Um dos mais tradicionais projetos de exibição cinematográfica da capital mineira, o Cineclube Comum chega, pela primeira vez, ao Cine Humberto Mauro. A partir de uma parceria entre a Fundação Clóvis Salgado (FCS) e o Instituto Cervantes, o público poderá acompanhar, ao longo do ano de 2026, a mostra “Visões Táteis”, em sessões mensais que terão comentários de integrantes do Cineclube Comum (Fábio de Carvalho, Helena Elias e Victor Guimarães) e de pesquisadores de cinema da cidade. A programação começa no dia 3 de março (terça-feira), às 19h30, com os filmes do cineasta e inventor espanhol José Val del Omar (1904-1982), e segue até o fim do ano, sempre nas primeiras terças-feiras de cada mês. A entrada é gratuita; metade dos ingressos estarão disponíveis, de forma on-line, a partir de meio-dia do dia das sessões, no site do Sympla; o restante será distribuído presencialmente na bilheteria principal do Palácio das Artes e no totem, no hall, meia hora antes de cada exibição, mediante a apresentação de documento com foto.
A sessão de abertura traz três curtas-metragens que compõem “Tríptico Elemental de España” de Val del Omar, formado por “Aguaespejo Granadino (La Gran Siguiriya)” (1953-1955), “Fuego en Castilla (Tactilvisión del Páramo del Espanto)” (1958-1960) e “Acariño Galaico (De barro)” (1961-1962), além do pioneiro “Vibración de Granada” (1934-1935). Nascido em Granada em 1904, José Val del Omar foi, além de cineasta, fotógrafo, escritor, educador, e se destacou também como inventor de máquinas e aparatos técnicos, que contribuíram com sua busca incessante de uma arte capaz de mobilizar múltiplos sentidos simultaneamente. “Seus filmes possuem uma qualidade tátil muito evidente, produzida através de procedimentos técnicos e formais, como suas coreografias de luz, que proporcionam aos espectadores uma outra experiência de exibição na sala escura”, caracteriza Victor.