O Mosfilm é um dos mais antigos estúdios de cinema e um dos maiores da Europa, tendo celebrado 100 anos de existência em 2024. Seu acervo inclui filmes da União Soviética e Rússia, incluindo clássicos de Eisenstein, Tarkovski, Kalatozov, dentre outros. Com o apoio da UMES e Mosfilm, o CST apresenta duas obras do estúdio: os clássicos Dersu Uzala de Akira Kurosawa e Vá e Veja, de Elem Klimov, títulos que expressam, com lirismo e realismo, as atrocidades da guerra e a necessidade de harmonia e consciência ambiental.
2/5, sábado, 18h30
Dersu Uzala
(Dersu Uzala | Akira Kurosawa | Japão | 1975 | Aventura | 141 min |Legendado)
Explorador e cartógrafo do exército russo mapeia a Sibéria no fim do século 19, com a ajuda de caçador nativo avesso aos padrões mercantis de conhecimento e relação com a natureza.
Classificação indicativa: 14 anos
3/5, domingo, 18h30
Vá e Veja
(Elem Klimov | Rússia | 1985 |Guerra |142 min |Legendado)
Vá e Veja é uma experiência de dor e perda. Considerado selvagem e lírico, o filme narra a trajetória de Florya, um jovem separado de seus comandantes durante a Segunda Guerra Mundial.
Classificação indicativa: 18 anos
2/5, sábado, 16h30
Classificação indicativa: livre
9/5, sábado, 16h30
Classificação indicativa: livre
16/5, sábado, 16h30
Classificação indicativa: livre
23/5, sábado, 16h30
Classificação indicativa: livre
24/5, domingo, 16h30
Classificação indicativa: livre
3/5, domingo, 16h15
Classificação indicativa: livre
Em sua sétima edição, a MOSTRA DIÁLOGOS PELA EQUIDADE chega para firmar seu compromisso com a diversidade e equidade na produção audiovisual brasileira, com foco em obras realizadas e/ou protagonizadas por mulheres. Entre os dias 12 e 17 de maio, serão exibidos sete longa-metragens, entre ficções e documentários, todos com assinatura feminina. A seleção buscou reforçar aspectos interseccionais da experiência de gênero, com obras que permitem pensar o etarismo, o racismo, a ancestralidade e os vínculos com o território, junto de outros temas caros na reflexão sobre a existência das mulheres, como aborto, maternidade e relações familiares. Na sessão de abertura, a diretora Ursula Rösele estará presente comentando seu filme Abre Alas (2025), ao lado de Glaura Cardoso Vale, organizadora do recém-lançado livro Conversas: oralidade e escrita em narrativas audiovisuais por mulheres (2026), que será distribuído gratuitamente entre os presentes. Em outras duas sessões comentadas, a mostra recebe a equipe do filme Suçuarana, com presença da diretora Clarissa Campolina, da produtora Luana Melgaço e da produtora executiva e pesquisadora Mariana Mol, que irão apresentar o livro com o processo criativo do filme, e a pesquisadora de raça, política e democracia Grécia Mara Borges da Silva, para comentar o filme Cais, de Safira Moreira. A VII Mostra Diálogos pela Equidade é uma ação da Diretoria de Promoção das Artes/FMC e integra a programação do Circuito Municipal de Cultura, realizado em parceria com o Instituto Odeon. Ela conta com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos e do Comitê de Equidade de Gênero da Prefeitura de Belo Horizonte.
12/5, terça, 19h
Abre alas
(Ursula Rösele | Brasil | 2025 | 109 min)
Um encontro com sete mulheres entre 53 e 85 anos acerca do que calaram na vida. O filme se passa em um único cenário, no qual, além de conversas sobre suas histórias, elas vivenciam performances criadas a partir de seus depoimentos.
Classificação indicativa: 12 anos
Sessão comentada pela diretora Ursula Rösele e pela pesquisadora Glaura Cardoso Vale. Haverá distribuição gratuita do livro “Conversas: oralidade e escrita em narrativas audiovisuais por mulheres” (2026), organizado por Glaura Cardoso Vale.
