Entre os dias 11 e 13 de setembro, a superprodução apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Bradesco Seguros ocupa o palco do Sesc Palladium, com sessões na sexta-feira, às 20h; no sábado, às 16h e às 20h; e no domingo, às 16h. A capital mineira será a primeira parada da turnê nacional que percorrerá seis cidades brasileiras entre setembro e novembro de 2026, ampliando o alcance de uma história que, décadas depois, continua despertando fascínio, debate e comoção em todo o mundo.
Com versão e direção de Tadeu Aguiar, o espetáculo é uma realização da Estamos Aqui Produções, responsável por sucessos premiados como “Quase Normal”, “A Cor Púrpura” e “Querido Evan Hansen”. Em uma montagem brasileira não-réplica, o musical propõe um olhar próprio para a trajetória de Diana Spencer, aproximando o público da mulher que existia para além dos palácios, das manchetes e da imagem que correu o mundo.
A produção mergulha em suas relações familiares, nos conflitos vividos dentro da monarquia britânica, na exposição provocada pela imprensa e na busca por autonomia de uma figura que transformou sua própria vulnerabilidade em uma poderosa forma de conexão com milhões de pessoas.
A dimensão da produção também se revela nos números. A estrutura cenográfica é formada por mais de 320 barras de metal, sustentadas por 400 metros de cabo de aço, extensão que, se colocada verticalmente, supera a altura do Pão de Açúcar e da Torre Eiffel. O cenário utiliza ainda 170 m² de tela galvanizada, mais de 750 metros de telas de viveiro e agrícolas e 560 metros de tecidos nobres, entre veludo, oxford e jacquard, empregados na construção visual do universo da realeza britânica.
A grandiosidade se estende à iluminação e aos elementos tecnológicos. O espetáculo reúne mais de 200 equipamentos de iluminação, sendo 100 refletores utilizados apenas no cenário, além de um céu formado por mais de 2 mil pontos de fibra ótica, responsável por criar diferentes atmosferas ao longo da narrativa. Lustres monumentais, desenvolvidos especialmente para a montagem pela Dropiron, foram produzidos de forma totalmente artesanal em um processo de 20 dias e utilizaram, juntos, mais de 1,5 quilômetro de correntes.
O figurino reforça a escala da montagem. São aproximadamente 1,5 quilômetro de tecidos, mais de 250 figurinos, 850 botões, 60 metros de zíper, 15 quilos de pedrarias e mais de 100 pares de sapatos, compondo um guarda-roupa que atravessa diferentes épocas, estilos e códigos visuais associados à realeza britânica.
O trabalho de visagismo conta ainda com 58 perucas. Para a representação de Diana, foram confeccionadas quatro perucas naturais, feitas fio a fio e submetidas a cinco processos de descoloração até que se alcançasse o tom mais próximo possível dos cabelos da princesa.
É toda essa estrutura que agora deixa o eixo Rio-São Paulo para percorrer o país, tendo Belo Horizonte como ponto de partida. A turnê nacional representa uma nova etapa na trajetória do espetáculo e envolve uma operação de grande porte para desmontar, transportar e remontar cenário, equipamentos, figurinos e elementos técnicos em cada uma das seis cidades, preservando a concepção artística e a experiência visual desenvolvidas para a produção.
Mais do que reconstruir acontecimentos conhecidos da biografia de Diana, “Diana – A Princesa do Povo” investe nas nuances emocionais de uma mulher atravessada por contradições, afetos, pressões e escolhas. A figura que desafiou protocolos, redefiniu a relação entre a Família Real britânica e a sociedade e fez da empatia uma das marcas de sua atuação pública ganha corpo e voz em uma encenação que combina emoção, música e grandiosidade cênica.
Ao acompanhar diferentes momentos de sua vida, o espetáculo também lança luz sobre as engrenagens de uma instituição secular e sobre o impacto provocado pela chegada de uma jovem que, aos poucos, percebe a dimensão do papel que lhe foi atribuído. Amor, casamento, maternidade, solidão, exposição pública, amadurecimento e liberdade atravessam uma narrativa que revela como Diana deixou de ser apenas uma integrante da monarquia para se transformar em um dos grandes símbolos populares do século XX.
A direção musical é de Thalyson Rodrigues, com cenografia de Natália Lana, figurinos de Ney Madeira e Dani Vidal, coreografias e direção de movimento de Sueli Guerra e visagismo de Anderson Bueno e Cristiane Regis. O desenho de luz é assinado por Serginho, e o desenho de som por Paulo Altafim e Gabriel D’Ângelo. A coordenação de produção é de Norma Thiré, e a produção geral, de Eduardo Bakr.