Os Guardiões da Memória e o Covid-19

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O contexto do COVID-19 trouxe à tona a silenciosa guerra que alguns povos já enfrentavam na história do Brasil, uma guerra contra a morte e a favor do reconhecimento de suas vidas como fundamentais para a construção da pluralidade brasileira.

A museologia frequentemente se depara com outras formas de lidar com o patrimônio para além do pedra e cal. Se a área tem a responsabilidade de trabalhar com a memória e suas projeções, não só o que está posto nas paredes institucionalizadas dos museus é que devem ser alvo da preocupação dos museólogos. As pessoas, em especial as que são parte de povos indígenas e quilombolas, tem muitas vezes suas histórias negadas e invisibilizadas, ou pior, fetichizadas e estereotipadas por grandes instituições que buscam representar de forma superficial não só a luta, mas a carga de conhecimento que esses grupos possuem.

Mais do que nunca é imprescindível entender que os mais velhos, mestres, curandeiros e Griots são o verdadeiro acervo do conhecimento e da manutenção identitária e do patrimônio imaterial intangível. Não se pode manter a memória e a ancestralidade dos Povos Tradicionais sem a manutenção dos seus Guardiões.

Convidamos nesta terça-feira o pensador NEGO BISPO, formado por mestras e mestres de ofícios, morador do Quilombo Saco-Curtume, localizado no município de São João do Piauí, ativista político e militante de grande expressão no movimento social quilombola e nos movimentos de luta pela terra para conversar conosco sobre essa relação do COVID-19 com a manutenção da memória e sua preservação através da vida dos grupos que ainda lutam por suas vidas e por reconhecimento.

Mário Chagas diz que o “Museu que não serve para a vida das pessoas, não serve para nada”, então como pensar o museu, a museologia, a memória e o patrimônio num contexto de pandemia em que tantas vidas estão sendo perdidas? Para refazer as bases ainda excludentes do conhecimento gerado e reproduzido no interior das universidades brasileiras é preciso atravessar a diversidade de olhares.
Para tudo isso e muito mais, venham neste dia 18, às 19h, nos acompanhar nesta live!

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