13/5, quarta, 19h
Suçuarana
(Clarissa Campolina/Sérgio Borges | Brasil | 2024 | 85 min)
Dora atravessa uma paisagem devastada pela mineração, em busca de uma terra perdida sonhada por ela e por sua mãe. Guiada por um misterioso cachorro, ela encontra refúgio em uma vila de trabalhadores de uma fábrica abandonada, que vivem em coletividade e lembram o lar que ela tanto procura.
Classificação indicativa: 12 anos
Sessão comentada por Clarissa Campolina, Luana Melgaço e Mariana Mól, com lançamento do e-book com roteiro e processo criativo do filme.
14/5, quinta, 19h
Cais
(Safira Moreira | Brasil | Documentário | 2024 | 68 min)
Dois meses após o falecimento de sua mãe Angélica, Safira viaja em busca de encontrá-la em outras paisagens. Num curso fluvial, o filme percorre cidades banhadas pelo Rio Paraguaçu (Bahia) e pelo Rio Alegre (Maranhão), para imergir em novas perspectivas sobre memória, tempo, nascimento, vida e morte.
Classificação: 14 anos
Sessão comentada por Grécia Mara Borges da Silva
15/5, sexta, 19h
Lispectorante
(Renata Pinheiro | Brasil | 2024 | 93 min)
Glória, uma artista plástica recém-divorciada, atravessa uma crise existencial e financeira. Em meio a esse momento de reflexão, ela retorna à sua cidade natal onde descobre na antiga casa de Clarice Lispector um espaço de reconexão. A cidade de Recife se torna, então, um lugar de exploração e de reencontro para a jornada pessoal e onírica de Glória.
Classificação indicativa de 14 anos
16/5, sábado, 19h
Atravessa minha carne
(Marcela Borela | Brasil | 2025| 83 min)
Filme do processo criativo da Quasar Cia de Dança em 2013 em Goiânia. A fabricação de corpos olímpicos (o trabalho dos bailarinos de alta performance), diante da direção do coreógrafo Henrique Rodovalho, reencena a relação entre cinema e dança.
Classificação indicativa Livre
17/5, domingo, 17h
A Felicidade das Coisas
(Thais Fujinaga | Brasil | 2021 | Ficção | 87 min)
Baseado no microcosmo de uma família com ideias específicas sobre felicidade e pertencimento, A Felicidade das Coisas busca falar sobre maternidade e a posição da mulher numa cultura patriarcal. Paula, 40 anos, está esperando seu terceiro filho, enquanto passa seu tempo entre uma praia feia e uma recém-adquirida e modesta casa de veraneio. Deixada sozinha pelo marido e lidando com as constantes demandas de seu filho adolescente, ela precisa confrontar suas próprias expectativas e frustrações.
Classificação indicativa de 14 anos
17/5, domingo, 19h
Ainda não é amanhã
(Milena Times | Brasil | 2024 | Ficção | 76 min)
Janaína é uma jovem de 18 anos que mora com a mãe e a avó em um conjunto habitacional na periferia do Recife. Ela é a primeira pessoa da família que pode obter um diploma universitário, mas uma gravidez indesejada ameaça os planos que havia traçado para sua vida.
Classificação indicativa: 14 anos
A mostra DIA DA ÁFRICA: PATRIMÔNIO CINEMATOGRÁFICO AFRICANO, traz 11 filmes selecionados e restaurados das coleções da Cinemateca Africana do Instituto Francês e das coleções do CNC (Centro Nacional do Cinema). São obras de pioneiros da cinematografia africana tais como Paulin Soumanin Vieyra, Oumarou Ganda, Jean-Michel Tchissoukou, Ousmane Sembene, dentre outros. A mostra tem o apoio da Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e do Instituto Français.
7/5, quinta, 17h
Nacionalidade do Imigrante
(Nationalité : immigré | Sidney Sokhona | França/Mauritânia | 1975 | 85 min)
Um operário mauritano, Sidi, trabalha na França. Como a maioria dos trabalhadores imigrantes, ele é empregado nos serviços mais duros e perigosos. Sidi e seus companheiros são explorados de forma sistemática e contínua, tanto pelos patrões quanto pelos próprios compatriotas, que sempre têm a oferecer carteiras de trabalho falsas e cortiços onde os imigrantes pagam caro pelo direito de dormir. Mas, enfrentando o racismo e a exploração econômica, os trabalhadores imigrantes se unem, se organizam…
Classificação indicativa: 12 anos
8/5, sexta, 17h
Réou-Takh
(Mahama Johnson Traore | Senegal | 1972 |Drama | 45 min | Legendado)
Réou Takh é o nome dado a Dacar pelos senegaleses do campo. Um negro-americano desejoso de encontrar suas raízes (viagem de volta ao comércio de escravos em Gorée) fica surpreso em descobrir um país ocidentalizado e despersonalizado.
