O Barão Vermelho resultou da fusão das referências de seus integrantes. Dé Palmeira trouxe a música brasileira (com menção importante aos Novos Baianos), Frejat flertava com o blues, enquanto Mauricio e Guto vinham com o rock. “Era uma banda disfuncional que funcionava", definiu Mauricio no documentário “Barão Vermelho: Por que a gente é assim?”. Cazuza era uma mistura de todas essas inspirações e, na contramão dos movimentos anteriores, como a Jovem Guarda e os próprios Mutantes, que tinham o inglês latente em seus gritos de “yeah", ele definiu o que seria a atitude de um rock and roll brasileiro, cantado em português “É”. Não à toa, o Barão se estabeleceu como um dos nomes que abriram caminho para o BRock.
A turnê Barão Vermelho Encontro faz parte da label “Encontro”, criada pela promotora 30e, e que teve como primeira iniciativa o Titãs Encontro, responsável por reunir Arnaldo Antunes, Branco Mello, Charles Gavin, Nando Reis, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto.
Quem pôde ir a alguma das apresentações dos Titãs sabe o que esperar do projeto da vez: uma superprodução capaz de transportar o público para a atmosfera da banda, com telões de ponta, além de cenografia e sistema de luz que dão a sensação de imersão no espetáculo. “Estamos certos de que o Barão Vermelho Encontro vai repetir o sucesso da turnê histórica do Titãs Encontro. É a oportunidade de ver novamente o que essa banda é ao vivo, e muitas pessoas poderão vivenciar essa experiência pela primeira vez", afirma Alexandre Wesley, VP de Global Touring da 30e.