Com sabor de recomeço e perfume de despedida, o disco representa o encerramento de um ciclo no Brasil e a preparação para uma nova fase de carreira internacional, com temporada na Alemanha a partir de 2026.
Mais que um álbum, Doce é um reencontro — com as origens, com os afetos e com a própria essência da artista. O projeto nasce das memórias de Carolina, que aprendeu a cantar ouvindo Chico, Dorival e Tom com o avô que, carinhosamente, dizia que “Carolina” havia sido composta por Chico Buarque para ela. E foi ouvindo Leny Andrade, aos 14 anos, que Carolina descobriu o samba-jazz — gênero que se tornaria sua casa musical e seu modo de narrar o mundo.
Com direção musical e arranjos de Rafael de Sousa, o álbum apresenta uma sonoridade que combina a liberdade do jazz à cadência dos ritmos brasileiros, revelando maturidade e frescor. No repertório, Doce traz faixas inéditas compostas especialmente para o disco por amigos e parceiros, e releituras de grandes nomes da música brasileira, como Dani e Débora Gurgel, Johnny Alf e Roque Ferreira, que dialogam com a tradição e a contemporaneidade do gênero.
Na gravação, Carolina foi acompanhada por Rafael de Sousa (baixo acústico e violão), Christiano Caldas (piano) e Gladston Vieira (bateria), além das participações especiais de Rafael Rocha (trombone) – músico que já gravou com Djavan e João Bosco, participando inclusive nos arranjos; Marcelo Martins (saxofone) - que já gravou com Djavan e Maria Bethânia; e Maico Lopes (trompete).
Com lirismo, balanço e alma feminina, Doce celebra o amor, o tempo e o poder dos encontros. É um trabalho que consolida Carolina Serdeira como uma das intérpretes mais expressivas de sua geração — uma artista que canta com corpo e coração, transformando cada nota em afeto e cada canção em gesto de amor à música brasileira