O espetáculo TCHIBUM, da Paraopeba Cia de Dança, inspirado na essência da arte satírica francesa, faz três apresentações na Funarte, em Belo Horizonte, nos dias 18, 19 e 20 de novembro.
Dirigido pelo coreógrafo Alan Keller, bailarinos protagonizam, no palco, problemas sociais que marcaram a história do Brasil e da França e faz uma transversalidade de temas distintos de forma caricata, mas com força poética, política e estética.
Alan Keller estava em Paris quando aconteceu o massacre no jornal satírico Charlie Hebdo, um atentado terrorista, em 7 de janeiro de 2015, na capital francesa, resultando em 12 pessoas mortas. “Eu vi de perto aquilo acontecendo, o luto do país inteiro em torno daquela violência.
E na mesma época, quando cheguei ao Brasil, o país estava tendo um período de racionamento de água, me provocando a pensar como os países reagiram a esses acontecimentos.
A gente também faz uma analogia com o som do nome do espetáculo, a palavra tchibum', e as duas histórias", diz Alan Keller.
Apesar do assunto sério, o espetáculo é leve, levando o público a uma reflexão por meio do humor.
É uma obra de dança contemporânea de 42 minutos e classificação indicativa de 12 anos.
A obra de dança contemporânea TCHIBUM já se apresentou em outras cidades do Brasil e também em países como Alemanha, Portugal e República Tcheca.
No palco, dentro de uma pequena piscina, bailarinos se locomovem num espetáculo cômico, dramático, caricato e cheio de surpresas.
Keller afirma que apesar da criação em 2015, a obra é atemporal e cada dia mais presente nos dias atuais.
Criador da Paraopeba Cia. de Dança foi criada, em 2014, Alan Keller é coreógrafo da escola do Teatro Bolshoi no Brasil, integra o corpo de Baile do Teatro Guaíra, também já atuou no Cefart, o centro de formação artística da Fundação Clóvis Salgado, e participou de diversos grupos de Belo Horizonte.