Classificação indicativa: 12 anos
10/5, domingo, 16h30
Caméra d’Afrique - 20 Ans de Cinéma Africain
(Férid Boughedir | Tunísia |Documentário |1983 | 90 min| Legendado)
Depois de mais de meio século de cinema colonial usando a África como cenário exótico, muitas vezes na negação da humanidade e da dignidade de seus habitantes, 70 anos após a invenção do cinema, os africanos que se tornaram independentes, apesar da total falta de meios e infraestrutura, filmando contra o impossível, sem qualquer apoio africano ou estrangeiro, procuram transmitir a realidade de África na sua multiplicidade e diversidade, finalmente vista com olhos africanos. Caméra d’Afrique, fruto de uma filmagem que é escalonada em 10 anos, conta os 20 primeiros anos dos Cinemas de autor surgidos na África subsaariana.
Classificação indicativa: livre
13/5, quarta, 17h
África sobre o Sena
(Afrique sur Seine | Paulin Soumanin Vieyra | Senegal |1955 | Documentário|21 min| Legendado)
África fica na África, nas margens do Sena ou no Quartier latin? Interrogações agridoces de uma geração de artistas e estudantes em busca de sua civilização, da sua cultura, do seu futuro. Esse filme, o primeiro teste de cineastas africanos, foi realizado sob o patronato do Comitê do filme etnográfico do Museu do Homem.
O Acervo do Cenário
(L’Envers du Décor | Paulin Soumanou Vieyra | Senegal/França |1981 | Documentário | 26 min| Legendado)
Making-of sobre o trabalho de Ousmane Sembène, um dos maiores cineastas da África Negra,a partir das filmagens de Ceddo (1979).
Lamb
(Lamb - La Lutte Sénégalaise | Paulin Vieyra |Senegal |1963 | Documentário | 18 min | Legendado)
A luta tradicional que se chama Lamb em Wolof e que lembra a luta greco-romana, é um esporte nacional muito apreciado no Senegal. Ela tem regras particulares e muito rígidas. Os lutadores treinam na praia.
Classificação indicativa da sessão: 12 anos
14/5, quinta, 17h
Concerto pour un exil
(Désiré Ecare | Costa do Marfim | 1967 |Comédia | 30 min | Legendado)
Para uma certa categoria de africanos, os estudantes, os intelectuais, os refugiados políticos, etc., que viveram anos longe da África, a reinserção em seus países de origem é sempre difícil. Constantemente, eles sentem necessidade de partir. Mas para onde? A Europa é o refúgio ideal desses amadores de exílio? Um jovem estudante volta para casa na Costa do Marfim, após ter se formado em Paris, com a esperança de se tornar embaixador um dia. Mas ele vai perder suas ilusões ao cruzar com outros jovens que também tiveram a mesma trajetória e mesmos sonhos.
Le Wazzou Polygame
(Oumarou Ganda | Drama | Níger |1970 | 38 min | Legendado)
O filme conta a história de um rico comerciante islâmico (El Hadji) que, ao retornar de uma peregrinação a Meca, decide se casar com Santou, a amiga de sua filha. Santou, no entanto, já está noiva de outro homem, Garba. O casamento imposto cria um drama familiar e comunitário, destacando a problemática da poligamia e as disparidades de poder.
Classificação indicativa da sessão: 12 anos
15/5, sexta, 17h
A Capela
(La Chapelle |Jean-Michel Tchissoukou| Congo |Comédia Dramática |1979 |84 min | Legendado)
Estamos nos anos 30. Em uma aldeia localizada a vários quilômetros do posto administrativo, homens apegados às tradições ancestrais não têm outra ambição senão viver em paz. A missão evangélica estabeleceu uma escola e pede à população que construa uma capela. Os trabalhos atrasam, o que exaspera o padre, que conta com o apoio do sacristão e do chefe da aldeia para acelerar a construção da capela. A chegada de um jovem mestre, cheio de ideias modernistas, e a atitude hostil do professor vão permitir que o padre reforce sua autoridade.
