Navegando a Pampulha: mais do que um passeio, um novo jeito de pertencer a BH
Tem cidades que a gente conhece andando. Outras, observando do alto. E tem aquelas que se revelam quando a gente desacelera e aceita outro ponto de vista. Belo Horizonte, agora, convida para esse novo olhar: navegar pela Lagoa da Pampulha e deixar que a cidade se conte a partir da água, do reflexo, do silêncio cortado pelo motor elétrico do catamarã e pela história que mora ali há décadas.
A navegação turística na Pampulha amplia a forma de viver um dos territórios mais simbólicos da capital. Não é só sobre passeio. É sobre pertencimento, cuidado e a possibilidade de experimentar a Pampulha Patrimônio de um jeito mais sensível, mais atento, mais próximo do que Belo Horizonte tem de essencial.
A Pampulha vista de dentro
A Pampulha sempre foi cenário de encontros. Caminhadas no fim da tarde, pedaladas de domingo, fotos que atravessam gerações. Agora, esse território tão afetivo se abre também para quem deseja ver a cidade por outro ângulo, literalmente. Navegar pela Lagoa permite perceber detalhes que passam despercebidos da margem: as curvas da arquitetura inovadora de Niemeyer, a integração com a paisagem de Burle Marx, o desenho urbano pensado para dialogar com a água e pensado especialmente para BH
O percurso contempla os monumentos do Conjunto Moderno da Pampulha, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, costurando arquitetura, natureza e memória em um mesmo trajeto. Durante o passeio, um guia conduz a experiência com histórias, contextos e curiosidades que ajudam a entender por que a Pampulha é mais do que um cartão-postal. Ela é parte viva da identidade do belo-horizontino e o que atrai milhares de pessoas à cidade.
Quando o turismo encontra o cuidado
Viver a cidade também é saber cuidar dela. A retomada da navegação acontece com atenção rigorosa à sustentabilidade, ao patrimônio e ao equilíbrio ambiental. As embarcações utilizam motores elétricos, silenciosos e não poluentes, respeitando o ritmo da Lagoa e da fauna que habita o entorno. As áreas de circulação são delimitadas, evitando zonas sensíveis e há coleta diária de resíduos no espelho d’água e nas margens.
A qualidade da água é monitorada de forma contínua, com análises que indicam uma melhora consistente nos últimos anos. Esse cenário é resultado de um trabalho integrado de gestão ambiental, saneamento e recuperação da lagoa e de suas nascentes. Navegar pela Pampulha, hoje, também é reconhecer que políticas públicas bem conduzidas transformam a paisagem e fortalecem o vínculo entre cidade e natureza.
Uma experiência para moradores e visitantes
Os passeios acontecem de quinta a domingo, com três saídas diárias entre 8h e 17h, em um projeto piloto com duração inicial de três meses. Os ingressos são gratuitos e disponibilizados online, reforçando a ideia de que a cidade é um espaço de todos. O tempo do percurso, cerca de uma hora, convida à pausa, à escuta e à contemplação.
Para quem mora em BH, é a chance de reencontrar a Pampulha com outros olhos. Para quem visita, é uma forma de entender a cidade para além do óbvio, conectando lazer, cultura e história. A navegação também movimenta o entorno, fortalecendo a gastronomia, o comércio, os serviços e a vocação turística da região, de forma integrada e responsável.
Ver Belo Horizonte refletida na água
Mais do que uma nova atração, a navegação turística na Lagoa da Pampulha é um gesto simbólico. Um convite para desacelerar, observar e se reconectar com a cidade. Belo Horizonte se mostra ali, refletida na água, misturando passado e presente, arquitetura e paisagem, técnica e afeto.
É a cidade dizendo que está viva, que se transforma e que segue criando novas formas de encontro. Navegar pela Pampulha é viver BH de outro jeito.
Te encontro em BH. 💛

Foto: Qu4rto Studio / Acervo Pampulha
