O projeto curatorial parte do romance Floresta é o Nome do Mundo (1972), de Ursula K. Le Guin, que narra a colonização de um planeta inteiramente coberto por florestas e habitado por um povo em profunda sintonia com a natureza. Todo o equilíbrio é rompido pela chegada de humanos em busca de madeira, já extinta na Terra.
A exposição propõe uma tradução intersemiótica do livro indo da literatura em direção a fotografia. Os trabalhos reunidos criam uma caixa de ressonância das questões colocadas pela narrativa ficcional como, por exemplo, a importância dos sonhos na organização social, a densidade das matas, a devastação ambiental e a estreita relação entre corpos vegetais e animais.