Partindo de materiais do âmbito doméstico, que evocam, principalmente, técnicas de construção de áreas suburbanas - como o chão de caquinhos, o piso vermelhão e de cimento queimado e o sabão de coco -, a artista Ana Hortides discute questões relacionadas ao habitar, ao íntimo e à construção da identidade.
Na mostra “Fundação” esses materiais deslocam-se de sua função primária e se movem ideologicamente para a construção de uma carga conceitual e simbólica.
São 12 obras entre esculturas, pintura e videoarte, em que a artista questiona, tensiona e expõe a estrutura social e pensa criticamente sobre a dimensão política que nasce do doméstico.
Os interessados em agendar visitas mediadas ou visitas acessíveis para grupos a todas as exposições em cartaz na Casa Fiat de Cultura, podem solicitar no e-mail
. A exposição Fundação surge das memórias afetivas da artista Ana Hortides, principalmente da sua relação com a “Casa nº 15”, local onde passou parte da infância e que é ponto de referência de toda sua família: a casa dos avós maternos, no subúrbio do Rio de Janeiro.
As obras se dão no encontro com o mundo, mas pela órbita da casa, sua memória e construção.
Objetos cotidianos são suporte para o desenvolvimento do seu trabalho como os sacos de lixo que se tornam bandeiras e os cabos de vassouras velhas que as hasteiam.
No bate-papo online, a artista vai compartilhar com o público seu processo criativo, como experimentou as diversas técnicas para construir suas esculturas e pinturas, além de apresentar as obras da exposição Fundação, em cartaz na Piccola Galleria.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela Sympla.