A cantora, compositora e instrumentista Glaw Nader faz única apresentação do show de lançamento do seu álbum “Tempo de amor”, em que interpreta a obra de Baden Powell, um dos principais nomes da música brasileira e que deixou um legado importante também fora do Brasil.
O show será no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas, dia 3/11, quinta-feira, às 20h.
Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro ou no site da eventim.
Classificação é livre.
Em “Tempo de amor”, Glaw Nader interpreta 14 músicas de Baden Powell.
O disco apresenta canções de amor em todos os seus estágios, como amizade, romântico, que está acabando, que está começando, sofrido e feliz.
Como Glaw fala, “amor é fazer aquilo que você sente que é a verdade da sua vida”.
Assim, o álbum é uma exaltação ao amor que Glaw tem pela música, pela obra do Baden, pela sua negritude e por ser artista. Inventor da batida dobrada do violão que deu origem ao celebrado disco de 1966 “Os afro-sambas”, considerado por críticos um marco da música nacional e o primeiro que traz a africanidade de forma clara para o cancioneiro nacional, Baden é pouco reconhecido.
Sendo assim, fazer a releitura de suas canções significa, para Glaw, uma contribuição para a retomada da narrativa musical negra no Brasil. “O Baden é a minha escolha, porque ele é um marco na música brasileira”, diz a cantora.
Glaw Nader é uma artista negra relendo a obra de outro artista negro.
E como não poderia deixar de ser, um dos elementos definidores do álbum é a própria voz dela que por ter uma densidade sonora marcante, consegue ressaltar os pontos afro-brasileiros das composições, se aproximando da musicalidade que o Baden propôs. “É preciso destacar a importância de falarmos da voz que interpreta as músicas do Baden.
Isso porque em “Os afro-sambas”, disco que segundo críticos foi um divisor de águas na música brasileira, as vozes que estão presentes cantando aquelas histórias de amor, são vozes de pessoas brancas.
Assim, fazer a releitura de Baden Powell significa trazer uma contribuição para a retomada da narrativa musical negra no Brasil”, observa a artista.