriamente abandonado.
Veja, meu bem, que nesta quinta-feira, dia 10 de novembro, teremos a chance de ritualizar o encerramento desse trabalho tão importante para mim.
Eu e o músico André Milagres pinçaremos algumas canções do repertório original, montaremos novamente nosso cenário, e prepararemos uma edição no formato "voz e guitarra".
É bem vindo quem viu e deseja rever, assim como quem nunca viu e gostaria de conhecer.
E quem sabe que apresentações o Coração Disparado ainda poderá nos trazer?