Em Os lados de um telhado se contam em águas (Extended Remix), o conjunto central Os lados de um telhado se contam em águas (2022) obra mais recente de Daniella, é exposto em diálogo com trabalhos anteriores, como a série Passeio, de 2013, e o conjunto de objetos e fotografias Vestes, 2018.
Juntos, esses trabalhos trazem questões sobre a memória do território, através da criação de vestígios que contam do desaparecimento de estruturas que não deixaram rastro, da invenção de memórias a partir da experiência ficcional de lugares e da experiência da matéria como testemunho do tempo.
Ancestralidade é o nome da série de obras apresentadas por Julia na exposição Dar Templo ao Tempo.
Nos desenhos, poemas, bordados e costuras, há uma fabulação orgânica de seres híbridos, ciclos geracionais, formações arcaicas, canoas arborescentes, mulheres geológicas, seios vulcânicos, ovos rupestres.
Nesse repertório de figuras, a artista evoca ciclos cósmicos e uma flutuação de paisagens ancestrais entre modos de existência humanos e não humanos.
A série atual, elaborada desde 2021, abarca também algumas peças em tecido, escritos e dobras da série Corpo em Obra, exposta entre 2019 e 2020. Da Pan-Asia para o Curral Del-Rey.
Na Cozinha do Fim do Mundo, instalação performativa / laboratório na cozinha da GAL, Shima apresenta processos culinários, escrita poética e desenhos que tomarão as paredes do espaço.
A instalação se inicia com a cocção de ingredientes estrangeiros da Pan-Asia (Turquia, Índia, China, Coréia do Sul, Indonésia e Japão), que vão se miscigenar ao longo dos dois meses com ingredientes encontrados na cidade de Belo Horizonte.
As mostras Os Lados de Um Telhado se Contam em Águas (Extended Remix) de @danielladomingues, Dar Templo ao Tempo de @panadesjulia e a ocupação Cozinha do Fim do Mundo de @shima.art.br estão em cartaz na Casa GAL e podem ser visitadas aos sábados (sem agendamento) entre 11 - 17h.