Classificação indicativa:12 anos
22/5, sexta, 17h
O Mandato
(Mandabi |Ousmane Sembene| Senegal/França |Comédia |1968 |105 min | Legendado)
Numa periferia de Dacar, Ibrahim, pai de uma grande família, sem emprego, recebe um
mandato do sobrinho, operário na França. Para receber o dinheiro é preciso obter uma
carteira de identidade. Ingênuo, Ibrahim se perde no labirinto de formalidades administrativas para, no final, ver seu mandato ir pelos ares.
Classificação indicativa: 12 anos
27/5, quarta, 17h
Tabataba
(Raymond Rajaonarivelo | Madagascar | Drama | 1988 | 76 min | Legendado)
A história de uma pequena aldeia malgaxe durante a revolta pela independência que ocorreu em 1947 no sul do país. Durante vários meses, parte da população malgaxe revoltou-se contra o exército colonial francês numa luta sangrenta. A repressão que se seguiu nas aldeias foi terrível, levando a incêndios, prisões e tortura. Mulheres, crianças e idosos foram as vítimas indiretas do conflito e sofreram particularmente com a fome e as doenças.
Classificação indicativa: 12 anos
Neste ano de 2026, celebramos a segunda Década dos Povos Afrodescendentes, instituída pela Organização das Nações Unidas - ONU. Também neste ano, Moçambique completa cinquenta e um anos de sua independência em relação ao jugo colonial. Neste contexto, o Casarão das Artes Negras, em parceria com o Estúdio Olhar Artístico e com a Curadoria de Rosália Diogo, propõem o Projeto QUELIMANE – MOSTRA DE FILMES MOÇAMBICANOS - 2ª EDIÇÃO. Quelimane é o nome de uma cidade moçambicana, famosa por realizar um Carnaval similar ao que é realizado no Brasil. Destacamos assim o filme Quelimane é Carnaval, do cineasta moçambicano, Alex Dau, que compõe essa Mostra de filmes.
8/5, sexta, 18h
Apresentação Dj Vula, Leo Oliveira e Fabiano Silva, com músicas africanas.
8/5, sexta, 19h30
Empregadas Domésticas
(Sérgio Libilo l Moçambique | 2016 l 10 min)
Do oitavo andar, Cecília representa milhares de mulheres moçambicanas que, em empregos domésticos precários, enfrentam diariamente a perda da autoestima e a violação da sua integridade física e psicológica.
Calei Demais
(Sérgio Libilo l Moçambique l 2016 l 23 min)
Baseado em um depoimento real, este docudrama revela a dura realidade de uma mulher moçambicana que sobreviveu à violência do próprio marido. Mais do que um relato individual, a obra expõe as formas silenciosas de dominação que ainda persistem nos lares do país.
Classificação indicativa da sessão: 14 anos
9/5, sábado, 19h
Vutomi Dza Ku Dzi N'ga Heli - É a vida que nunca acaba
(Gabriel Navajo/Carlos Daniel l Moçambique l 2024 l 82 min)
O Documentário Ponte Brasil Moçambique vem, por meio de entrevistas e registros de manifestações culturais diversas, mostrar um recorte sobre o universo musical e cultural na província de Maputo (Moçambique).
A narrativa faz aflorar reflexões e percepções sobre a vida dos músicos e artistas nessa cosmópolis e como se dão as expressões culturais nesse território, criando paralelos com a experiência e expressões culturais brasileiras e belohorizontinas.
Classificação indicativa: 14 anos
Sessão comentada
10/5, domingo, 19h
Quelimane é Carnaval
(Alex Dau | Moçambique l 2024 l 75 min)
Uma série de entrevistados expõem os seus contributos na sua participação no Carnaval Quelimanense desde dos anos 60, 70 e 80. O interregno do carnaval no pós-independência de Moçambique e o ressurgimento desta folia é também abordada numa narrativa que se mistura com o ritmo carnavalesco.
Classificação indicativa: 12 anos
5/5, terça, 19h | 6/5, quarta, 17h
O Céu no Andar de Baixo
(Catapreta l Brasil l 2010 l 15 min)
Desde os 12 anos de idade, Francisco faz fotografias de céu. Um dia, algo diferente aparece em uma de suas fotografias mudando a sua rotina.
