Belo Horizonte recebe a partir de 8 de março a primeira exposição individual do artista mineiro Joaquim Dimas Fidelis, conhecido como “Quim” (1958). Intitulada Inconsciente Preciso, sob a curadoria de Sarah Ruach, a mostra ocupa os interiores do Palácio das Mangabeiras, no Parque do Palácio, e apresenta ao público um conjunto inédito de pinturas que consolidam sua trajetória na arte naïf contemporânea.
A exposição propõe um diálogo entre essa pintura intuitiva e o contexto arquitetônico que a abriga. Projetado por Oscar Niemeyer, o Palácio das Mangabeiras integra um dos mais emblemáticos conjuntos modernistas da cidade. Inserido na Serra do Curral, o edifício hoje se abre ao público como espaço cultural, integrando arte, patrimônio e paisagem.
Inconsciente Preciso marca não apenas a primeira individual do artista, mas também a afirmação de uma produção que valoriza o gesto espontâneo, a imaginação e a experiência cotidiana como matéria estética.
Arte Naïf
A arte naïf é marcada, em geral, pela produção autodidata e pela liberdade de criação, valorizando a espontaneidade, as cores intensas e uma forma própria de organizar as cenas e os espaços. Mais do que uma estética simples, trata-se de uma linguagem que nasce da experiência e da sensibilidade do artista. Em Quim, essa característica aparece na maneira como ele constrói seu universo pictórico a partir do cotidiano, criando composições vibrantes e intuitivas, que revelam coerência e identidade próprias.