Durante séculos, mãos femininas bordaram silêncios, costuraram ausências e coseram memórias em linhas quase invisíveis. A exposição se ergue como um gesto de resistência diante desse apagamento.
Nas obras em crochê e bordado, os fios, pontos e texturas convidam o público a pensar sobre o corpo feminino, e principalmente a respeito da coisificação desse corpo de mulher que está fadado a ser belo.
Confira esta reunião inédita de trabalhos da artista maranhense, que aborda as condições sociais da mulher, destacando a histórica submissão ao espaço doméstico e as limitações enfrentadas em sua ascensão profissional.