Classificação indicativa 12 anos
Vento Virado
(Catapreta l Brasil l 2013 l 21 min)
Quando você levanta uma criança acima de sua cabeça, ela se assusta e o seu vento vira.
Classificação indicativa 12 anos
Órbita
(Catapreta l Brasil l 2021 l 4 min)
É quarentena, ela em órbita, ele em terra…
Dona Beatriz Ñsîmba Vita
(Catapreta l Brasil l 2024 l 20 min)
Filme livremente inspirado na vida e legado da personagem histórica conhecida como Kimpa Vita, heroína congolesa do século XVII. Ambientado na contemporânea cidade brasileira de Belo Horizonte, conhecemos uma mulher singular, determinada a cumprir a missão divina de criar seu próprio povo, usando uma habilidade única de produzir clones de si mesma, na cozinha de sua casa.
Classificação indicativa 16 anos
Fundura
(Catapreta l Brasil l 2026 l 23 min)
Um filho desgarrado é salvo por uma força ancestral que julgava ter deixado para trás.
Classificação indicativa da sessão:
Sessão comentada
6/5, quarta, 19h
Jamex e o fim do medo
(Ramon Coutinho l Brasil l 2024 l 72 min)
Em meio às ruas apocalípticas da cidade radioativa de Salvadolores, Jamex precisa entregar um quadro seu a um misterioso comprador.
Classificação Indicativa: 12 anos
Sessão comentada
19/5, terça, 19h
Misericórdia!
(Ricardo Mehdeff l Brasil l 2026 l 18 min)
Mãe e filha, Aparecida e Eliane vivem na zona rural de Entre Rios de Minas. Durante uma tempestade, sem luz e isoladas de tudo, um grito de espanto dá origem a três histórias
A primeira perda da minha vida
(Inês Peixoto l Brasil l 2021 l 24 min)
Ao se deparar com uma menina chorando, Kafka descobre que ela perdeu sua boneca. Ele resolve consolá-la, inventando a história de que a boneca saiu para viajar e que ele seria o portador das cartas contando suas aventuras
Ressaca
(Pedro Estrada l Brasil l 2024 l 15 mins)
Teatro e vida se confundem em uma toalete matinal, quando uma atriz que interpreta Teuda Bara tenta decorar o seu texto.
Classificação indicativa da sessão: 16 anos
Ao longo de três anos, o projeto POLÍTICAS DA TERRA: ENCONTROS DA UNIVERSIDADE COM OS SABERES E FAZERES AFRO-INDÍGENAS realizou uma série de ações de ensino e pesquisa, envolvendo mestres e mestras de saberes tradicionais, pesquisadores e estudantes da UFMG. Agora, o projeto abre o espaço para compartilhar os resultados da experiência (as disciplinas na universidade e nos territórios, as publicações e os filmes), assim como refletir sobre desdobramentos por vir. Constituído por conversas e exibições de filmes comentadas, o evento receberá os participantes para avaliarem juntos as possibilidades da pesquisa tendo o protagonismo de mestras e mestres dos saberes tradicionais, assim como suas repercussões no ensino e na extensão na universidade.
20/5, quarta, 17h
Retrato de Seu Badu
(Pedro Aspahan/César Guimarães/André Brasil l Brasil l 2026 l Documentário l 90 min)
Seu Badu, ancião do Quilombo Mato do Tição, mestre candombeiro e terapeuta no cultivo da agricultura livre de agrotóxicos, nos recebeu em seu sítio, com a filha Aparecida Maria de Siqueira, para nos contar um pouco de sua infância e juventude, de seus saberes e práticas terapêuticas, de sua fé e experiência do sagrado.
Classificação indicativa: Livre
Sessão comentada por Silvio da Siqueira (Seu Badu, Quilombo do Mato do Tição, Jaboticatubas, Minas Gerais)
20/5, quarta, 19h
Uma aldeia para os encantados
(Pedro Aspahan/César Guimarães/André Brasil l Brasil l 2025 l Documentário l 60 min)
No alto da Serra do Padeiro (BA), o povo Tupinambá resiste a invasões, reafirmando o seu direito originário ao território. Lideranças como Dona Maria da Glória e o pajé Seu Lírio conduzem um cotidiano de cuidado com a floresta, rituais e força espiritual. O filme é um testemunho íntimo e político de um processo contínuo de retomada e afirmação da existência tradicional do povo Tupinambá da Serra do Padeiro.
