É um spin-off dramático criado por Francis Mayer, livremente inspirado na obra “Querelle” de Jean Genet, que acompanha a trajetória de um tenente, comandante de um navio, que fica ancorado num porto em Toulon, durante uma semana. Ele é um oficial que demonstra uma ternura inesperada pela sua tripulação e desenvolve uma paixão platônica pelo marinheiro Michel. Envolto em uma relação complexa e solitária com os seus desejos, ele tem o hábito de registrar confidências em seu gravador, onde tenta driblar a ambiguidade de sua sexualidade e de seu comportamento. Mas revela involuntariamente uma feminilidade contida.
O ponto de virada ocorre quando esse gravador é roubado e passa a circular nas mãos de um estranho. Sendo chantageado pelo estivador César, ele se lança num jogo de sedução e tensão crescentes.
Ao mesmo tempo, um legionário assassinado na cidade e uma invasão seguida de roubo de expressiva quantia a bordo do navio adicionam camadas de drama e suspense à narrativa.
Com desdobramentos inesperados, um triângulo amoroso é formado com final surpreendente. O navio vai zarpar. Quem segue com eles? Nota: Em tempo de liberdade vigiada, o espetáculo discute a necessidade de se vestir uma armadura como disfarce, criando um personagem aceitável socialmente, para se sobreviver debaixo dela.