Após um longo período de isolamento, quando revisitou em oito lives todo o repertório gravado nos 15 anos de carreira, Roberta Sá voltou a ensaiar por conta de um convite para participar virtualmente da Semana da Língua Portuguesa de Macau (China).
Cercada de todos os protocolos sanitários, a cantora preparou cinco números inéditos em ‘Pra Nunca Se Acabar’. Criada em conjunto com a cenógrafa Gigi Barreto e as instrumentistas Samara Líbano (violão 7 cordas) e Aline Gonçalves (flauta e clarinete), a apresentação tem no repertório ‘Antes do Mundo Acabar’ (Zeca Baleiro e Zélia Duncan), ‘A Flor e o Espinho’ (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito), ‘Janeiros’ (Roberta Sá e Pedro Luís), ‘Samba de Um Minuto’ (Rodrigo Maranhão) e ‘Nasci para Sonhar e Cantar’ (Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho).
‘O violão da Samara carrega sensibilidade, generosidade e força, enquanto a Aline tem um som potente e melodioso na flauta.
Nada é mais poderoso do que os espaços que nós, mulheres, ocupamos quando estamos juntas. Quando trocamos nossas experiências e apontamos caminhos umas para as outras’, reflete Roberta, que dará continuidade ao projeto com uma live em 27 de novembro na Mostra de Teatro e Música do Cine Theatro Brasil Vallourec, quando também estará acompanhada de Samara, Aline e da percussionista Geiza Carvalho.
Também batizado de ‘Pra Nunca se Acabar’, o show será feito em Belo Horizonte, com parte da casa vendida e acesso online através de um ingresso.
A presença feminina vai se estender também para o repertório, marcado por composições de Adriana Calcanhotto, Dona Ivone Lara e Zélia Duncan. Roberta aproveita esta volta ao palco para celebrar valores e reativar a esperança em um mundo pandêmico.
‘O que devemos extinguir do mundo para que ele renasça, o que queremos que permaneça?
Encontro na música brasileira muitos desses elementos, como a diversidade, a tolerância, o respeito e um mar de possibilidades que podemos plantar de bom no mundo’, analisa.