Classificação indicativa: Livre
Sessão comentada por Maria da Glória de Jesus Tupinambá (Aldeia Serra do Padeiro, Bahia)
21/5, quinta, 18h
Retrato de Solange Brito
(Laboratório Audiovisual Saberes Tradicionais l Brasil l 2025 l Documentário l 65 min)
Aos pés da Terra do Bem-Virá, Solange Brito, liderança do Assentamento Terra Vista, rememora sua infância, sua formação de juventude e como liderança do MST e reflete sobre o protagonismo feminino na lida e na luta pela terra.
Retrato de Seu Lôro e Capixaba
(Laboratório Audiovisual Saberes Tradicionais l Brasil l 2026 l Documentário l 60 min)
Agricultores e plantadores de cacau do modo cabruca (na sombra da mata atlântica e na vizinhança com outras espécies), seu Lôro e seu Capixaba, fundadores do Assentamento Terra Vista (na região de Arataca, sul da Bahia) contam as suas lutas.
Classificação indicativa da sessão: livre
Sessão comentada por Deysiane Ferreira Almeida e Joelson Ferreira de Oliveira (Assentamento Terra Vista e Teia dos Povos, Arataca, Bahia)
7/5, quinta, 19h
A menina que queria ser pedra
(Jackson Abacatu l Brasil l 2026 l 9 min )
Um curta que propõe algumas reflexões sobre a vida a partir de uma conversa despretensiosa entre um menino curioso e uma menina serena à beira de um lago. Afinal, o que é ser uma pedra?
Contrastes - impressões de Israel
(Jackson Abacatu l Brasil l 2018 l 10 min)
Uma jornada entre a calmaria e o caos inspirada por relatos de cadernos de desenhos. Em uma viagem a Israel iniciada em 2014, Jackson Abacatu registrou em seus desenhos algumas cenas que revelam momentos bons, ruins, calmos, caóticos e singulares da vida real.
Sviaz - Acaso
(Diego Akel/Leo Ribeiro/Felipe Thiroux/Adriane Puresa/David Mussel/Anna Thereza Menezes/Alexandre Bersot/Jackson Abacatu/Ronaldo Oliveira l Brasil l 2015 l 9 min)
O filme é uma livre adaptação do conto do escritor russo, Daniil Kharms. O curta foi produzido de forma coletiva, onde os diferentes estilos dos animadores complementam a ideia original de narrações desconexas dentro do trabalho de Kharms. A história gira em torno das desventuras de um violinista nas ruas do bairro de Santa Teresa.
Classificação indicativa da sessão: livre
Sessão comentada
22/5, sexta, 19h
As dores do mundo: Hyldon
(Emílio Domingos/Felipe David Rodrigues | Brasil | 2025 | 90 min)
Hyldon é uma lenda viva. Seu álbum de estreia, Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda, completa 50 anos — um clássico da música brasileira. Com canções inspiradas em histórias reais, o disco revela o soul romântico de um dos maiores nomes da nossa
música popular.
Classificação indicativa: 10 anos
26/5, terça, 19h
O que é a COP da verdade?
(Dulcemar Costa/Lilian Ribas/Sarah Dutra l Brasil l 2026 l 19 min)
Minidocumentário que reúne múltiplas perspectivas sobre o significado da COP, revelando tensões, percepções e caminhos possíveis entre discurso e prática. Mais do que respostas únicas, o filme constrói um mosaico de verdades que coexistem — e que ajudam a compreender o papel real das conferências climáticas no mundo contemporâneo.
Classificação indicativa: livre
Sessão comentada
O Instituto Cervantes reúne uma mostra muito singular dedicada ao cinema argentino. Em duas sessões, serão exibidos curtas-metragens de autores emblemáticos desta cinematografia, que demonstram claramente a riqueza cinematográfica deste país. Histórias cotidianas, comédia do absurdo, diálogos incisivos, personagens excêntricos ou um firme compromisso formal são a marca registrada do melhor cinema argentino. Esta mostra foi selecionada por Marvin & Wayne.
23/5, sábado, 19h
A canoa de Ulisses
(Diego Fió |Argentina | 2016 l 14 min)
Itaeté e Ulisses, um ancião e um adolescente guaranis, estão no mato construindo uma canoa. Itaeté tenta incutir nele seu legado tradicional, mas o rapaz não está muito interessado. Sua verdadeira vocação é a música. Ele é rapper. Esse confronto cultural coloca em risco mais do que a tradição.
Shakti
(Martín Rejtman l Argentina l 2019 l 20 min)
Federico decide se separar de Magda, mas ela se antecipa e ele cai em uma depressão. No entanto, sua vida começa a mudar quando ele encontra no freezer de sua casa alguns knishes de batata congelados que sua avó lhe deu alguns meses antes de morrer.
As credenciais
(Manuel Ferrari l Argentina l 2020 l 19 min)
O filme narra a viagem de Juan — que poderia ser Pedro ou María —, um homem que vive e trabalha no rio. Juan atravessa diferentes meios de transporte que o levam ao aeroporto. Após o voo, ele é aceito com hesitação pelas autoridades migratórias europeias. Juan conhece Johannes – que poderia ser Claus ou Franz –, que trabalha e vive na Alemanha e cuja vida não parece muito diferente da de Juan, mas ao mesmo tempo é.·
Três orações sobre a Argentina
(Nele Wohlatz | Argentina l 2016 l 4 min)
Um diálogo sobre um material de arquivo que se transforma em uma aula de idiomas, que se transforma em um olhar sobre um país e sua história, que se transforma em ficção.
Classificação indicativa da sessão: livre
24/5, domingo, 19h
As forças
(Paola Buontempo l Argentina l 2018 l 16 min)
As forças registra o aprendizado de um grupo de jóqueis. Sob uma lógica escolar, com métodos e avaliações semelhantes a qualquer aprendizado, a matéria a ser modelada é o corpo.
Eu matei Antoine Doinel
(Nicolás Prividera l Argentina l 2019 l 9 min)
Um cinéfilo faz sua autobiografia geracional relacionando os problemas de maturidade do cinema contemporâneo com o personagem Antoine Doinel. Quando descobre que o ator que o interpretou está visitando sua cidade, ele toma uma decisão drástica..
Presente imperfeito
(Lair Said l Argentina l 2015 l 17 min)
Martín faz aniversário. Um presente confuso o fará refletir e questionar como os outros o veem.
Um sonho recorrente
(Santiago Esteves l Argentina l 2013 l 23 min)
Ignacio tem o mesmo sonho todas as noites. Esse sonho está destruindo tudo dentro de sua cabeça: seu trabalho, sua parceira, sua personalidade, seu mundo. Trata-se de uma visão, de uma doença ou de um simples capricho?
Classificação indicativa da sessão: livre
A MOSTRA DE CINEMA ÁRABE FEMININO traz a Belo Horizonte, pela primeira vez, mais de 15 filmes dirigidos por mulheres árabes. São 5 dias de programação gratuita, de 27/05 (quarta-feira) a 31/05/2026 (domingo). Criada em 2019, a mostra tem se consolidado como uma das referências em cinema árabe no Brasil. A curadoria, feita por Analu Bambirra e Carol Almeida, apresenta obras de diretoras de 8 países: Catar, Emirados Árabes, Iraque, Líbano, Marrocos, Palestina, Síria e Tunísia. Com filmes que se passam em diversos territórios concretos e abstratos, da Faixa de Gaza ao Sudão, até uma ilha virtual. A sessão de abertura, no dia 27 às 18:30, contará com a exibição do premiado filme Sudão, Lembre de Nós, da diretora tunisiana Hind Meddeb.
27/5, quarta, 18h30
Sudão, Lembre de Nós - SESSÃO DE ABERTURA
28/5, quinta, 16h30
Mostra de Cinema Árabe Feminino
28/5, quinta, 19h
Mostra de Cinema Árabe Feminino
29/5, sexta, 15h
Mostra de Cinema Árabe Feminino
29/5, sexta, 17h
Mostra de Cinema Árabe Feminino
29/5, sexta, 19h
Mostra de Cinema Árabe Feminino
30/5, sábado, 16h30
Mostra de Cinema Árabe Feminino
30/5, sábado, 19h
Mostra de Cinema Árabe Feminino
31/5, domingo, 16h30
Mostra de Cinema Árabe Feminino
31/5, domingo, 18h30
Mostra de Cinema Árabe Feminino